Terça-feira, Outubro 30, 2007
Olhar pro céu e acreditar que existe algo a mais...
Tem dias que só assim. Tem dias que a gente precisa ter fé em alguma coisa, em qualquer coisa pra conseguir ir em frente.
Tem que haver um sentido maior pra todas as coisas que se passa aqui porque senão é tudo muito desesperador.
Eu creio e ainda bem que creio porque se crendo tem dias que me sinto como hoje não posso imaginar se não tivesse a minha fé pra me socorrer.
Tem que haver um sentido maior pra todas as coisas que se passa aqui porque senão é tudo muito desesperador.
Eu creio e ainda bem que creio porque se crendo tem dias que me sinto como hoje não posso imaginar se não tivesse a minha fé pra me socorrer.
Domingo, Outubro 28, 2007
Confesso que comi...
...um gigantesco cheese-salada com vinagrete e tomei um divino milk-shake de chocolate de 300 ml do Gordão!
Pequei sim mas valeu a pena!
Pro pecado ser completo falou batata frita mas como foi no delivery elas iam chegar murchas.
Pequei sim mas valeu a pena!
Pro pecado ser completo falou batata frita mas como foi no delivery elas iam chegar murchas.
Passei o sábado dando aula e preparando as provas.
Houve um tempo que se alguém me dissesse que sábado a noite eu estaria em casa preparando provas eu diria que a pessoa havia enlouquecido.
O mais triste é que eu não tinha nada melhor pra fazer.
Estou lendo um livro mas até ler anda me aborrecendo.
Pensei em ligar pra uma amiga e ir ao cinema ou ir a um barzinho e de novo o desanimo e a inércia tomaram conta de mim.
Nem até a locadora eu fui.
Agora, mais de meia-noite e meia eu tenho vontade de fazer algo que fazia há uns anos atrás quando tinha crises de insonia: pegava o carro e ia até Campinas, chegando lá passava numa padaria ou num McDonalds, tomava uma coca e voltava pra casa.
Ia cantando a pleno pulmões até exorcizar tudo de ruim que estava dentro de mim.
Naquele tempo o carro era novo e eu era mais nova.
Hoje eu tenho medo de fazer isso e ter um problema mecanico com o carro e ser assaltada na estrada.
Vou tentar ver um filme porque já vi que dormir hoje não vai ser coisa fácil!
Houve um tempo que se alguém me dissesse que sábado a noite eu estaria em casa preparando provas eu diria que a pessoa havia enlouquecido.
O mais triste é que eu não tinha nada melhor pra fazer.
Estou lendo um livro mas até ler anda me aborrecendo.
Pensei em ligar pra uma amiga e ir ao cinema ou ir a um barzinho e de novo o desanimo e a inércia tomaram conta de mim.
Nem até a locadora eu fui.
Agora, mais de meia-noite e meia eu tenho vontade de fazer algo que fazia há uns anos atrás quando tinha crises de insonia: pegava o carro e ia até Campinas, chegando lá passava numa padaria ou num McDonalds, tomava uma coca e voltava pra casa.
Ia cantando a pleno pulmões até exorcizar tudo de ruim que estava dentro de mim.
Naquele tempo o carro era novo e eu era mais nova.
Hoje eu tenho medo de fazer isso e ter um problema mecanico com o carro e ser assaltada na estrada.
Vou tentar ver um filme porque já vi que dormir hoje não vai ser coisa fácil!
Sexta-feira, Outubro 26, 2007
Falta estofo
Quando eu era pequena e a vó Maria (ela não era minha avó de verdade mas isso é uma longa história) queria falar que alguém não tinha o preparo suficiente pra determinado trabalho ela dizia "Falta-lhe estofo pra fazer isso".
Nunca perguntei o que queria dizer estofo mas entendia que faltava conhecimento, preparo, malícia.
Hoje a terapeuta me disse que eu preciso ouvir meu 6º sentido, seguir meus instintos no que diz respeito à minha relação com as pessoas.
Sou sincera: tenho medo de 90% das pessoas com quem me relaciono.
Medo de me decepcionar, medo de ser enganada, explorada, vilipêndiada.
Já tomei tanta porrada, mas tanta e todas as vezes eu me olho no espelho e descubro que quem deu a arma pro bandido fui eu. Quem confiou fui eu.
Acho que não aguento olhar no espelho de novo mais uma vez e me chamar de "cretina".
Então, como é que eu vou seguir os meus instintos?
O meu instinto só me manda ficar aqui, quietinha no meu canto onde ninguém pode vir me machucar.
Como dizia a vó Maria, me falta estofo pra essa vida. Me falta estofo pra conviver com o mundo lá fora.
Nunca perguntei o que queria dizer estofo mas entendia que faltava conhecimento, preparo, malícia.
Hoje a terapeuta me disse que eu preciso ouvir meu 6º sentido, seguir meus instintos no que diz respeito à minha relação com as pessoas.
Sou sincera: tenho medo de 90% das pessoas com quem me relaciono.
Medo de me decepcionar, medo de ser enganada, explorada, vilipêndiada.
Já tomei tanta porrada, mas tanta e todas as vezes eu me olho no espelho e descubro que quem deu a arma pro bandido fui eu. Quem confiou fui eu.
Acho que não aguento olhar no espelho de novo mais uma vez e me chamar de "cretina".
Então, como é que eu vou seguir os meus instintos?
O meu instinto só me manda ficar aqui, quietinha no meu canto onde ninguém pode vir me machucar.
Como dizia a vó Maria, me falta estofo pra essa vida. Me falta estofo pra conviver com o mundo lá fora.
Quinta-feira, Outubro 25, 2007
Direto do retiro
Meu prédio tem muita, mas muita gente idosa.
Nós, os "mais novos" o chamamos de Asilão ou Retiro dos Velhinhos de Sorocaba.
Pois bem, 3 das nossas mais ilustres velhinhas foram ao cinema assistir "Tropa de Elite".
A mais novinha do grupo deve ter uns 70 e alguma coisa e a mais velha tem 87.
Perguntei a minha mãe porque ela não havia ido e ela disse que não gosta desse tipo de filme.
Agora há pouco uma das que foram veio bater aqui na porta e contar que elas ficaram horrorizadas com o filme.
Que o vocabulário é tão pesado que elas ficavam vermelhas até no escuro e que sairam do cinema olhando pro chão de vergonha das outras pessoas que estavam lá.
Morri de rir ouvindo a conversa.
A velhota falava pra minha mãe:Ah era um tal de vai tomar no c., filha da p, porra!".
Minha mãe veio me contar e disse: "mas o que será que elas esperavam? Filme de polícia e bandido elas achavam que eles iam falar - vossa excelência senhor bandido poderia ter a gentileza de ir tomar no c. ?"
Nós, os "mais novos" o chamamos de Asilão ou Retiro dos Velhinhos de Sorocaba.
Pois bem, 3 das nossas mais ilustres velhinhas foram ao cinema assistir "Tropa de Elite".
A mais novinha do grupo deve ter uns 70 e alguma coisa e a mais velha tem 87.
Perguntei a minha mãe porque ela não havia ido e ela disse que não gosta desse tipo de filme.
Agora há pouco uma das que foram veio bater aqui na porta e contar que elas ficaram horrorizadas com o filme.
Que o vocabulário é tão pesado que elas ficavam vermelhas até no escuro e que sairam do cinema olhando pro chão de vergonha das outras pessoas que estavam lá.
Morri de rir ouvindo a conversa.
A velhota falava pra minha mãe:Ah era um tal de vai tomar no c., filha da p, porra!".
Minha mãe veio me contar e disse: "mas o que será que elas esperavam? Filme de polícia e bandido elas achavam que eles iam falar - vossa excelência senhor bandido poderia ter a gentileza de ir tomar no c. ?"
Quarta-feira, Outubro 24, 2007
Fraude
Tem gente que é especialista em "se vender". São os reis do "auto-marketing".
Não importa se é a vizinha que jura que faz o melhor doce de banana do mundo porque aprendeu com aquela moça que apresenta o programa na televisão quando elas eram vizinhas de porta ou se é o palestrante que desfia no seu curriculum mestrados e doutadorados na Universidade de Moscou e Berlim.
Minha sogra era (deve ser ainda)assim. Quando a gente se juntava em mutirão pra fazer alguma coisa na fazenda ela ficava andando de lá pra cá dando ordens mas fazer não fazia nada. Nada. Ai no fim do dia ela se jogava no sofá e dizia "Nossa trabalhei demais, estou exausta".
A mesma coisa era com comida. Ela punha só um pouquinho, mas bem pouquinho mesmo, no prato só que depois ficava beliscando do prato dos outros, ou ficava pegando pedacinhos das travessas e no fim se a gente prestasse atenção ela tinha comido mais que todo mundo.
E ela sempre disse "eu como muito pouco. Sempre foi assim, sempre tiveram que brigar comigo pra eu comer".
Eu conheço gente que se vende de grande mestre. Grande sábio(a), intelectual.
A pessoa se porta como se fosse a "última bolacha do pacote" e claro mente. Tem que mentir.
Hoje eu peguei uma pessoa dessas na mentira.
Pra alguém que se acha tão inteligente e superior cometeu um erro básico: diz que apresentou uma tese numa determinada faculdade famosa.
Foi só entrar na internet e começar a fuçar. E eu fucei, e fucei e fucei e pior ainda, eu conheço um monte de gente que trabalha na tal faculdade. A vice-reitora é minha prima irmã e não foi surpresa descobrir que a tal pessoa nunca (atenção NUNCA) estudou lá. Muito menos defendeu tese.
Não tenho interesse em desmontar essa pessoa mas que é divertido ver como ela soube vender seu peixe e outras souberam comprar é.
Até o dia que porque...minha sábia amiga Fal sempre diz que "impérios se fazem conquistando inimigos" e essa pessoa está no caminho certo.
Não importa se é a vizinha que jura que faz o melhor doce de banana do mundo porque aprendeu com aquela moça que apresenta o programa na televisão quando elas eram vizinhas de porta ou se é o palestrante que desfia no seu curriculum mestrados e doutadorados na Universidade de Moscou e Berlim.
Minha sogra era (deve ser ainda)assim. Quando a gente se juntava em mutirão pra fazer alguma coisa na fazenda ela ficava andando de lá pra cá dando ordens mas fazer não fazia nada. Nada. Ai no fim do dia ela se jogava no sofá e dizia "Nossa trabalhei demais, estou exausta".
A mesma coisa era com comida. Ela punha só um pouquinho, mas bem pouquinho mesmo, no prato só que depois ficava beliscando do prato dos outros, ou ficava pegando pedacinhos das travessas e no fim se a gente prestasse atenção ela tinha comido mais que todo mundo.
E ela sempre disse "eu como muito pouco. Sempre foi assim, sempre tiveram que brigar comigo pra eu comer".
Eu conheço gente que se vende de grande mestre. Grande sábio(a), intelectual.
A pessoa se porta como se fosse a "última bolacha do pacote" e claro mente. Tem que mentir.
Hoje eu peguei uma pessoa dessas na mentira.
Pra alguém que se acha tão inteligente e superior cometeu um erro básico: diz que apresentou uma tese numa determinada faculdade famosa.
Foi só entrar na internet e começar a fuçar. E eu fucei, e fucei e fucei e pior ainda, eu conheço um monte de gente que trabalha na tal faculdade. A vice-reitora é minha prima irmã e não foi surpresa descobrir que a tal pessoa nunca (atenção NUNCA) estudou lá. Muito menos defendeu tese.
Não tenho interesse em desmontar essa pessoa mas que é divertido ver como ela soube vender seu peixe e outras souberam comprar é.
Até o dia que porque...minha sábia amiga Fal sempre diz que "impérios se fazem conquistando inimigos" e essa pessoa está no caminho certo.
Segunda-feira, Outubro 22, 2007
Na reta de chegada
Clima de fórmula um ainda no meu íntimo porque afinal, ontem me lembrou os velhos tempos: meu irmão, meu filho, minha mãe e eu assistindo o GP do Brasil e comentando tudo. Somos piores que o Galvão!
Meu irmão se lembrou de algo que eu não lembrava e pior, continuo sem lembrar: que a primeira vez que ele pisou em Interlagos foi levado por mim e meus amigos. Eu deveria ter uns 16 ou 17 anos (depende se foi no começo ou fim do ano) e ele 12/13.
Ele ontem disse que quem o contaminou com o vírus da carrida fui eu...rs
E contaminei mesmo porque depois disso ele resolveu correr de Kart. Ele foi contemporaneo do Ayrton Senna na época do kart (o Ayrton já corria quando ele começou a correr) e a carreira do meu irmão durou muito pouco por falta de "paitrocínio".
Outro fator decisivo foi o próprio Ayrton que ganhava todas e os outros lambiam asfalto pra chegar em segundo.
Mas a reta de chegada a que me refiro no título é o fim do ano escolar.
Tem aluno que só acorda agora pra realidade de que as notas estão baixas e que se não correr muito não vai dar.
Outros jogam a toalha mesmo e não estão nem ai pro que fatalmente vai acontecer.
Houve um tempo que eu tinha muita pena de reprovar aluno (na verdade pouquissimos são reprovados hoje em dia porque vão pro tal de conselho e acabam passando) mas agora eu vejo que pra alguns é fator decisivo na aquisição de maturidade.
Claro que o aluno que vai mal em uma ou duas matérias não merece ser reprovado. Só que o que normalmente vemos é aqueles que vão mal em todas. Que não tem maturidade, que estão estudando pra agradar papai e mamãe.
Pra esses um ano a mais fazendo a mesma coisa é determinante.
Os pais tendem a mudar os filhos de escola quando eles reprovam e isso também não é bom porque o sofrimento de ver seus colegas na outra classe, por mais triste que seja, é importante pra dar maturidade para o que foi reprovado.
Normalmente esses, os que ficam, começam o ano como vagabundos. Acham que já sabem tudo e vão levando na "flauta".
Depois do segundo bimestre, com as notas lá meio capengas ele acorda pra vida e começa a prestar atenção na aula, a fazer a lição de casa, a participar de verdade da vida escolar.
Meus alunos do 6º ano não serão meus alunos no ano que vem e vou sentir saudades de todos eles.
É legal ver a vida indo e a molecada crescendo.
No fundo são todos um poucos "filhos" dos professores.
Meu irmão se lembrou de algo que eu não lembrava e pior, continuo sem lembrar: que a primeira vez que ele pisou em Interlagos foi levado por mim e meus amigos. Eu deveria ter uns 16 ou 17 anos (depende se foi no começo ou fim do ano) e ele 12/13.
Ele ontem disse que quem o contaminou com o vírus da carrida fui eu...rs
E contaminei mesmo porque depois disso ele resolveu correr de Kart. Ele foi contemporaneo do Ayrton Senna na época do kart (o Ayrton já corria quando ele começou a correr) e a carreira do meu irmão durou muito pouco por falta de "paitrocínio".
Outro fator decisivo foi o próprio Ayrton que ganhava todas e os outros lambiam asfalto pra chegar em segundo.
Mas a reta de chegada a que me refiro no título é o fim do ano escolar.
Tem aluno que só acorda agora pra realidade de que as notas estão baixas e que se não correr muito não vai dar.
Outros jogam a toalha mesmo e não estão nem ai pro que fatalmente vai acontecer.
Houve um tempo que eu tinha muita pena de reprovar aluno (na verdade pouquissimos são reprovados hoje em dia porque vão pro tal de conselho e acabam passando) mas agora eu vejo que pra alguns é fator decisivo na aquisição de maturidade.
Claro que o aluno que vai mal em uma ou duas matérias não merece ser reprovado. Só que o que normalmente vemos é aqueles que vão mal em todas. Que não tem maturidade, que estão estudando pra agradar papai e mamãe.
Pra esses um ano a mais fazendo a mesma coisa é determinante.
Os pais tendem a mudar os filhos de escola quando eles reprovam e isso também não é bom porque o sofrimento de ver seus colegas na outra classe, por mais triste que seja, é importante pra dar maturidade para o que foi reprovado.
Normalmente esses, os que ficam, começam o ano como vagabundos. Acham que já sabem tudo e vão levando na "flauta".
Depois do segundo bimestre, com as notas lá meio capengas ele acorda pra vida e começa a prestar atenção na aula, a fazer a lição de casa, a participar de verdade da vida escolar.
Meus alunos do 6º ano não serão meus alunos no ano que vem e vou sentir saudades de todos eles.
É legal ver a vida indo e a molecada crescendo.
No fundo são todos um poucos "filhos" dos professores.
Domingo, Outubro 21, 2007
Só dá doido...
...aqui em casa.
Entrou uma barata enorme pela janela da sala e minha mãe vem até o quarto com uma garrafa de alcool na mão me pedindo pra ajudar a levantar o sofá porque a barata estava lá.
Detalhe: eu tenho horror de barata.
Não tive coragem de levantar o sofá então peguei o inseticida e passei por baixo do sofá e não é que a mardita sai bem do lado do meu pé?
Minha mãe vem correndo e jogando alcool pra todo lado. Molhou até a parece mas a barata só morreu mesmo quando eu atirei uma havaiana nela.
Minha mãe simplesmente despejou meia-garrafa de 1 litro pelo chão do corredor e da cozinha.
Pra enxugar precisei de 2 panos de chão grandes que ficaram ensopados.
A barata morreu "bebinha da silva". Nem sentiu a chinelada porque já estava anestesiada.
Entrou uma barata enorme pela janela da sala e minha mãe vem até o quarto com uma garrafa de alcool na mão me pedindo pra ajudar a levantar o sofá porque a barata estava lá.
Detalhe: eu tenho horror de barata.
Não tive coragem de levantar o sofá então peguei o inseticida e passei por baixo do sofá e não é que a mardita sai bem do lado do meu pé?
Minha mãe vem correndo e jogando alcool pra todo lado. Molhou até a parece mas a barata só morreu mesmo quando eu atirei uma havaiana nela.
Minha mãe simplesmente despejou meia-garrafa de 1 litro pelo chão do corredor e da cozinha.
Pra enxugar precisei de 2 panos de chão grandes que ficaram ensopados.
A barata morreu "bebinha da silva". Nem sentiu a chinelada porque já estava anestesiada.
Sábado, Outubro 20, 2007
Corrida
A primeira vez que eu fui ao autódromo de Interlagos acho que foi em 1973 ou 74. Não me lembro se era corrida de fórmula 1 ou outra mas o vírus da corrida de automóvel me pegou.
Virei rata de pista e até namorei piloto de fórmula fiat.
Vi correr ao vivo Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Ayrton Senna.
Quando conheci o Eric não imaginava que ele vinha de uma família fanática por automobilismo e nós dois acabamos formando uma dupla de torcedores fiéis que sempre que podiam iam aos autódromos de onde estávamos morando.
Uma das poucas coisas que fazia meu sogro me admirar era o meu conhecimento das pistas, das escuderias, dos pilotos e dos carros.
Na época eu lia tudo sobre corrida.
Até eu acho graça em lembrar dessa época.
Com Eric fui ver o grande premio da Bélgica em Spa, o grande premio de Monaco, o da França claro, o de San Marino e na época o da Espanha que era em Jerez de La Frontera.
Sim! A gente viajava pra ir ver corrida e pelo caminho aproveitávamos e conhecíamos cidadezinhas que não recebem turistas.
Quando Ayrton Senna morreu meu sogro me ligou (eu morava no suburbio e ele em Paris) e ele me deu os pesames como se estivesse falando com alguém da família.
Todo mundo que me encontrava nos dias seguintes também falava assim comigo e eu chorei e senti como se realmente fosse alguém que eu conhecesse.
Pensei que minha paixão por formula 1 tivesse acabado ai mas não, Eric e eu ainda conseguimos curtir.
Ayrton morreu em 94 e Eric em 96 e meu sogro em 99 e nunca mais corrida de automóvel teve qualquer graça.
Até assisto e torço mas não consigo mais ter aquele comichão de ir a autódromo, de fazer qualquer coisa pra conseguir um ingresso.
A música abaixo é If e quem entende a letra entende porque a escolhi.
Virei rata de pista e até namorei piloto de fórmula fiat.
Vi correr ao vivo Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Ayrton Senna.
Quando conheci o Eric não imaginava que ele vinha de uma família fanática por automobilismo e nós dois acabamos formando uma dupla de torcedores fiéis que sempre que podiam iam aos autódromos de onde estávamos morando.
Uma das poucas coisas que fazia meu sogro me admirar era o meu conhecimento das pistas, das escuderias, dos pilotos e dos carros.
Na época eu lia tudo sobre corrida.
Até eu acho graça em lembrar dessa época.
Com Eric fui ver o grande premio da Bélgica em Spa, o grande premio de Monaco, o da França claro, o de San Marino e na época o da Espanha que era em Jerez de La Frontera.
Sim! A gente viajava pra ir ver corrida e pelo caminho aproveitávamos e conhecíamos cidadezinhas que não recebem turistas.
Quando Ayrton Senna morreu meu sogro me ligou (eu morava no suburbio e ele em Paris) e ele me deu os pesames como se estivesse falando com alguém da família.
Todo mundo que me encontrava nos dias seguintes também falava assim comigo e eu chorei e senti como se realmente fosse alguém que eu conhecesse.
Pensei que minha paixão por formula 1 tivesse acabado ai mas não, Eric e eu ainda conseguimos curtir.
Ayrton morreu em 94 e Eric em 96 e meu sogro em 99 e nunca mais corrida de automóvel teve qualquer graça.
Até assisto e torço mas não consigo mais ter aquele comichão de ir a autódromo, de fazer qualquer coisa pra conseguir um ingresso.
A música abaixo é If e quem entende a letra entende porque a escolhi.
Da série "sorvetão na testa"

Eu sou uma besta!
Tá, admito que isso não é uma novidade pra ninguém mas eu consigo me superar a cada dia em matéria de estupidez.
Meu filho foi pra Floripa no dia 06 por causa da tal competição de robos e congresso de mecatronica e lá ficou até sábado passado.
Ele havia me dito que não viria pra casa antes do dia 19 então qual não foi a minha surpresa quando as 3 e meia da manhã do dia 14 ele chega.
Na sexta 12 ele teve uma tremenda intoxicação alimentar, foi levado pro hospital passando super mal e no sábado o professor que os acompanhava achou melhor que ele viesse pra casa.
Ou seja, não é que ele veio porque fazia mais de um mes que não vinha pra casa nem porque tinha esquecido do meu aniversário (sim senhoras e senhores, o meu filhinho, como a família francesa dele sempre fez, esqueceu do meu aniversário).
Ai na segunda ele foi embora pra casa dele levando o meu carro porque "tinha a entrevista de estágio que era longe a beça e sabe mãe de carro eu vou e volto e não perco aula, etc, etc."
Eu emprestei e ele ficou de voltar na sexta.
Mas na quinta ele me avisa que só volta no sábado porque aproveitando que estava com o carro ele ia pra "balada" com os amigos da facul em SP. Porque "sabe como é mãe a gente aqui fica sem carro e em SP tudo é longe e por aqui não tem nada".
E a cretina da mãe concorda.
Agora são 14:34 de sábado e cade ele com o meu carro?
Francamente eu me sinto uma idiota!
Porque não tem consideração por mim, pela minha pessoa, por vontade de ficar comigo e ainda por cima leva o meu meio de transporte.
Me faz lembrar de um personagem comico que o Jô Soares fazia quando eu era criança em que ele com sotaque portugues perguntava: "Sabe quanto vales?" e aparecia uma figura de

Abençoado fim de semana

Ele chegou! Finalmente!
Eu garantcho que não vou fazer nada que não me dê prazer nas próximas 48 horas.

Porque a girafa? Porque eu achei muito legal essa foto!
Quinta-feira, Outubro 18, 2007
Um fio de cabelo
A maior merda da depressão é que mesmo tratando a gente está sempre a um fio de cabelo do precipício.
Qualquer coisa, uma discussão boba, um mal entendido e a gente cai nela de novo.
O duro de quem não sofre desse mal é entender que a gente não está fazendo drama, não está se fazendo de vítima.
Tudo assume proporções gigantescas e o bom senso simplesmente desaparece e a vida perde o colorido.
Eu tenho tentado ser racional e menos emocional pra conseguir sobreviver a esa fase.
Estava "bem" e levei uma pancada e reagi mal. Muito mal.
Passa!
Tá demorando um pouco mais do que devia mas...passa!
Qualquer coisa, uma discussão boba, um mal entendido e a gente cai nela de novo.
O duro de quem não sofre desse mal é entender que a gente não está fazendo drama, não está se fazendo de vítima.
Tudo assume proporções gigantescas e o bom senso simplesmente desaparece e a vida perde o colorido.
Eu tenho tentado ser racional e menos emocional pra conseguir sobreviver a esa fase.
Estava "bem" e levei uma pancada e reagi mal. Muito mal.
Passa!
Tá demorando um pouco mais do que devia mas...passa!
Terça-feira, Outubro 16, 2007
A successful man is one who can lay a firm foundation with the bricks others have thrown at him.
David Brinkley
David Brinkley
Segunda-feira, Outubro 15, 2007
Descobri a solução pro meu problema
LOBOTOMIA!
Pra quem não percebeu o natal já está chegando
Porque não evitar a correria e escolher o presente daquela pessoa especial desde já?
Falmisetas serão, com certeza um presente inesquecível e de extremo bom gosto.
Para adquirir a sua entre em contato conosco através do email gisa09@gmail.com.

Ahhhhhhhhhhh você prefere um presente mais intelectualizado? Dê um dos livros da Fal, ou quem sabe até os dois assim você já deixa o presenteado louco de alegria.

O seu negócio é só dar uma lembrancinha inesquecível? Também tem...

Kit com 3 marcadores diferentes, R$ 10,00.
Falmisetas serão, com certeza um presente inesquecível e de extremo bom gosto.
Para adquirir a sua entre em contato conosco através do email gisa09@gmail.com.

Ahhhhhhhhhhh você prefere um presente mais intelectualizado? Dê um dos livros da Fal, ou quem sabe até os dois assim você já deixa o presenteado louco de alegria.

O seu negócio é só dar uma lembrancinha inesquecível? Também tem...

Kit com 3 marcadores diferentes, R$ 10,00.
Domingo, Outubro 14, 2007
Meditação
Eu acho de um tudo as minhas amigas que dizem que meditam.
Acho o máximo.
Entrar naquele estado completamente zen, alheio ao mundo sem estar caindo de bebado nem dormindo.
Aquele olhar perdido...
Já me disseram que o segredo da meditação é "calar" a mente.
Posso treinar isso olhando pra chama de uma vela e me concentrando apenas nisso criar o silêncio da mente.
Pra mim isso é impossível!
Sinto muito! Calar a boca já é difícil mas, até que é um exercício que tenho praticado com algum sucesso agora calar a mente?
A minha fala o tempo todo. Altos papos de eu comigo mesma que as vezes me fazem até acreditar que estou ouvindo vozes (não...eu não ando tomando nada mais forte que aspirina).
A minha mente é absurdamente tagarela então...meditar vai ficar na vontade.
Enquanto isso olho pra uma barra de chocolate e procuro silenciar minha mente mas as minhas duas "eu" conversam entre si sobre se devo ou não devorá-la.
Acho o máximo.
Entrar naquele estado completamente zen, alheio ao mundo sem estar caindo de bebado nem dormindo.
Aquele olhar perdido...
Já me disseram que o segredo da meditação é "calar" a mente.
Posso treinar isso olhando pra chama de uma vela e me concentrando apenas nisso criar o silêncio da mente.
Pra mim isso é impossível!
Sinto muito! Calar a boca já é difícil mas, até que é um exercício que tenho praticado com algum sucesso agora calar a mente?
A minha fala o tempo todo. Altos papos de eu comigo mesma que as vezes me fazem até acreditar que estou ouvindo vozes (não...eu não ando tomando nada mais forte que aspirina).
A minha mente é absurdamente tagarela então...meditar vai ficar na vontade.
Enquanto isso olho pra uma barra de chocolate e procuro silenciar minha mente mas as minhas duas "eu" conversam entre si sobre se devo ou não devorá-la.
Deveria existir uma lei...
...que garantisse o direito de sermos honestos sem necessariamente sermos desagradáveis.
Honestos pra dizer pra filha da gente que ela é muito querida, muito amada mas que quando ela vem pra casa ela faz uma bagunça quase insuportável, que eu não gosto que ela faça downloads sei lá do quê no meu computador (ela tem o dela, com speed e tudo), que o mal humor e a TPM dela podem ficar única e exclusivamente com ela porque eu já tenho muito estresse com o qual conviver.
Honestos pra dizer pra mãe da gente que a gente entende que ela está velhinha mas que tem dias que as piadas dela são extremamente incovenientes, que tem dias que a gente quer ficar num canto calado sem que alguém fique cutucando conversa o tempo todo, que a gente não é a tábua de salvação do domingo que pra ela é monótono e pra mim é de descanso.
Honestos pra poder falar pro amigo querido que dar um peixe de presente de aniversário é uma idéia exótica mas ao mesmo tempo estúpida numa casa que já tem um cachorro, uma gata, uma velha e uma única Gisela pra cuidar deles todos.
Deveria existir uma lei mas como todas as que já existem ela com certeza não seria cumprida e a gente viveria da mesmo forma.
Então, pensando melhor, deveria haver um botão em mim que me desligasse de tudo que me enche o saco.
Honestos pra dizer pra filha da gente que ela é muito querida, muito amada mas que quando ela vem pra casa ela faz uma bagunça quase insuportável, que eu não gosto que ela faça downloads sei lá do quê no meu computador (ela tem o dela, com speed e tudo), que o mal humor e a TPM dela podem ficar única e exclusivamente com ela porque eu já tenho muito estresse com o qual conviver.
Honestos pra dizer pra mãe da gente que a gente entende que ela está velhinha mas que tem dias que as piadas dela são extremamente incovenientes, que tem dias que a gente quer ficar num canto calado sem que alguém fique cutucando conversa o tempo todo, que a gente não é a tábua de salvação do domingo que pra ela é monótono e pra mim é de descanso.
Honestos pra poder falar pro amigo querido que dar um peixe de presente de aniversário é uma idéia exótica mas ao mesmo tempo estúpida numa casa que já tem um cachorro, uma gata, uma velha e uma única Gisela pra cuidar deles todos.
Deveria existir uma lei mas como todas as que já existem ela com certeza não seria cumprida e a gente viveria da mesmo forma.
Então, pensando melhor, deveria haver um botão em mim que me desligasse de tudo que me enche o saco.
Sábado, Outubro 13, 2007
Da série: eu adoro o orkut
Sorte de hoje: Você viajará para muito longe
Só se São Paulo mudou de lugar porque daqui até lá são só 100 km.
Só se São Paulo mudou de lugar porque daqui até lá são só 100 km.
Meu filho faz parte da equipe ganhadora
http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2007/10/11/298116833.asp
Eu digo que meus filhotes só me dão orgulho!
Eu digo que meus filhotes só me dão orgulho!
Tennis match
As vezes eu me sinto como se estivesse num jogo de tenis onde eu sou os dois jogadores, um de cada lado da rede e o que é pior, eu sou a bola.
Sexta-feira, Outubro 12, 2007
This one´s for you
Barry Manilow
This one will never sell,
they'll never understand,
I don't even sing it well,
I try, but I just can't.
But I sing it every night,
and I fight to keep it in,
'Cause This One's For You,
This One's For You.
I've done a hundred songs,
from fantasies to lies,
But this one's so real for me
that I'm the one who cries.
But I sing it every night,
and I fight to hide the tears,
Cause This One's For You,
This One's For You.
This One's For You wherever you are,
to say that nothings been the same
since we've been apart.
This one's for all the love we once knew
Like everything else I have
This One's For You, oh.
I've got it all,
it seems, for all it means to me,
But I sing of things I miss
and things that used to be.
And I wonder everynight
if you might just miss me too,
And I sing for you I sing for you.
This One's For You wherever I go,
to say the things I should have said
things that you should know
This one's to say that all I can do
is hope that you will hear me sing
cause This One's For You oh
This one will never sell,
they'll never understand,
I don't even sing it well,
I try, but I just can't.
But I sing it every night,
and I fight to keep it in,
'Cause This One's For You,
This One's For You.
I've done a hundred songs,
from fantasies to lies,
But this one's so real for me
that I'm the one who cries.
But I sing it every night,
and I fight to hide the tears,
Cause This One's For You,
This One's For You.
This One's For You wherever you are,
to say that nothings been the same
since we've been apart.
This one's for all the love we once knew
Like everything else I have
This One's For You, oh.
I've got it all,
it seems, for all it means to me,
But I sing of things I miss
and things that used to be.
And I wonder everynight
if you might just miss me too,
And I sing for you I sing for you.
This One's For You wherever I go,
to say the things I should have said
things that you should know
This one's to say that all I can do
is hope that you will hear me sing
cause This One's For You oh
Quinta-feira, Outubro 11, 2007
1,2,3,4,5,6,7
"Folha de S.Paulo
Os sete pecados cometidos pelos pais ao educar os filhos"
Acho que quem fez essa matéria só sabia contar até sete.
Os sete pecados cometidos pelos pais ao educar os filhos"
Acho que quem fez essa matéria só sabia contar até sete.
Bloggi também é cultura
Júlio César, imperador romano, tinha um empregado (provavelmente escravo) que tinha como incumbência andar ao seu lado e repetir sempre "Vós não sois Deus".
Era uma forma do Júlio cair na real e não se fazer de "besta".
Essa idéia de ter um grilo-falante ao lado é muito boa e sei de um monte de gente que poderia fazer uso desse serviço. Inclusive eu.
Só que o meu grilo repetiria : "Mas tu é burra pra carai"!
Era uma forma do Júlio cair na real e não se fazer de "besta".
Essa idéia de ter um grilo-falante ao lado é muito boa e sei de um monte de gente que poderia fazer uso desse serviço. Inclusive eu.
Só que o meu grilo repetiria : "Mas tu é burra pra carai"!
Quarta-feira, Outubro 10, 2007
Na mesma linha do post abaixo
Outra coisa que é de conhecimento geral até porque está na Bíblia é que Caim matou Abel.
O que ninguém conta é o que foi que o tal do Abel fez pro Caim perder a cabeça e cometer um desatino desses.
Vai dai que o tal do Caim ficou marcado para todo o eterno sempre como "O Malvado" e o Abel morreu e virou santo.
Decididamente seria necessário saber toda a verdade.
O que ninguém conta é o que foi que o tal do Abel fez pro Caim perder a cabeça e cometer um desatino desses.
Vai dai que o tal do Caim ficou marcado para todo o eterno sempre como "O Malvado" e o Abel morreu e virou santo.
Decididamente seria necessário saber toda a verdade.
São Chico
Meu avô era Francisco, meu pai também, meu irmão é. Tive tios e primos todos Francisco.
Uma originalidade sem fim do lado portugues da família que todos os homens tinham Francisco no nome, mesmo que fosse no terceiro nome.
Mas isso não tem nada com o que eu quero escrever, digamos que é uma divagação introdutória.
Saõ Francisco de Assis escreveu aquela magnifica oração e está lá que "...é dando que se recebe".
Ele tem toda razão.
Quase sempre a gente dá atenção e recebe atenção, dá amor e recebe amor, da carinho e o recebe de volta.
As vezes acontece um deslize e você dá carinho, amor e atenção e recebe porrada.
Mas também, ele nunca disse o que a gente ia receber de volta né?
Ele disse que era dando que se recebia...rs
Zé - eu não estou falando de você
Uma originalidade sem fim do lado portugues da família que todos os homens tinham Francisco no nome, mesmo que fosse no terceiro nome.
Mas isso não tem nada com o que eu quero escrever, digamos que é uma divagação introdutória.
Saõ Francisco de Assis escreveu aquela magnifica oração e está lá que "...é dando que se recebe".
Ele tem toda razão.
Quase sempre a gente dá atenção e recebe atenção, dá amor e recebe amor, da carinho e o recebe de volta.
As vezes acontece um deslize e você dá carinho, amor e atenção e recebe porrada.
Mas também, ele nunca disse o que a gente ia receber de volta né?
Ele disse que era dando que se recebia...rs
Zé - eu não estou falando de você
Terça-feira, Outubro 09, 2007
5 x 10 !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pois é! Meio século e eu estou achando isso muito bom.
Logo cedo recebi flores maravilhosas da minha filha querida e festa dos meus alunos e mil telefonemas, emails, scraps e tudo isso faz da vida da gente uma festa.
Que venham mais 50 se for pra ser assim.
Logo cedo recebi flores maravilhosas da minha filha querida e festa dos meus alunos e mil telefonemas, emails, scraps e tudo isso faz da vida da gente uma festa.
Que venham mais 50 se for pra ser assim.
Segunda-feira, Outubro 08, 2007
Corujaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Podem me chamar de mãe coruja mas os meus filhos só me dão motivos pra isso.
Minha filha está se saindo muito bem na faculdade de gastronomia, como todo mundo já sabe. Prova disso é que ela engorda a familia inteira com suas delícias.
Meu filho passou num concurso super dificil de uma grande multinacional e foi chamado pra um estágio que só de colocar o nome da empresa no curriculum já vai mudar a vida dele.
Eu olho pra trás e vejo que tudo, mas tudo o que lutamos juntos valeu a pena.
Meus filhos além de meus tesouros preciosos são meus melhores amigos.
Domingo, Outubro 07, 2007
O Jantar
Falar o que?
Que é um privilégio fazer parte de um grupo tão inteligente, carinhoso, divertido?
Falar que amo a Fal e se repetir isso mil vezes ainda é pouco?
Que foi uma noite inesquecível?
Até quem não pode ir esteve presente nas nossas conversas, nos nossos corações.
Falmigos é tudo!
Que é um privilégio fazer parte de um grupo tão inteligente, carinhoso, divertido?
Falar que amo a Fal e se repetir isso mil vezes ainda é pouco?
Que foi uma noite inesquecível?
Até quem não pode ir esteve presente nas nossas conversas, nos nossos corações.
Falmigos é tudo!
Quinta-feira, Outubro 04, 2007
The invisible woman strikes again!
It could be funny but it hurts.
It could be funny but it hurts.
Quarta-feira, Outubro 03, 2007
Oh Pai
Estava conversando com uma senhora aqui do prédio que me contava que a filha havia passado num concurso muito disputado porque "Deus é bom e Deus ajudou e Deus quis".
Na mesma linha ela disse que a filha teria que mudar de cidade mas que "Deus ia ajudá-la a achar um bom lugar pra morar porque afinal se Deus quis que ela passasse Ele não a deixaria na mão".
Ouvi quieta, dei os parabéns e vim pra casa pensando que a minha idéia de Deus é bem diferente dela e de outras pessoas que conheço.
Sim, eu acredito que Ele olhe por nós todos e acredito que numa emergência maior Ele mande seus subordinados pra nos dar uma mãozinha mas acho também que ele nos fez inteligentes, autonomos e espertos o bastante pra fazermos algumas coisas por nós mesmos, nem que seja pra dar com os burros n´água.
Quando essa senhora falava eu pensava "e se a filha dela mudar pra outra cidade e o emprego for uma droga e ela for muito infeliz por lá vai ter sido porque Deus quis também?".
No meu entender Deus é bem maior que isso tudo.
Aquilo que nós fazemos com a nossa vida é fruto do livre-arbitrio que Ele nos deu e as vezes vamos acertar, as vezes vamos errar mas tudo é pro nosso bem.
Eu perdi o Eric e quem lê isso aqui sabe bem que essa foi a maior paulada que levei na vida. Doeu e dói até hoje, quase 12 anos depois mas ainda assim eu vejo pontos positivos nessa perda.
Tanto que eu tive que crescer, que amadurecer e que aprender a viver comigo. Comigo!
Porque no final das contas é conosco que a gente tem que conviver todos os dias. O outro é parceiro e não pode ser razão de vida.
No conceito dessa senhora Deus teria querido que meus filhos crescessem sem pai?
Ah mas...Deus leva os melhores...porque? Porque nós só merecemos conviver com os piores ou porque nós também somos os piores e por isso estamos aqui?
Briguei muito com Deus quando o Eric morreu mas nunca pelo fato dele ter morrido.
Briguei por eu sentir saudade, por todas as dificuldades que passei, pelos meus filhos.
Deus pra mim está num plano superior a isso. Tudo, mesmo o mais doido, mesmo o mais terrível que possa nos acontecer é porque Ele nos ama e quer que sejamos independentes.
Sei lá...é meu ponto de vista.
Que venham as pedras!.....rrs
Na mesma linha ela disse que a filha teria que mudar de cidade mas que "Deus ia ajudá-la a achar um bom lugar pra morar porque afinal se Deus quis que ela passasse Ele não a deixaria na mão".
Ouvi quieta, dei os parabéns e vim pra casa pensando que a minha idéia de Deus é bem diferente dela e de outras pessoas que conheço.
Sim, eu acredito que Ele olhe por nós todos e acredito que numa emergência maior Ele mande seus subordinados pra nos dar uma mãozinha mas acho também que ele nos fez inteligentes, autonomos e espertos o bastante pra fazermos algumas coisas por nós mesmos, nem que seja pra dar com os burros n´água.
Quando essa senhora falava eu pensava "e se a filha dela mudar pra outra cidade e o emprego for uma droga e ela for muito infeliz por lá vai ter sido porque Deus quis também?".
No meu entender Deus é bem maior que isso tudo.
Aquilo que nós fazemos com a nossa vida é fruto do livre-arbitrio que Ele nos deu e as vezes vamos acertar, as vezes vamos errar mas tudo é pro nosso bem.
Eu perdi o Eric e quem lê isso aqui sabe bem que essa foi a maior paulada que levei na vida. Doeu e dói até hoje, quase 12 anos depois mas ainda assim eu vejo pontos positivos nessa perda.
Tanto que eu tive que crescer, que amadurecer e que aprender a viver comigo. Comigo!
Porque no final das contas é conosco que a gente tem que conviver todos os dias. O outro é parceiro e não pode ser razão de vida.
No conceito dessa senhora Deus teria querido que meus filhos crescessem sem pai?
Ah mas...Deus leva os melhores...porque? Porque nós só merecemos conviver com os piores ou porque nós também somos os piores e por isso estamos aqui?
Briguei muito com Deus quando o Eric morreu mas nunca pelo fato dele ter morrido.
Briguei por eu sentir saudade, por todas as dificuldades que passei, pelos meus filhos.
Deus pra mim está num plano superior a isso. Tudo, mesmo o mais doido, mesmo o mais terrível que possa nos acontecer é porque Ele nos ama e quer que sejamos independentes.
Sei lá...é meu ponto de vista.
Que venham as pedras!.....rrs
Pedras pra que te quero...
A Mi falou que mandou o desabafo do Luciano Huck pra algumas pessoas por emails e que elas devolveram pedradas por estarem em desacordo com o que ele acha (que suponho seja o que ela acha também e com certeza é o que eu acho).
As pessoas jogam pedras Mi porque precisam justificar a sua pequenez de espirito. Quem tem a mente aberta e o espirito grande não precisa jogar pedras pra discordar.
Se todos concordassem sobre tudo o mundo seria uma tremenda chatice mas tem muita gente que acha que o mundo seria maravilhoso se todos tivessem a opinião delas, como se elas mesmas não mudassem de opinião.
Tenho minhas crenças, nem todas eu coloco aqui. Não por medo de pedras mas pra não ofender espiritos tacanhos que não entenderiam.
Quando sinto vontade de escrever sobre algo e alguém discorda agressivamente nos comentários eu simplesmente deleto.
Se o comentário é contrário ao que acredito mas feito de uma forma educada, civilizada e até educativa eu medito a respeito, de outra forma não vai ficar ai pra ser lido por mais ninguém.
É uma pena que o mundo seja cheio de "donos absolutos da verdade".
É uma pena que o respeito a opinião alheia, ao modo de ser alheio, a vida alheia seja tão relegado a segundo plano.
Sou da teoria: "os cães ladram e a carava passa".
As pessoas jogam pedras Mi porque precisam justificar a sua pequenez de espirito. Quem tem a mente aberta e o espirito grande não precisa jogar pedras pra discordar.
Se todos concordassem sobre tudo o mundo seria uma tremenda chatice mas tem muita gente que acha que o mundo seria maravilhoso se todos tivessem a opinião delas, como se elas mesmas não mudassem de opinião.
Tenho minhas crenças, nem todas eu coloco aqui. Não por medo de pedras mas pra não ofender espiritos tacanhos que não entenderiam.
Quando sinto vontade de escrever sobre algo e alguém discorda agressivamente nos comentários eu simplesmente deleto.
Se o comentário é contrário ao que acredito mas feito de uma forma educada, civilizada e até educativa eu medito a respeito, de outra forma não vai ficar ai pra ser lido por mais ninguém.
É uma pena que o mundo seja cheio de "donos absolutos da verdade".
É uma pena que o respeito a opinião alheia, ao modo de ser alheio, a vida alheia seja tão relegado a segundo plano.
Sou da teoria: "os cães ladram e a carava passa".
Segunda-feira, Outubro 01, 2007
Eu vou e você?
Na Folha de São Paulo hoje 01/10
Pensamentos quase póstumos
LUCIANO HUCK
--------------------------------------------------------------------------------
Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa
--------------------------------------------------------------------------------
LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do "Jornal Nacional" de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.
Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.
Por quê? Por causa de um relógio.
Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.
Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.
Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.
Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.
Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.
Onde está a polícia? Onde está a "Elite da Tropa"? Quem sabe até a "Tropa de Elite"! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.
Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.
Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.
Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase "infantis" para uma sociedade moderna e justa.
De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.
Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.
Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de "extraterrestres" fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?
Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no "Roda Vida" da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, "Tropa de Elite" é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.
Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: "Cansei". O Lobão canta: "Peidei".
Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.
Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.
Isso não está certo.
--------------------------------------------------------------------------------
LUCIANO HUCK, 36, apresentador de TV, comanda o programa "Caldeirão do Huck", na TV Globo. É diretor-presidente do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias.
LUCIANO HUCK
--------------------------------------------------------------------------------
Pago todos os impostos. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa
--------------------------------------------------------------------------------
LUCIANO HUCK foi assassinado. Manchete do "Jornal Nacional" de ontem. E eu, algumas páginas à frente neste diário, provavelmente no caderno policial. E, quem sabe, uma homenagem póstuma no caderno de cultura.
Não veria meu segundo filho. Deixaria órfã uma inocente criança. Uma jovem viúva. Uma família destroçada. Uma multidão bastante triste. Um governador envergonhado. Um presidente em silêncio.
Por quê? Por causa de um relógio.
Como brasileiro, tenho até pena dos dois pobres coitados montados naquela moto com um par de capacetes velhos e um 38 bem carregado.
Provavelmente não tiveram infância e educação, muito menos oportunidades. O que não justifica ficar tentando matar as pessoas em plena luz do dia. O lugar deles é na cadeia.
Agora, como cidadão paulistano, fico revoltado. Juro que pago todos os meus impostos, uma fortuna. E, como resultado, depois do cafezinho, em vez de balas de caramelo, quase recebo balas de chumbo na testa.
Adoro São Paulo. É a minha cidade. Nasci aqui. As minhas raízes estão aqui. Defendo esta cidade. Mas a situação está ficando indefensável.
Passei um dia na cidade nesta semana -moro no Rio por motivos profissionais- e três assaltos passaram por mim. Meu irmão, uma funcionária e eu. Foi-se um relógio que acabara de ganhar da minha esposa em comemoração ao meu aniversário. Todos nos Jardins, com assaltantes armados, de motos e revólveres.
Onde está a polícia? Onde está a "Elite da Tropa"? Quem sabe até a "Tropa de Elite"! Chamem o comandante Nascimento! Está na hora de discutirmos segurança pública de verdade. Tenho certeza de que esse tipo de assalto ao transeunte, ao motorista, não leva mais do que 30 dias para ser extinto. Dois ladrões a bordo de uma moto, com uma coleção de relógios e pertences alheios na mochila e um par de armas de fogo não se teletransportam da rua Renato Paes de Barros para o infinito.
Passo o dia pensando em como deixar as pessoas mais felizes e como tentar fazer este país mais bacana. TV diverte e a ONG que presido tem um trabalho sério e eficiente em sua missão. Meu prazer passa pelo bem-estar coletivo, não tenho dúvidas disso.
Confesso que já andei de carro blindado, mas aboli. Por filosofia. Concluí que não era isso que queria para a minha cidade. Não queria assumir que estávamos vivendo em Bogotá. Errei na mosca. Bogotá melhorou muito. E nós? Bem, nós estamos chafurdados na violência urbana e não vejo perspectiva de sairmos do atoleiro.
Escrevo este texto não para colocar a revolta de alguém que perdeu o rolex, mas a indignação de alguém que de alguma forma dirigiu sua vida e sua energia para ajudar a construir um cenário mais maduro, mais profissional, mais equilibrado e justo e concluir -com um 38 na testa- que o país está em diversas frentes caminhando nessa direção, mas, de outro lado, continua mergulhado em problemas quase "infantis" para uma sociedade moderna e justa.
De um lado, a pujança do Brasil. Mas, do outro, crianças sendo assassinadas a golpes de estilete na periferia, assaltos a mão armada sendo executados em série nos bairros ricos, corruptos notórios e comprovados mantendo-se no governo. Nem Bogotá é mais aqui.
Onde estão os projetos? Onde estão as políticas públicas de segurança? Onde está a polícia? Quem compra as centenas de relógios roubados? Onde vende? Não acredito que a polícia não saiba. Finge não saber.
Alguém consegue explicar um assassino condenado que passa final de semana em casa!? Qual é a lógica disso? Ou um par de "extraterrestres" fortemente armado desfilando pelos bairros nobres de São Paulo?
Estou à procura de um salvador da pátria. Pensei que poderia ser o Mano Brown, mas, no "Roda Vida" da última segunda-feira, descobri que ele não é nem quer ser o tal. Pensei no comandante Nascimento, mas descobri que, na verdade, "Tropa de Elite" é uma obra de ficção e que aquele na tela é o Wagner Moura, o Olavo da novela. Pensei no presidente, mas não sei no que ele está pensando.
Enfim, pensei, pensei, pensei. Enquanto isso, João Dória Jr. grita: "Cansei". O Lobão canta: "Peidei".
Pensando, cansado ou peidando, hoje posso dizer que sou parte das estatísticas da violência em São Paulo. E, se você ainda não tem um assalto para chamar de seu, não se preocupe: a sua hora vai chegar.
Desculpem o desabafo, mas, hoje amanheci um cidadão envergonhado de ser paulistano, um brasileiro humilhado por um calibre 38 e um homem que correu o risco de não ver os seus filhos crescerem por causa de um relógio.
Isso não está certo.
--------------------------------------------------------------------------------
LUCIANO HUCK, 36, apresentador de TV, comanda o programa "Caldeirão do Huck", na TV Globo. É diretor-presidente do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias.


