Segunda-feira, Março 31, 2008
Ah...o poder de surpreender
Uma coisa que nunca para de me surpreender é a capacidade do ser humano de falar bobagens. E claro que para falá-las antes elas tiveram que ser pensadas.
Quando a gente acha que já ouviu de tudo aparece um e solta uma inédita.
Hoje uma aluna (adulta)me contando que quando resolveu se mudar pro interior visitou várias cidades. Quando veio visitar Sorocaba reparou que as mulher aqui são peitudas (ela generalizou mesmo e eu juro que nunca reparei nisso).
E não é que depois que ela mudou pra cá ela acha que ficou peituda? E ainda acha que é o "ar de Sorocaba" que faz os seios das mulheres crescerem (sic).
Gente, eu juro que achei que ela estava de piada comigo mas ela estava falando sério. Sérissimo.
Nunca me passou pela cabeça que o ar de determinado lugar tivesse esse poder.
Fiquei pensando se o ar de alguma cidade é capaz de fazer as mulheres serem magras... mudaria pra lá amanhã.
E será que tem algum lugar onde o ar faz os homens terem penis maiores? A cidade do pintão?
Ainda bem que eu já tinha peitões antes de mudar pra cá e sinceramente eles não ficaram maiores. Apenas cairam mas ai já é por força da lei de Newton.
Quando a gente acha que já ouviu de tudo aparece um e solta uma inédita.
Hoje uma aluna (adulta)me contando que quando resolveu se mudar pro interior visitou várias cidades. Quando veio visitar Sorocaba reparou que as mulher aqui são peitudas (ela generalizou mesmo e eu juro que nunca reparei nisso).
E não é que depois que ela mudou pra cá ela acha que ficou peituda? E ainda acha que é o "ar de Sorocaba" que faz os seios das mulheres crescerem (sic).
Gente, eu juro que achei que ela estava de piada comigo mas ela estava falando sério. Sérissimo.
Nunca me passou pela cabeça que o ar de determinado lugar tivesse esse poder.
Fiquei pensando se o ar de alguma cidade é capaz de fazer as mulheres serem magras... mudaria pra lá amanhã.
E será que tem algum lugar onde o ar faz os homens terem penis maiores? A cidade do pintão?
Ainda bem que eu já tinha peitões antes de mudar pra cá e sinceramente eles não ficaram maiores. Apenas cairam mas ai já é por força da lei de Newton.
Sábado, Março 29, 2008
Nada de novo
Muita galinha e pouco ovo!
Segunda-feira, Março 24, 2008
Se andassemos com plaquinhas penduradas no pescoço...
... hoje na minha estaria escrito: Me tira daqui!!!!!!!!!!!!!!!!!
Domingo, Março 23, 2008
Na boa...
... a vida é uma merda!
Não a minha vida mas a minha e a de 90% das pessoas que eu conheço.
Claro que elas não admitem e se o fazem é apenas para si mesmas. Abertamente todo mundo fala das maravilhas mas eu sinto muito, não é maravilhoso ainda que tenha momentos que o sejam.
Eu gostaria de não me sentir condenada a fazer o que não quero, estar com gente que não quero, vestir roupas que não quero, ouvir conversas que me irritam.
Na boa mas eu queria ter o direito de ser como eu quero sem que isso significasse que outras pessoas se sentissem magoadas.
Não a minha vida mas a minha e a de 90% das pessoas que eu conheço.
Claro que elas não admitem e se o fazem é apenas para si mesmas. Abertamente todo mundo fala das maravilhas mas eu sinto muito, não é maravilhoso ainda que tenha momentos que o sejam.
Eu gostaria de não me sentir condenada a fazer o que não quero, estar com gente que não quero, vestir roupas que não quero, ouvir conversas que me irritam.
Na boa mas eu queria ter o direito de ser como eu quero sem que isso significasse que outras pessoas se sentissem magoadas.
Sábado, Março 22, 2008
Sonhei que ouvia Taiguara
Hoje
Hoje
Trago em meu corpo as marcas do meu tempo
Meu desespero a vida num momento
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo
Hoje
Trago no olhar imagens distorcidas
Cores, viagens, mãos desconhecidas
Trazem a lua, a rua às minhas mãos
Mas hoje,
As minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas
Na solidão das noites frias por você
Hoje
Homens sem medo aportam no futuro
Eu tenho medo acordo e te procuro
Meu quarto escuro é inerte como a morte
Hoje
Homens de aço esperam da ciência
Eu desespero e abraço a tua ausência
Que é o que me resta, vivo em minha sorte
Ah, sorte
Eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim
Como eu te amei
http://www.youtube.com/watch?v=Bk_4PPyDxaM
Hoje
Trago em meu corpo as marcas do meu tempo
Meu desespero a vida num momento
A fossa, a fome, a flor, o fim do mundo
Hoje
Trago no olhar imagens distorcidas
Cores, viagens, mãos desconhecidas
Trazem a lua, a rua às minhas mãos
Mas hoje,
As minhas mãos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas, pelas ruas
Na solidão das noites frias por você
Hoje
Homens sem medo aportam no futuro
Eu tenho medo acordo e te procuro
Meu quarto escuro é inerte como a morte
Hoje
Homens de aço esperam da ciência
Eu desespero e abraço a tua ausência
Que é o que me resta, vivo em minha sorte
Ah, sorte
Eu não queria a juventude assim perdida
Eu não queria andar morrendo pela vida
Eu não queria amar assim
Como eu te amei
http://www.youtube.com/watch?v=Bk_4PPyDxaM
Lembranças de quem se foi
Há dias que eu tenho pensado com frequencia no meu sogro, na minha tia Nair, na Ligia.
Nos "meus mortos" como eu costumo dizer.
Hoje eu estava caminhando de manhã e lembrando da tia Nair. Da risada dela, do jeito como ela nunca estava despenteada, suada, como ela sempre parecia que tinha acabado de sair do banho.
Tenho pensado no meu sogro porque ele morreu na páscoa. Era abril, em 1999, mas era páscoa e foi algo marcante.
Eric também morreu na semana sa páscoa.
E portanto páscoa significa renovação, recomeço, vida nova.
Eu não quero ficar daquelas velhas que vivem agarradas ao passado. Não quero viver de lembranças.
Nem minha mãe aos 87 anos é assim e no entanto, tem horas que eu sinto que essas lembranças são o que mais me faz companhia.
Nos "meus mortos" como eu costumo dizer.
Hoje eu estava caminhando de manhã e lembrando da tia Nair. Da risada dela, do jeito como ela nunca estava despenteada, suada, como ela sempre parecia que tinha acabado de sair do banho.
Tenho pensado no meu sogro porque ele morreu na páscoa. Era abril, em 1999, mas era páscoa e foi algo marcante.
Eric também morreu na semana sa páscoa.
E portanto páscoa significa renovação, recomeço, vida nova.
Eu não quero ficar daquelas velhas que vivem agarradas ao passado. Não quero viver de lembranças.
Nem minha mãe aos 87 anos é assim e no entanto, tem horas que eu sinto que essas lembranças são o que mais me faz companhia.
Terça-feira, Março 18, 2008
A mulher invisivel
Altura: 1,70m
Peso: qualquer coisa entre 77 e 80 kg.
Cabelos: castanhos
Olhos: castanhos
Pele: clara
Caracteristica marcante: invisivel! rs
Peso: qualquer coisa entre 77 e 80 kg.
Cabelos: castanhos
Olhos: castanhos
Pele: clara
Caracteristica marcante: invisivel! rs
Raivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Existem várias maneiras de lidar com a raiva. Uma que com certeza não é a melhor é encher a cara de chocolate.
Pelo menos é uma forma doce!
Pelo menos é uma forma doce!
Segunda-feira, Março 17, 2008
Pain au chocolat
Eu estou morrendo de vontade de comer um pain au chocolat. Mas um verdadeiro, bem feito, quase com sotaque.
Coisas que eu penso mas não falo (a não ser pra mim mesma)
- Porque você diz que gosta de mim, que eu sou importante na sua vida mas nunca, nunca me telefona?
- Eu tenho verdadeiro nojo daquela pessoa que porque a empresa dá uma certa quantia para que ela gaste com despesas de viagem, se acha obrigada a gastar até o último centavo.
- O mesmo nojo tenho daquela que quando ofereço uma bala pega logo duas e põe uma na bolsa pra mais tarde.
- Minha vizinha de vaga na garagem além de chata é péssima motorista e não consegue estacionar o carro em linha reta.
- A filha da dita vizinha tem aquela vozinha de Xuxa que me dá engulhos.
- Eu queria ter a coragem da contar pra minha chefe que aquela mulher a está fazendo de idiota.
- Se eu ganhar na mega sena na quarta feira mandarei emails:
aos meus amigos direi "Vamos viajar? Eu pago tudo"
aos meus desafetos direi "Vá se fu...!"
a alguns familiares direi "Goodbye!"
aos meus filhos direi "Aqui está uma quantia pra vocês começarem a vida. Tenham juizo!"
aos meus chefes direi "Obrigada pela oportunidade. Abram os olhos porque tem gente roubando-os descaradamente. E... adeus!"
a uma pessoa em especial eu direi "Sinto informá-lo que você não é tudo isso."
- Eu tenho verdadeiro nojo daquela pessoa que porque a empresa dá uma certa quantia para que ela gaste com despesas de viagem, se acha obrigada a gastar até o último centavo.
- O mesmo nojo tenho daquela que quando ofereço uma bala pega logo duas e põe uma na bolsa pra mais tarde.
- Minha vizinha de vaga na garagem além de chata é péssima motorista e não consegue estacionar o carro em linha reta.
- A filha da dita vizinha tem aquela vozinha de Xuxa que me dá engulhos.
- Eu queria ter a coragem da contar pra minha chefe que aquela mulher a está fazendo de idiota.
- Se eu ganhar na mega sena na quarta feira mandarei emails:
aos meus amigos direi "Vamos viajar? Eu pago tudo"
aos meus desafetos direi "Vá se fu...!"
a alguns familiares direi "Goodbye!"
aos meus filhos direi "Aqui está uma quantia pra vocês começarem a vida. Tenham juizo!"
aos meus chefes direi "Obrigada pela oportunidade. Abram os olhos porque tem gente roubando-os descaradamente. E... adeus!"
a uma pessoa em especial eu direi "Sinto informá-lo que você não é tudo isso."
Caducando
Tenho me pego conversando sozinha em voz alta, na rua, cada vez mais.
As vezes estou no meio de uma animada discussão comigo mesma quando reparo na cara espantada de alguém olhando pra mim e imediatamente sorrio e finjo cantarolar alguma coisa.
Antigamente eu só tinha esses papos comigo em voz alta no carro, ou no meu quarto, ou ainda no chuveiro.
Tem gente que canta, eu converso comigo.
Pra falar a verdade passar atestado de maluca não me incomoda.
O que perturba é ver o grau de solidão a que cheguei que faz com que eu fale mais comigo mesmo do que com qualquer outro ser humano.
As vezes estou no meio de uma animada discussão comigo mesma quando reparo na cara espantada de alguém olhando pra mim e imediatamente sorrio e finjo cantarolar alguma coisa.
Antigamente eu só tinha esses papos comigo em voz alta no carro, ou no meu quarto, ou ainda no chuveiro.
Tem gente que canta, eu converso comigo.
Pra falar a verdade passar atestado de maluca não me incomoda.
O que perturba é ver o grau de solidão a que cheguei que faz com que eu fale mais comigo mesmo do que com qualquer outro ser humano.
Domingo, Março 16, 2008
Na cozinha
Depois da morte da Ligia que não conseguia mais atualizar o Na Cozinha da Gi.
Estava dolorido demais porque nós duas adoravamos trocar receitas e contar as experiencias culinárias.
Quando a minha filha entrou na faculdade nós combinamos que iriamos "chupar" o máximo de receitas e dicas dela.
Enfim...hoje eu resolvi atualizar o blog por ela, por nós e pra todos.
Tem receitas muito legais lá e acho que ela iria aprovar!
Estava dolorido demais porque nós duas adoravamos trocar receitas e contar as experiencias culinárias.
Quando a minha filha entrou na faculdade nós combinamos que iriamos "chupar" o máximo de receitas e dicas dela.
Enfim...hoje eu resolvi atualizar o blog por ela, por nós e pra todos.
Tem receitas muito legais lá e acho que ela iria aprovar!
Sábado, Março 15, 2008
Água Benta
Rendo-me as evidencias de que precisor benzer a casa, a familia, o cachorro, o carro e quem ou o que mais passar pela minha frente.
Vou até uma igreja com uma garrafa pet de 2,5 l e vou dar banho de água benta em tudo e todos aqui porque francamente não me lembro de ter começado um ano da maneira que esse começou.
Fiz uma lista de todas as coisas ruins que me aconteceram desde o dia 07/01 mas foram tantas, mas tantas, que juro, fiquei com vergonha de deixá-la aqui e apaguei.
Estou aceitando sugestões de onde achar uma benzedeira, mãe de santo, tô topando qualquer negócio desde que não precise sacrificar animais ou mexer com coisas nojentas.
Ainda bem que do outro lado, do lado das coisas boas, tem o amor das minhas amigas, a cooperação de gente maravilhosa e o carinho que elas me dedicam.
Isso faz a gente levantar sorrindo e ter forças pra continuar.
Mas como nem minhas amigas merecem "ouvir" meus choramingos, eu vou buscar água benta!
Vou até uma igreja com uma garrafa pet de 2,5 l e vou dar banho de água benta em tudo e todos aqui porque francamente não me lembro de ter começado um ano da maneira que esse começou.
Fiz uma lista de todas as coisas ruins que me aconteceram desde o dia 07/01 mas foram tantas, mas tantas, que juro, fiquei com vergonha de deixá-la aqui e apaguei.
Estou aceitando sugestões de onde achar uma benzedeira, mãe de santo, tô topando qualquer negócio desde que não precise sacrificar animais ou mexer com coisas nojentas.
Ainda bem que do outro lado, do lado das coisas boas, tem o amor das minhas amigas, a cooperação de gente maravilhosa e o carinho que elas me dedicam.
Isso faz a gente levantar sorrindo e ter forças pra continuar.
Mas como nem minhas amigas merecem "ouvir" meus choramingos, eu vou buscar água benta!
Terça-feira, Março 11, 2008
Tormento quinzenal
A cada quinze dias, sempre as terças-feiras, eu tenho que ir a SP com as outras profs. de ingles da escola para a nossa "capacitação".
Ou seja, contrataram um consultor que desenvolveu um método de ensino de inglês e a gente vai lá pra que ele nos mostre como o curso deve ser ministrado.
Nesse dia preparamos todo os exercicios extras, provas e material de leitura paradidático.
O consultor é muito experiente e o método é realmente muito bom mas...e tinha que ter um mas, ele é uma pessoa insuportável.
Se acha o "rei da cocada preta", critica tudo e todo mundo que faça qualquer coisa diferente do que ele acredita, se cometemos um erro ele chama a atenção alto e em bom som na frente de todo mundo.
Claramente, por sermos do interior do estado, ele nos trata como se fossemos caipiras. Não é raro ele perguntar "vocês lá tem...pausa para suspiro...biblioteca pública"?
E como ficou chocado quando soube que não temos apenas uma, que é considerada uma das melhores do estado que tem plantões noturnos e até aos domingos, mas também temos a ambulante, que empresta livros nos terminais rodoviários.
O pior de tudo é que no dia que temos que ir a Sp já sofremos por antecendência porque nunca sabemos em que estado de humor ele vai estar. E quando o humor está ruim nós temos as piores 4 horas das nossas vidas.
Tenho uma amiga que o conhece em outra situação e que o considera uma pessoa maravilhosa. Ela diz mesmo que ele salvou sua vida.
Fico feliz em saber que fora do ambiente de trabalho ele possa ser alguém humano, gentil e agradável.
Para nós que temos que aturá-lo com seus "He=Looo De-ar!" falsos e seus sarcasmos o que poderia ser um dia gostoso, de aprimoramento e de troca entre as professoras se torna um dia extremamente estressante e não vemos a hora de voltar pra casa e tomar banho de sal grosso pra tirar a coisa ruim que ele nos passa.
Ou seja, contrataram um consultor que desenvolveu um método de ensino de inglês e a gente vai lá pra que ele nos mostre como o curso deve ser ministrado.
Nesse dia preparamos todo os exercicios extras, provas e material de leitura paradidático.
O consultor é muito experiente e o método é realmente muito bom mas...e tinha que ter um mas, ele é uma pessoa insuportável.
Se acha o "rei da cocada preta", critica tudo e todo mundo que faça qualquer coisa diferente do que ele acredita, se cometemos um erro ele chama a atenção alto e em bom som na frente de todo mundo.
Claramente, por sermos do interior do estado, ele nos trata como se fossemos caipiras. Não é raro ele perguntar "vocês lá tem...pausa para suspiro...biblioteca pública"?
E como ficou chocado quando soube que não temos apenas uma, que é considerada uma das melhores do estado que tem plantões noturnos e até aos domingos, mas também temos a ambulante, que empresta livros nos terminais rodoviários.
O pior de tudo é que no dia que temos que ir a Sp já sofremos por antecendência porque nunca sabemos em que estado de humor ele vai estar. E quando o humor está ruim nós temos as piores 4 horas das nossas vidas.
Tenho uma amiga que o conhece em outra situação e que o considera uma pessoa maravilhosa. Ela diz mesmo que ele salvou sua vida.
Fico feliz em saber que fora do ambiente de trabalho ele possa ser alguém humano, gentil e agradável.
Para nós que temos que aturá-lo com seus "He=Looo De-ar!" falsos e seus sarcasmos o que poderia ser um dia gostoso, de aprimoramento e de troca entre as professoras se torna um dia extremamente estressante e não vemos a hora de voltar pra casa e tomar banho de sal grosso pra tirar a coisa ruim que ele nos passa.
Domingo, Março 09, 2008
Dor de cabeça
Sonhei que caminhava por uma ladeira muito ingrime que tem ao lado de casa. No sonho era mais ingrime ainda. E o sol queimava meus miolos e eu estava com uma dor de cabeça terrível.
Acordeii com uma dor daquelas de mal conseguir abrir os olhos.
Era como se tivesse um aro de metal apertando a cabeça inteira.
Tomei remédio com chá que minha mãe faz pra dor de cabeça.
Melhorou mas nao passou.
Agora dói de novo. Só que da nuca é que sobe a dor.
Vontade de gritar socorro mas...pra quem? rs
Acordeii com uma dor daquelas de mal conseguir abrir os olhos.
Era como se tivesse um aro de metal apertando a cabeça inteira.
Tomei remédio com chá que minha mãe faz pra dor de cabeça.
Melhorou mas nao passou.
Agora dói de novo. Só que da nuca é que sobe a dor.
Vontade de gritar socorro mas...pra quem? rs
Sexta-feira, Março 07, 2008
Cuidado Com O LimãO
O pão frances
Meu filho me mandou por email e eu gostei muito.
— Três pães, s’il vous plaît.
— Qual?
— Pão francês. Queria três, bem assados.
— Pão francês?
— Não tem?
— Aqui na França, tecnicamente falando, todos os pães são franceses.
— É aquele pãozinho pequeno assim, ó.
— O croissant?
— Não, não. É um que parece um zepelin, sabe?
— Baguete?
— Não, a baguete parece mais um submarino, e é grande. Esse é como uma baguete que encolheu.
— Voilà! É a mini-baguete.
— Menor ainda.
— É a mini-baguete cortada ao meio?
— Mas aí continua sendo uma mini-baguete, só que cortada ao meio.
— Tem razão.
— Imagina que a baguete é o pai.
— Tô imaginando
.— O pão francês é o filho gordinho.
— Nunca ouvi falar.
— É o pão do dia-a-dia no Brasil.
— E vocês o chamam de pão francês?
— Sim
.— Olha, acho que ele não existe na França.
— Quer dizer que temos sido enganados esse tempo todo?
— Lamento te revelar isso assim, de sopetão.
— Estou chocado.
— Ainda temos a baguete. Quer?
— Vai, me dá uma.
— Qual? Normal, tradicional, integral, com cereais?
— Mas é difícil comprar pão por aqui, hein?
— O que você queria? Estamos na França. Temos dezenas de pães diferentes.
— Só não tem o pão francês.
— Esse não.
— Me dá uma baguete com cereais, então.
— Aqui está.
— Pode embrulhar?
— Hã?
— Colocar num saco.
— Aqui não...
— Já sei, não tem saco pro pão também.
— Isso.
— Vai me dizer que tenho que levá-lo debaixo do braço?
— Exatamente.
— Olha, mudei de idéia. Dá pra sair um misto-quente?
Daniel Cariello assina a coluna Chéri à Paris. Também mantém o blog Chéri à Paris e edita a Revista Brazuca.
— Três pães, s’il vous plaît.
— Qual?
— Pão francês. Queria três, bem assados.
— Pão francês?
— Não tem?
— Aqui na França, tecnicamente falando, todos os pães são franceses.
— É aquele pãozinho pequeno assim, ó.
— O croissant?
— Não, não. É um que parece um zepelin, sabe?
— Baguete?
— Não, a baguete parece mais um submarino, e é grande. Esse é como uma baguete que encolheu.
— Voilà! É a mini-baguete.
— Menor ainda.
— É a mini-baguete cortada ao meio?
— Mas aí continua sendo uma mini-baguete, só que cortada ao meio.
— Tem razão.
— Imagina que a baguete é o pai.
— Tô imaginando
.— O pão francês é o filho gordinho.
— Nunca ouvi falar.
— É o pão do dia-a-dia no Brasil.
— E vocês o chamam de pão francês?
— Sim
.— Olha, acho que ele não existe na França.
— Quer dizer que temos sido enganados esse tempo todo?
— Lamento te revelar isso assim, de sopetão.
— Estou chocado.
— Ainda temos a baguete. Quer?
— Vai, me dá uma.
— Qual? Normal, tradicional, integral, com cereais?
— Mas é difícil comprar pão por aqui, hein?
— O que você queria? Estamos na França. Temos dezenas de pães diferentes.
— Só não tem o pão francês.
— Esse não.
— Me dá uma baguete com cereais, então.
— Aqui está.
— Pode embrulhar?
— Hã?
— Colocar num saco.
— Aqui não...
— Já sei, não tem saco pro pão também.
— Isso.
— Vai me dizer que tenho que levá-lo debaixo do braço?
— Exatamente.
— Olha, mudei de idéia. Dá pra sair um misto-quente?
Daniel Cariello assina a coluna Chéri à Paris. Também mantém o blog Chéri à Paris e edita a Revista Brazuca.
Quarta-feira, Março 05, 2008
Era Kleenex
Nos dias de hoje tudo e quase todo mundo é descartável. Ou pelo menos é tratado como se fosse.
A gente só vale enquanto serve pra alguma coisa. Qualquer coisa!
É como artista de novela: a novela está passando e o artista está na boca do povo. Acabou a novela e ninguém mais lembra que ele existe. Até a próxima novela que ele fizer.
Pior ainda são os artistas que tem um único sucesso pra contabilizar.
Poucos são os amigos que valorizam a sua amizade pelo que você é e não pelo que você pode proporcionar.
Sem falar no ambiente de trabalho. Ai sim você só é alguém se o chefe repara em você. Se você tiver algum cargo importante caso contrário você é só mais um número do departamento pessoal.
É a era "lenço de papel": usou, joga fora!
Por isso somos tantos seres invisiveis caminhando por ai.
A mulher invisivel que eu sou anda se sentindo mais invisivel que nunca.
A gente só vale enquanto serve pra alguma coisa. Qualquer coisa!
É como artista de novela: a novela está passando e o artista está na boca do povo. Acabou a novela e ninguém mais lembra que ele existe. Até a próxima novela que ele fizer.
Pior ainda são os artistas que tem um único sucesso pra contabilizar.
Poucos são os amigos que valorizam a sua amizade pelo que você é e não pelo que você pode proporcionar.
Sem falar no ambiente de trabalho. Ai sim você só é alguém se o chefe repara em você. Se você tiver algum cargo importante caso contrário você é só mais um número do departamento pessoal.
É a era "lenço de papel": usou, joga fora!
Por isso somos tantos seres invisiveis caminhando por ai.
A mulher invisivel que eu sou anda se sentindo mais invisivel que nunca.
Terça-feira, Março 04, 2008
Eu não sou uma pessoa conformada. Fatalista!
Sofro dessa imensa necessidade de entender porque as coisas acontecem, porque são como são.
Queria do fundo de minha alma ser como minha cunhada que quando coisas ruins lhe acontecem diz que "O Senhor está testando a sua fé".
Eu me pergunto porque O Senhor, que é onipresente, onisciente e onipotente, que conhece todos os meus defeitos e virtudes, pra quem eu sou um verdadeiro livro aberto precisa testar a minha fé.
Ele sabe do quanto eu sou capaz e até onde eu posso ir então porque levar alguém a um estado de desespero e desanimo tal que dá vontade de "jogar a toalha", de se deixar ficar numa cama sei lá...esperando a morte.
Eu entendo que muitas coisas somos nós mesmos que criamos mas tem coisas, aquilo que a Márcia chama de fatos, para os quais a gente não tem solução e simplesmente tem que aceitá-los.
E esses fatos, os dolorosos, aqueles que vc olha e faz o check in e sabe que fez tudo direitinho, certinho, dentro de todos os padrões e ainda assim sai errado.
Mas o que mais me dói, o que mais me dói de tudo não é ter um dia ferrado, onde tudo deu errado, onde até trancada fora do meu carro eu fiquei em cima da hora de dar uma aula que me paga muito mais do que as outras. O que mais me dói é não ter um abraço, um ombro pra chorar.
O que mais me dói é chegar em casa e me sentir total e absolutamente só porque minha mãe não entende, ela não avalia e não pode ter compreensão das coisas que eu vivo e o Jack só olha pra mim como quem diz "me dá carinho?"
E chega um momento que eu sinto que não tenho mais nada pra dar pra ninguém.
O Dr. Celso disse que a gente devia virar vácuo para poder ser preenchido pelo conhecimento. Eu me sinto vácuo mas o conhecimento não me preenche donde concluo que ainda não sou vácuo.
Choquei uma pessoa há uns tempos atrás quando disse que eu sinceramente queria ter ido no lugar da Ligia.
Não é que eu não ame minha familia, ou meus amigos, ou que eu não sinta a importancia da minha pessoa.
É que nos últimos 12 anos eu me sinto como D. Quixote lutando contra o moinho.
90% dos meus dias nesses 12 anos foram de luta. De batalha pela sobrevivencia minha e da minha familia, não apenas no aspecto material mas também emocional.
Eu acredito, do fundo do meu coração, que as pessoas que morrem, as pessoas boas, é porque elas acabaram o estágio aqui. Aprenderam e passaram de ano. E eu as invejo. Porque sinto que quanto mais tempo a gente fica é como se a gente ficasse repetindo de ano.
E eu me sinto uma burra!
Eu sei que quando a gente "passa de ano" deixa muita gente com saudade, da mesma forma que eu sinto saudades da Ligia, da tia Nair, da Sandra, do Eric...mas...a gente poder estar num plano onde não se precise lidar com egos, egoismos, com maldades e mesquinharias deve ser realmente muito bom.
Com certeza outros desafios se apresentam mas...acho que nada tão fútil, tão pequeno, tão doloroso quanto a nossa vidinha mediocre aqui da Terra.
Felicidade deve ter um significado muito maior do que a gente possa conceber.
Sofro dessa imensa necessidade de entender porque as coisas acontecem, porque são como são.
Queria do fundo de minha alma ser como minha cunhada que quando coisas ruins lhe acontecem diz que "O Senhor está testando a sua fé".
Eu me pergunto porque O Senhor, que é onipresente, onisciente e onipotente, que conhece todos os meus defeitos e virtudes, pra quem eu sou um verdadeiro livro aberto precisa testar a minha fé.
Ele sabe do quanto eu sou capaz e até onde eu posso ir então porque levar alguém a um estado de desespero e desanimo tal que dá vontade de "jogar a toalha", de se deixar ficar numa cama sei lá...esperando a morte.
Eu entendo que muitas coisas somos nós mesmos que criamos mas tem coisas, aquilo que a Márcia chama de fatos, para os quais a gente não tem solução e simplesmente tem que aceitá-los.
E esses fatos, os dolorosos, aqueles que vc olha e faz o check in e sabe que fez tudo direitinho, certinho, dentro de todos os padrões e ainda assim sai errado.
Mas o que mais me dói, o que mais me dói de tudo não é ter um dia ferrado, onde tudo deu errado, onde até trancada fora do meu carro eu fiquei em cima da hora de dar uma aula que me paga muito mais do que as outras. O que mais me dói é não ter um abraço, um ombro pra chorar.
O que mais me dói é chegar em casa e me sentir total e absolutamente só porque minha mãe não entende, ela não avalia e não pode ter compreensão das coisas que eu vivo e o Jack só olha pra mim como quem diz "me dá carinho?"
E chega um momento que eu sinto que não tenho mais nada pra dar pra ninguém.
O Dr. Celso disse que a gente devia virar vácuo para poder ser preenchido pelo conhecimento. Eu me sinto vácuo mas o conhecimento não me preenche donde concluo que ainda não sou vácuo.
Choquei uma pessoa há uns tempos atrás quando disse que eu sinceramente queria ter ido no lugar da Ligia.
Não é que eu não ame minha familia, ou meus amigos, ou que eu não sinta a importancia da minha pessoa.
É que nos últimos 12 anos eu me sinto como D. Quixote lutando contra o moinho.
90% dos meus dias nesses 12 anos foram de luta. De batalha pela sobrevivencia minha e da minha familia, não apenas no aspecto material mas também emocional.
Eu acredito, do fundo do meu coração, que as pessoas que morrem, as pessoas boas, é porque elas acabaram o estágio aqui. Aprenderam e passaram de ano. E eu as invejo. Porque sinto que quanto mais tempo a gente fica é como se a gente ficasse repetindo de ano.
E eu me sinto uma burra!
Eu sei que quando a gente "passa de ano" deixa muita gente com saudade, da mesma forma que eu sinto saudades da Ligia, da tia Nair, da Sandra, do Eric...mas...a gente poder estar num plano onde não se precise lidar com egos, egoismos, com maldades e mesquinharias deve ser realmente muito bom.
Com certeza outros desafios se apresentam mas...acho que nada tão fútil, tão pequeno, tão doloroso quanto a nossa vidinha mediocre aqui da Terra.
Felicidade deve ter um significado muito maior do que a gente possa conceber.
Vá de retro satanás!
Se eu contar aqui tudo o que deu errado hoje vocês vão falar que eu estou mentindo.
É quase impossível tanta coisa dar em merda pra uma pessoa só num dia só.
E eu ainda tenho aula pra dar portanto meu dia não terminou.
Mas...eu não desisto! Eu tenho fé!
O que não me mata me fortalece!
É quase impossível tanta coisa dar em merda pra uma pessoa só num dia só.
E eu ainda tenho aula pra dar portanto meu dia não terminou.
Mas...eu não desisto! Eu tenho fé!
O que não me mata me fortalece!
Segunda-feira, Março 03, 2008
Não é cansaço, apesar de ter dado 9 horas de aula hoje. Não é irritação. Não é tristeza.
É apenas uma constatação meio desanimada que como sempre eu faço planos para não poder realizá-los.
Gostaria de pelo menos de vez em quando ter a rédea da minha vida em minhas mãos.
Mas...acho que não nasci pra que fosse assim já que desde que eu me entendo por gente as coisas na minha vida mudam tanto e tão rapidamente que eu me sinto um motociclista do globo da morte.
É apenas uma constatação meio desanimada que como sempre eu faço planos para não poder realizá-los.
Gostaria de pelo menos de vez em quando ter a rédea da minha vida em minhas mãos.
Mas...acho que não nasci pra que fosse assim já que desde que eu me entendo por gente as coisas na minha vida mudam tanto e tão rapidamente que eu me sinto um motociclista do globo da morte.
Domingo, Março 02, 2008
Graças a Deus fevereiro acabou
Eu passei o fim de semana rindo com a tradução de um livro.
E também sai um pouco na sexta, no sábado, li "Como água para chocolate" e adorei!
Fim de semana tranquilo não fosse pela turbulência da minha filha, gripada e no seu estado de humor peculiar.
O carro deve ficar pronto amanhã o que não sei se é bom ou ruim porque afinal eu vou ter que pagar o conserto.
Enfim, nada de novo no front o que de certa forma é ótimo!
E também sai um pouco na sexta, no sábado, li "Como água para chocolate" e adorei!
Fim de semana tranquilo não fosse pela turbulência da minha filha, gripada e no seu estado de humor peculiar.
O carro deve ficar pronto amanhã o que não sei se é bom ou ruim porque afinal eu vou ter que pagar o conserto.
Enfim, nada de novo no front o que de certa forma é ótimo!


