Domingo, Junho 29, 2008
29 de Junho de 1985
Exatamente no dia de hoje há 23 anos, quase que nessa mesma hora eu entrava na Catedral Metropolitana Ortodoxa para diante de Deus e de um monte de gente me tornar esposa do Eric.
Era uma dia bem como hoje, céu azul, fresquinho mas não frio e eu estava feliz.
Estava feliz não apenas porque "é o dia mais importante na vida de uma mulher" (até porque pra mim os dias mais importantes foram os dias que nasceram meus filhos) mas porque eu sabia lá no fundo da minha alma que eu estava fazendo a coisa certa.
Não digo que eu tivesse certeza de que seria forever and ever, mas eu sabia que naquele momento da minha vida eu estava indo dividi-la com a pessoa certa.
Nós sempre tivemos os mesmos objetivos e partilhavamos da mesma dose de loucura.
Quando eu o conheci o que me atraia era a mesma coisa que me dava medo: ele não era uma pessoa convencional.
Ele falava o que lhe passava pela cabeça (ainda que na maioria das vezes isso lhe criasse problemas), ele vivia como lhe dava vontade.
Havia largado um emprego que o chamava de volta pra França e tinha se lançado num projeto doido com dois franceses mais doidos ainda.
Morava numa casa num terreno enorme na granja Viana, que era o mesmo que dizer que ele morava no mato, tinha dois dog alemães, uma caravan marrom podre e falava o pior portugues do mundo.
Mas graças ao seu péssimo portugues nós nos conhecemos. E graças à minha mãe que estava fazendo o mesmo curso que ele na Pró-Vida naquela semana e que todos os dias chegava em casa falando do frances gozadérrimo que falava tudo errado e perguntava sem parar.
Na quinta feira ela me convenceu a entrar só pra ver o tal francês. Ela entrou e eu fui estacionar o carro, quando voltei, na sala, havia um único lugar vago. Entre umas 100 pessoas eu fui sentar logo ao lado dele.
E eu já falava francês e não queria ser interprete mas de repente me deu uma agonia tão grande em vê-lo sofrendo pra entender o que o monitor falava que...blan! Eu traduzi.
E ele não me largou mais nos dias seguintes.
Virei a tradutora oficial.
Fora dos cursos nós nos viamos pouco porque eu o evitava. Eu havia acabado de sair de uma relação complicada e via nele mais problemas.
Sem contar que ele dizia que se o seu projeto não desse certo, no fim do ano ele iria definitivamente embora para a França. E nós estavamos em agosto, e o fim do ano não estava tão longe e eu não estava com vontade de quebrar a cara.
E assim os meses se passaram entre cursos, festas, acampamentos, fins de semana em Araçoiaba com os amigos construindo o clube.
Acho que foi na última semana de Novembro ou primeira de Dezembro que eleme disse que havia decidido ficar no Brasil. Que ia para a França passar o natal e arrumar o seu visto definitivo.
Ele nunca disse que era por minha causa e sinceramente, nessa época eu não achava que fosse e isso não me enchia nem de alegria nem de esperança.
No dia 20 de dezembro, na festa de inauguração do Clube, ele disse que tinha um presente de Natal pra mim. Ele ia embarcar no dia seguinte pra Paris.
Ele brincava que era um presente da natureza, que ele apenas havia tomado emprestado da natureza. E me deu um envelope bem pequeno de cartão e dentro tinha um pedaço de algodão.
Peguei o algodão e dei risada e me lembro tão bem que disse "Ah, muito obrigada. Realmente esse é o presente natural mais original que eu ganhei."
E ele me olhou de canto de olho com cara de moleque e disse "Abre o algodão boba. Tem algo ai no meio".
E tinha! Uma esmeralda!
Não era nenhum pedaço de rocha verde enorme mas era uma esmeralda retangular, muito bem lapidada e linda.
Eu não sabia o que dizer, nem o que fazer. Me sentia com uma batata quente nas mãos porque eu não o conhecia tão bem e a gente nem estava namorando.
Ai ele falou "Na França, na minha família, é costume dar uma esmeralda pra mulher da nossa vida. Eu tenho certeza que você é a mulher da minha vida e quero que você fique com ela".
Parecia que eu tinha levado uma bordoada na cabeça. E foi ai que anunciaram que o Dr. Celso, fundador da Pró Vida, nossa maior amigo e mestre, havia morrido e nós não tivemos tempo de falar mais nada.
Fomos embora pra São Paulo, cada um pra sua casa, depois nos encontramos no velório.
No dia seguinte, depois do enterro ele ia embarcar pra França.
Fui encontrá-lo no aeroporto pra me despedir e antes de embarcar ele me perguntou" Como é que a gente fica?" e eu disse que se quando ele voltasse ainda estivesse com a mesma idéia nós namorariamos.
Naquela época não havia internet, fax, celular. Era carta mesmo ou telefonema e durante quase 3 meses ele não deu sinal de vida.
Ele havia me pedido pra passar na sua casa de vez em quando pra ver se a caseira estava cuidando bem dos cachorros e lá pelo fim de fevereiro eu comecei a achar que eu ia "herdar" aqueles dois elefantes.
Um dia, lá por meados de março, a caseira me ligou dizendo que só tinha ração pra mais uma semana.
Eu já estava pensando como ia dizer pra minha mãe que dois dog alemães de 70 kg cada iam morar lá em casa.
Era quarta-feira e eu estava fazendo um curso na Pró Vida e quando sai ele estava na calçada. Ele não disse "oi", não perguntou se eu estava bem, nada.
Apenas olhou pra mim e disse em seu portugues arranhado "Eu voltei com a mesma idéia".
Isso foi em março de 1982 e no dia 29 de junho de 1985 eu me casei com ele certa de que era exatamente aquilo que deveria fazer.
Nós não fomos um casal convencional e ainda não o somos porque, apesar de não tê-lo fisicamente ao meu lado há 12 anos, eu tenho certeza que nesses 23 anos o tive, todos os dias e todos os momentos.
E sou imensamente feliz por isso!
Era uma dia bem como hoje, céu azul, fresquinho mas não frio e eu estava feliz.
Estava feliz não apenas porque "é o dia mais importante na vida de uma mulher" (até porque pra mim os dias mais importantes foram os dias que nasceram meus filhos) mas porque eu sabia lá no fundo da minha alma que eu estava fazendo a coisa certa.
Não digo que eu tivesse certeza de que seria forever and ever, mas eu sabia que naquele momento da minha vida eu estava indo dividi-la com a pessoa certa.
Nós sempre tivemos os mesmos objetivos e partilhavamos da mesma dose de loucura.
Quando eu o conheci o que me atraia era a mesma coisa que me dava medo: ele não era uma pessoa convencional.
Ele falava o que lhe passava pela cabeça (ainda que na maioria das vezes isso lhe criasse problemas), ele vivia como lhe dava vontade.
Havia largado um emprego que o chamava de volta pra França e tinha se lançado num projeto doido com dois franceses mais doidos ainda.
Morava numa casa num terreno enorme na granja Viana, que era o mesmo que dizer que ele morava no mato, tinha dois dog alemães, uma caravan marrom podre e falava o pior portugues do mundo.
Mas graças ao seu péssimo portugues nós nos conhecemos. E graças à minha mãe que estava fazendo o mesmo curso que ele na Pró-Vida naquela semana e que todos os dias chegava em casa falando do frances gozadérrimo que falava tudo errado e perguntava sem parar.
Na quinta feira ela me convenceu a entrar só pra ver o tal francês. Ela entrou e eu fui estacionar o carro, quando voltei, na sala, havia um único lugar vago. Entre umas 100 pessoas eu fui sentar logo ao lado dele.
E eu já falava francês e não queria ser interprete mas de repente me deu uma agonia tão grande em vê-lo sofrendo pra entender o que o monitor falava que...blan! Eu traduzi.
E ele não me largou mais nos dias seguintes.
Virei a tradutora oficial.
Fora dos cursos nós nos viamos pouco porque eu o evitava. Eu havia acabado de sair de uma relação complicada e via nele mais problemas.
Sem contar que ele dizia que se o seu projeto não desse certo, no fim do ano ele iria definitivamente embora para a França. E nós estavamos em agosto, e o fim do ano não estava tão longe e eu não estava com vontade de quebrar a cara.
E assim os meses se passaram entre cursos, festas, acampamentos, fins de semana em Araçoiaba com os amigos construindo o clube.
Acho que foi na última semana de Novembro ou primeira de Dezembro que eleme disse que havia decidido ficar no Brasil. Que ia para a França passar o natal e arrumar o seu visto definitivo.
Ele nunca disse que era por minha causa e sinceramente, nessa época eu não achava que fosse e isso não me enchia nem de alegria nem de esperança.
No dia 20 de dezembro, na festa de inauguração do Clube, ele disse que tinha um presente de Natal pra mim. Ele ia embarcar no dia seguinte pra Paris.
Ele brincava que era um presente da natureza, que ele apenas havia tomado emprestado da natureza. E me deu um envelope bem pequeno de cartão e dentro tinha um pedaço de algodão.
Peguei o algodão e dei risada e me lembro tão bem que disse "Ah, muito obrigada. Realmente esse é o presente natural mais original que eu ganhei."
E ele me olhou de canto de olho com cara de moleque e disse "Abre o algodão boba. Tem algo ai no meio".
E tinha! Uma esmeralda!
Não era nenhum pedaço de rocha verde enorme mas era uma esmeralda retangular, muito bem lapidada e linda.
Eu não sabia o que dizer, nem o que fazer. Me sentia com uma batata quente nas mãos porque eu não o conhecia tão bem e a gente nem estava namorando.
Ai ele falou "Na França, na minha família, é costume dar uma esmeralda pra mulher da nossa vida. Eu tenho certeza que você é a mulher da minha vida e quero que você fique com ela".
Parecia que eu tinha levado uma bordoada na cabeça. E foi ai que anunciaram que o Dr. Celso, fundador da Pró Vida, nossa maior amigo e mestre, havia morrido e nós não tivemos tempo de falar mais nada.
Fomos embora pra São Paulo, cada um pra sua casa, depois nos encontramos no velório.
No dia seguinte, depois do enterro ele ia embarcar pra França.
Fui encontrá-lo no aeroporto pra me despedir e antes de embarcar ele me perguntou" Como é que a gente fica?" e eu disse que se quando ele voltasse ainda estivesse com a mesma idéia nós namorariamos.
Naquela época não havia internet, fax, celular. Era carta mesmo ou telefonema e durante quase 3 meses ele não deu sinal de vida.
Ele havia me pedido pra passar na sua casa de vez em quando pra ver se a caseira estava cuidando bem dos cachorros e lá pelo fim de fevereiro eu comecei a achar que eu ia "herdar" aqueles dois elefantes.
Um dia, lá por meados de março, a caseira me ligou dizendo que só tinha ração pra mais uma semana.
Eu já estava pensando como ia dizer pra minha mãe que dois dog alemães de 70 kg cada iam morar lá em casa.
Era quarta-feira e eu estava fazendo um curso na Pró Vida e quando sai ele estava na calçada. Ele não disse "oi", não perguntou se eu estava bem, nada.
Apenas olhou pra mim e disse em seu portugues arranhado "Eu voltei com a mesma idéia".
Isso foi em março de 1982 e no dia 29 de junho de 1985 eu me casei com ele certa de que era exatamente aquilo que deveria fazer.
Nós não fomos um casal convencional e ainda não o somos porque, apesar de não tê-lo fisicamente ao meu lado há 12 anos, eu tenho certeza que nesses 23 anos o tive, todos os dias e todos os momentos.
E sou imensamente feliz por isso!
Sábado, Junho 28, 2008
Ah, a informação
Eu adoro as chamadas de matérias nos mais diversos sites (portais) que visito
Polícia divulga fotos de bordel itinerante; Se até o Rock in Rio pode ser itinerante e ter o "Rock in Rio Lisboa e agora Madri" porque não pode ter bordel itinerante???? (por sinal o Rock in Rio agora é em qualquer lugar menos in Rio)
Lua-de-mel ecológica é nova opção para casais - Nada de resort 5 estrelas e colchão de molas com lençóis egipcio. Vão lá limpar estrume de vaca e deitar em cima do feno.
Alerta às gestantes Depressão durante a gravidez pode prejudicar bebê
Claro, como todo mundo sabe as pessoas tem depressão porque querem. É algo que elas puderam escolher.
Culinária japonesa
é saudável, mas exige moderação - Puxa! Achei que podia comer uma tonelada de sashimi!
Mulher que cortou o pênis do marido reaparece na TV - E conta onde o guardou?
Belo pretende ter um programa no SBT, diz colunista - Era o que o SBT estava precisando!

Claro, como todo mundo sabe as pessoas tem depressão porque querem. É algo que elas puderam escolher.
Culinária japonesa
é saudável, mas exige moderação - Puxa! Achei que podia comer uma tonelada de sashimi!
Pais só criticam Aprenda como driblar essa situação
Mulher que cortou o pênis do marido reaparece na TV - E conta onde o guardou?
Belo pretende ter um programa no SBT, diz colunista - Era o que o SBT estava precisando!
Homem morre após beber 26 doses de vodka em 30 minutos Foi a velocidade ou a quantidade que matou?
Polícia divulga fotos de bordel itinerante; Se até o Rock in Rio pode ser itinerante e ter o "Rock in Rio Lisboa e agora Madri" porque não pode ter bordel itinerante???? (por sinal o Rock in Rio agora é em qualquer lugar menos in Rio)
Lua-de-mel ecológica é nova opção para casais - Nada de resort 5 estrelas e colchão de molas com lençóis egipcio. Vão lá limpar estrume de vaca e deitar em cima do feno.
Manual do sacana
Acordei pensando nisso: será que existe um manual pra ser sacana ou será que é uma categoria que já nasce assim?
Será que a pessoa se torna sacana ao longo dos anos ou vem com um gene específico?
Porque é impressionante o que eu conheço de gente sacana se dando bem nesse mundo e de gente honesta, digna, se ferrando.
Ok, vc vai vir com aquele papo de que com o tempo o sacana se dá mal e que a gente sempre sabe da desgraça do digno mas não a do sacana porque ele esconde.
Pode ser, mas isso não faz com que eu entenda.
Tem gente que não tem o menor escrúpulo em puxar o tapete do companheiro ao lado pra se dar bem.
Gente que jura de pé juntos que nunca mais vai participar de um negócinho pouco licito mas que assim que aparece a chance se agarra a ela.
Não estou falando do cara que vai no barraco e rouba a comida de alguém que tem ainda menos que ele.
Não! Porque o sacana é muito, muito pior que isso.
Ele arma, ele arquiteta, ele faz complô e depois posa de bem feitor.
Ele jura até pra si mesmo que não faz nada de mal.
Na política está lotado de gente assim. Mas fora dela eles também existem.
O sindico do prédio que faz acordo com o pintor pra cobrar um pouquinho mais e ganhar o "por fora" às custas dos outros condominos.
Os que fraudam concorrências nem que seja só pra ver seu nome colocado em destaque no painel da obra.
O colega que "sem querer" entrega um erro do outro pro chefe.
A amiga que descuidadamente "deixa escapar" pro namorado da outra uma mentira que ela disse a ele ou uma traição ou que ela falou mal da mãe dele.
Até nas igrejas! Eu conheço gente capaz de puxar o tapete do outro só pra poder ler o evangelho lá na frente durante a missa.
Ou carregar o andor.
Como eu sou completamente cretina nesse assunto, como eu não sei nem começar a puxar tapete de ninguém, gostaria mesmo de saber se existe um manual pra eu estudar um pouco porque, francamente, tá na hora de eu aprender.
Eu já sou um animal em vias de extinção, só não gostaria de desaparecer tão depressa!
Será que a pessoa se torna sacana ao longo dos anos ou vem com um gene específico?
Porque é impressionante o que eu conheço de gente sacana se dando bem nesse mundo e de gente honesta, digna, se ferrando.
Ok, vc vai vir com aquele papo de que com o tempo o sacana se dá mal e que a gente sempre sabe da desgraça do digno mas não a do sacana porque ele esconde.
Pode ser, mas isso não faz com que eu entenda.
Tem gente que não tem o menor escrúpulo em puxar o tapete do companheiro ao lado pra se dar bem.
Gente que jura de pé juntos que nunca mais vai participar de um negócinho pouco licito mas que assim que aparece a chance se agarra a ela.
Não estou falando do cara que vai no barraco e rouba a comida de alguém que tem ainda menos que ele.
Não! Porque o sacana é muito, muito pior que isso.
Ele arma, ele arquiteta, ele faz complô e depois posa de bem feitor.
Ele jura até pra si mesmo que não faz nada de mal.
Na política está lotado de gente assim. Mas fora dela eles também existem.
O sindico do prédio que faz acordo com o pintor pra cobrar um pouquinho mais e ganhar o "por fora" às custas dos outros condominos.
Os que fraudam concorrências nem que seja só pra ver seu nome colocado em destaque no painel da obra.
O colega que "sem querer" entrega um erro do outro pro chefe.
A amiga que descuidadamente "deixa escapar" pro namorado da outra uma mentira que ela disse a ele ou uma traição ou que ela falou mal da mãe dele.
Até nas igrejas! Eu conheço gente capaz de puxar o tapete do outro só pra poder ler o evangelho lá na frente durante a missa.
Ou carregar o andor.
Como eu sou completamente cretina nesse assunto, como eu não sei nem começar a puxar tapete de ninguém, gostaria mesmo de saber se existe um manual pra eu estudar um pouco porque, francamente, tá na hora de eu aprender.
Eu já sou um animal em vias de extinção, só não gostaria de desaparecer tão depressa!
Sexta-feira, Junho 27, 2008
Dias de celebridade
Estava contando pra Ju e comecei a me lembrar de umas coisas divertidas que já passei na vida.
Eu tenho um amigo que há uns anos atrás tinha um posto muito importante na polícia federal. Hoje ele já é aposentado.
Ele sempre me ajudava no embarque e desembarque quando eu ia e vinha da França, principalmente quando eu estava com as crianças e tinha aquela fila quilométrica na alfandega.
Ele sempre mandava uma pessoa pra me ajudar com as crianças ou agilizar a saída de malas, essas coisas.
Um dia eu estava indo pra Paris via Roma com meus filhos que na época deviam estar com uns 4 e 2 anos.
Em São Paulo, ainda em Cumbica, ele me perguntou se eu queria ajuda em Roma e eu disse que sim mas nem imaginava que ajuda seria essa e não me ocorreu perguntar.
Quando nós pousamos lá em Roma o comandante pediu que ninguém saisse do avião, entraram 2 caras imensos e vieram até a minha poltrona, pegaram minhas malas de mão e uma criança cada um e nós saímos primeiro de todo mundo e tinha um carro me esperando na porta do avião.
Entramos e fomos levados pra uma sala vip (com café da manhã e uma mocinha que me trouxe o telefone pra eu avisar meu marido que meu voo estava no horário. Na época não existia celular) de onde eu só sai de novo escoltada pelos grandões pra pegar o voo pra Paris.
Eu me senti a própria celebridade!
Eu tenho um amigo que há uns anos atrás tinha um posto muito importante na polícia federal. Hoje ele já é aposentado.
Ele sempre me ajudava no embarque e desembarque quando eu ia e vinha da França, principalmente quando eu estava com as crianças e tinha aquela fila quilométrica na alfandega.
Ele sempre mandava uma pessoa pra me ajudar com as crianças ou agilizar a saída de malas, essas coisas.
Um dia eu estava indo pra Paris via Roma com meus filhos que na época deviam estar com uns 4 e 2 anos.
Em São Paulo, ainda em Cumbica, ele me perguntou se eu queria ajuda em Roma e eu disse que sim mas nem imaginava que ajuda seria essa e não me ocorreu perguntar.
Quando nós pousamos lá em Roma o comandante pediu que ninguém saisse do avião, entraram 2 caras imensos e vieram até a minha poltrona, pegaram minhas malas de mão e uma criança cada um e nós saímos primeiro de todo mundo e tinha um carro me esperando na porta do avião.
Entramos e fomos levados pra uma sala vip (com café da manhã e uma mocinha que me trouxe o telefone pra eu avisar meu marido que meu voo estava no horário. Na época não existia celular) de onde eu só sai de novo escoltada pelos grandões pra pegar o voo pra Paris.
Eu me senti a própria celebridade!
Silvinha
A Silvinha Araújo foi enterrada ontem e eu não tive tempo de ir ao enterro ou de escrever algo sobre ela.
Eu a conheci há muito tempo e ela me ensinou tanta coisa sobre música, sobre colocação vocal.
Cantamos muito juntas, gravamos muito jingle.
Ela e o Eduado iam à minha casa e ela adorava a coalhada que minha mãe fazia. Ficamos horas sentados na cozinha tomando coalhada e comendo bolo de milho, dando risadas das histórias dela lá de Minas.
Frequentavamos o mesmo clube de Campo e nunca me esqueço que naquela época a estrada era de terra e quando o tempo estava muito seco ela brincava que quando assoava o nariz, por causa da terra vermelha, saia tijolo.
Fazia uns anos que não nos víamos mas eu sempre quis bem a ela e senti muito ela ter morrido tão nova.
Numa das fotos do album do meu casamento, bem na primeira fileira está ela e a filha, Monica.
Silvinha foi feliz. Sei que passou por momentos muito dificeis mas teve um marido apaixonado por ela por 41 anos e filhos que a amaram incondicionalmente.
Ganhou dinheiro fazendo aquilo que mais gostava: cantar.
Os anjos estão com o coro reforçado!
Eu a conheci há muito tempo e ela me ensinou tanta coisa sobre música, sobre colocação vocal.
Cantamos muito juntas, gravamos muito jingle.
Ela e o Eduado iam à minha casa e ela adorava a coalhada que minha mãe fazia. Ficamos horas sentados na cozinha tomando coalhada e comendo bolo de milho, dando risadas das histórias dela lá de Minas.
Frequentavamos o mesmo clube de Campo e nunca me esqueço que naquela época a estrada era de terra e quando o tempo estava muito seco ela brincava que quando assoava o nariz, por causa da terra vermelha, saia tijolo.
Fazia uns anos que não nos víamos mas eu sempre quis bem a ela e senti muito ela ter morrido tão nova.
Numa das fotos do album do meu casamento, bem na primeira fileira está ela e a filha, Monica.
Silvinha foi feliz. Sei que passou por momentos muito dificeis mas teve um marido apaixonado por ela por 41 anos e filhos que a amaram incondicionalmente.
Ganhou dinheiro fazendo aquilo que mais gostava: cantar.
Os anjos estão com o coro reforçado!
Quarta-feira, Junho 25, 2008
Eu odeio o frio
Odeio! Do mais profundo de minha alma.
Não acho nada elegante a gente andar cheio de roupas, não gosto de sentir meus pés frios 24 hs por dia, não suporto não ter vontade de sair da cama.
Eu odeio esse vento gelado numa terra sem calefação e aquecimento.
Eu não gosto do escurecer cedo do inverno, sinto falta de mais horas de sol, do calor do sol.
Não chego a achar que precisa ser quente como na linha do Equador mas francamente, temperatura média em 12 graus pra mim não dá.
Quando eu era pequena até achava divertido sair da cama na fazenda e dar com o gramado da frente da casa todo branco de geada.
Pegar um galho de mato e vê-lo quebrar como um pedaço de pau de tão gelado.
Anos mais tarde, o lugar onde eu peguei as temperaturas mais baixas foi na Dinamarca. Cheguei lá com -30º.
Mas a gente não fica exposto ao frio, tudo é aquecido. O banheiro do aeroporto de Copenhaguem era aquecido.
Quando fiz intercambio a minha "mãe" inglesa reclamava que eu deixava o aquecedor ligado muito forte no meu quarto. Lá em Londres a casa tinha um timer pro aquecimento funcionar. Ele desligava de madrugada e de manhã, lá pelas 6 ligava de novo. Depois desligava de novo por volta das 9 da manhã e só ia voltar a ligar lá pelas 4 horas pra casa estar aquecida quando a família voltava da escola e do trabalho.
Um dia eu peguei uma baita gripe e fiquei de cama sem ir pra escola. Passei um frio do cão porque não tinha como reprogramar o cretino do aquecedor.
Morei muito tempo em lugares muito frios e nem assim me acostumei.
Ah....Canoa Quebrada, me espere que um dia eu chego e vou ser feliz com sua temperatura sempre quentinha, seu vento morno e o céu estrelado.
Não acho nada elegante a gente andar cheio de roupas, não gosto de sentir meus pés frios 24 hs por dia, não suporto não ter vontade de sair da cama.
Eu odeio esse vento gelado numa terra sem calefação e aquecimento.
Eu não gosto do escurecer cedo do inverno, sinto falta de mais horas de sol, do calor do sol.
Não chego a achar que precisa ser quente como na linha do Equador mas francamente, temperatura média em 12 graus pra mim não dá.
Quando eu era pequena até achava divertido sair da cama na fazenda e dar com o gramado da frente da casa todo branco de geada.
Pegar um galho de mato e vê-lo quebrar como um pedaço de pau de tão gelado.
Anos mais tarde, o lugar onde eu peguei as temperaturas mais baixas foi na Dinamarca. Cheguei lá com -30º.
Mas a gente não fica exposto ao frio, tudo é aquecido. O banheiro do aeroporto de Copenhaguem era aquecido.
Quando fiz intercambio a minha "mãe" inglesa reclamava que eu deixava o aquecedor ligado muito forte no meu quarto. Lá em Londres a casa tinha um timer pro aquecimento funcionar. Ele desligava de madrugada e de manhã, lá pelas 6 ligava de novo. Depois desligava de novo por volta das 9 da manhã e só ia voltar a ligar lá pelas 4 horas pra casa estar aquecida quando a família voltava da escola e do trabalho.
Um dia eu peguei uma baita gripe e fiquei de cama sem ir pra escola. Passei um frio do cão porque não tinha como reprogramar o cretino do aquecedor.
Morei muito tempo em lugares muito frios e nem assim me acostumei.
Ah....Canoa Quebrada, me espere que um dia eu chego e vou ser feliz com sua temperatura sempre quentinha, seu vento morno e o céu estrelado.
Nunca trabalhei tanto como depois de desempregada!
Tradução, faxina, aulas particulares, compras de supermercado, filha que vai viajar e mais tradução e mais tradução.
Yeah baby, money makes the world goes round.
Tradução, faxina, aulas particulares, compras de supermercado, filha que vai viajar e mais tradução e mais tradução.
Yeah baby, money makes the world goes round.
Domingo, Junho 22, 2008
Homenagem franco-brasileira aos 100 anos da imigração japonesa
Sexta-feira, Junho 20, 2008
Clichê
"Você é forte!"
Cada vez que alguém me fala isso eu ouço na cabeça a musiquinha das Organizações Tabajara e junto a frase "Seus problemas acabaram".
Sim, você é forte é por isso seus problemas somem! Ora, caspite, todo mundo sabe que esse negócio de ser forte é bom pra quem trabalha com mudanças.
Eu sou forte, em amplo sentido, mas tem horas que dá uma tremenda canseira de tanta fortaleza e eu queria mesmo era uma colinho.
Sim, eu sou forte! E espero que essa fortaleza me traga frutos bons, verdadeiros, palpáveis porque eu estou cheia de uma vida de faz de conta.
Estou investindo em várias áreas e não faço idéia do que o futuro me trará. Justo eu que tenho tanto horror a insegurança do amanhã.
Mas enfim, eu não coloquei minha vida nas mãos de Deus, ela foi jogada, então o negócio é confiar e fazer o que aparece.
Sim, Senhor, eu sou forte mas favor não forçar a barra!
Cada vez que alguém me fala isso eu ouço na cabeça a musiquinha das Organizações Tabajara e junto a frase "Seus problemas acabaram".
Sim, você é forte é por isso seus problemas somem! Ora, caspite, todo mundo sabe que esse negócio de ser forte é bom pra quem trabalha com mudanças.
Eu sou forte, em amplo sentido, mas tem horas que dá uma tremenda canseira de tanta fortaleza e eu queria mesmo era uma colinho.
Sim, eu sou forte! E espero que essa fortaleza me traga frutos bons, verdadeiros, palpáveis porque eu estou cheia de uma vida de faz de conta.
Estou investindo em várias áreas e não faço idéia do que o futuro me trará. Justo eu que tenho tanto horror a insegurança do amanhã.
Mas enfim, eu não coloquei minha vida nas mãos de Deus, ela foi jogada, então o negócio é confiar e fazer o que aparece.
Sim, Senhor, eu sou forte mas favor não forçar a barra!
Quarta-feira, Junho 18, 2008
Vamos em frente que atrás vem gente
Quando eu fico triste eu choro. Choro muito!
Mas vocês não tem noção do que é o meu muito.
Só que a hora que eu decido que chega eu tasco em frente.
Estou magoada sim, desempregada também, mas derrotada nunca!
Hoje conversando com minha mãe lembramos de uma amiga minha que há alguns anos perdeu o filho de 19 anos num acidente de automóvel.
Isso é problema! Isso é dor!
Emprego a gente pode perder que sempre tem outro, ou a gente cria outra oportunidade mas aqueles que a gente ama e que se vão são a dor verdadeira que pode acalmar mas que não passa.
Nada que venha vai compensar, então, vamos em frente.
Poema de Mario Quintana que minha amada amiga Mani meu mandou via MSN
POEMINHO DO CONTRA
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Mas vocês não tem noção do que é o meu muito.
Só que a hora que eu decido que chega eu tasco em frente.
Estou magoada sim, desempregada também, mas derrotada nunca!
Hoje conversando com minha mãe lembramos de uma amiga minha que há alguns anos perdeu o filho de 19 anos num acidente de automóvel.
Isso é problema! Isso é dor!
Emprego a gente pode perder que sempre tem outro, ou a gente cria outra oportunidade mas aqueles que a gente ama e que se vão são a dor verdadeira que pode acalmar mas que não passa.
Nada que venha vai compensar, então, vamos em frente.
Poema de Mario Quintana que minha amada amiga Mani meu mandou via MSN
POEMINHO DO CONTRA
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Segunda-feira, Junho 16, 2008
Kick in the ass
Quando a gente tem 15 anos e um namorado termina com a gente sem explicação, só porque discurtiu assim, do dia pra noite, a gente se sente uma merda.
Eu não terminei com namorado mas estou me sentindo assim.
Ser vitima de algo injusto é sempre muito dificil mas eu prefiro acreditar que coisas boas virão na minha vida.
Por um lado eu me sinto péssima e por outro aliviada.
Enfim...faz parte da vida a gente ter essa dualidade.
Eu não terminei com namorado mas estou me sentindo assim.
Ser vitima de algo injusto é sempre muito dificil mas eu prefiro acreditar que coisas boas virão na minha vida.
Por um lado eu me sinto péssima e por outro aliviada.
Enfim...faz parte da vida a gente ter essa dualidade.
Sábado, Junho 14, 2008
Ah que belo sábado!


Nada como começar o fim de semana vendo coisas bonitas:
E dando muita risada:
Objetos Não Identificados
Tem horas que eu esqueço então ponho aqui mais uma vez para que sempre que eu me sinta a última das criaturas, pisada e humilhada eu me lembre:
"SE NECESSÁRIO FOR SENTAR-ME-EI A BEIRA DO RIO E ESPERAREI O CADAVER DO MEU INIMIGO PASSAR".
e sempre passa!
"SE NECESSÁRIO FOR SENTAR-ME-EI A BEIRA DO RIO E ESPERAREI O CADAVER DO MEU INIMIGO PASSAR".
e sempre passa!
Quarta-feira, Junho 11, 2008
Chororô
Leio algo que me emociona muito e choro na frente do computador.
De repente abrem-se as comportas e aquelas lágrimas que o dia inteiro eu joguei pro lado resolvem despencar e, minha mãe que não entende nada, fica parada me olhando com um ponto de interrogação estampado no rosto.
A gente pode fingir o tempo todo que nada está acontecendo mas uma hora vem aquela voz implacável e te diz que a sua vidinha mediocre continua a mesma e a mesma será.
Não importa o quanto você lute pra mudá-la.
De repente abrem-se as comportas e aquelas lágrimas que o dia inteiro eu joguei pro lado resolvem despencar e, minha mãe que não entende nada, fica parada me olhando com um ponto de interrogação estampado no rosto.
A gente pode fingir o tempo todo que nada está acontecendo mas uma hora vem aquela voz implacável e te diz que a sua vidinha mediocre continua a mesma e a mesma será.
Não importa o quanto você lute pra mudá-la.
Da série: o dinheiro não traz felicidade mas...
Comprar vestidos de $$$$$$ nunca foi meu sonho. Nem ter um porsche ou jóias magnificas.
Agora tem umas frescuras que eu adoraria.
Minha querida amiga Ferdi foi pra Cancun a trabalho, mas ainda assim, trabalho em Cancun, o que não é de todo mal.
Ela mostrou umas fotos do hotel, do quarto do hotel, da vista do pier do hotel.
Umas camas pra tomar sol! É não é chaise long nem cadeiras, são uns camões assim grandes e confortáveis.
Eu sonho com isso. E com uma banheira daquelas dignas de reis (e não adianta me falar que motel tem banheira que eu não quero ir pra motel pra ter que tomar banho de banheira real), com muito óleo de banho perfumado e espumas e uma televisão de plasma colocada ao alcance da vista pra assistir Grey´s Anatomy dentro da banheira. Com uma taça de champagne do lado.
Toalhas felpudas. Toneladas de toalhas felpudas e roupão fofinho com pantufas fofinhas coordenadas.
Uma frescura que eu sonho e sempre menciono aqui é ser como Jackie Kennedy e ter os lençois da cama trocados diariamente.
Dizem que se ela resolvesse tirar uma soneca no meio do dia mandava trocar os lençois mesmo que eles tivessem sido trocados pela manhã.
No quesito frescurite eu teria um(a) massagista de plantão. Quando eu quero mando chamar.
E manicure também porque até pra lixar a minha unha eu sou um desastre.
Um lap top pra andar sempre a mão e eu poder escrever minhas bobagens onde quer que fosse.
Ah, e um quebra-galho. Aquele tipo de pessoa que resolve tudo pra vc. De lampada queimada a trocar o óleo do carro e lembrar de comprar o presente da sobrinha.
Alguém que colocasse todos os meus papéis em ordem e que vivesse atrás de mim pra me lembrar de onde eu coloco as coisas.
Vários estojos de maquiagem com o básico espalhados: no carro, na bolsa de trabalho, na bolsa de passeio, nos banheiros, até no quarto. Não que eu use maquiagem mas é que quando eu decido usar ela nunca está por perto então eu desisto.
E passagens, muitas, pros mais variados locais do mundo. De primeira classe pra mim e pra todos os que eu quiser que me acompanhem.
Só isso!
Agora tem umas frescuras que eu adoraria.
Minha querida amiga Ferdi foi pra Cancun a trabalho, mas ainda assim, trabalho em Cancun, o que não é de todo mal.
Ela mostrou umas fotos do hotel, do quarto do hotel, da vista do pier do hotel.
Umas camas pra tomar sol! É não é chaise long nem cadeiras, são uns camões assim grandes e confortáveis.
Eu sonho com isso. E com uma banheira daquelas dignas de reis (e não adianta me falar que motel tem banheira que eu não quero ir pra motel pra ter que tomar banho de banheira real), com muito óleo de banho perfumado e espumas e uma televisão de plasma colocada ao alcance da vista pra assistir Grey´s Anatomy dentro da banheira. Com uma taça de champagne do lado.
Toalhas felpudas. Toneladas de toalhas felpudas e roupão fofinho com pantufas fofinhas coordenadas.
Uma frescura que eu sonho e sempre menciono aqui é ser como Jackie Kennedy e ter os lençois da cama trocados diariamente.
Dizem que se ela resolvesse tirar uma soneca no meio do dia mandava trocar os lençois mesmo que eles tivessem sido trocados pela manhã.
No quesito frescurite eu teria um(a) massagista de plantão. Quando eu quero mando chamar.
E manicure também porque até pra lixar a minha unha eu sou um desastre.
Um lap top pra andar sempre a mão e eu poder escrever minhas bobagens onde quer que fosse.
Ah, e um quebra-galho. Aquele tipo de pessoa que resolve tudo pra vc. De lampada queimada a trocar o óleo do carro e lembrar de comprar o presente da sobrinha.
Alguém que colocasse todos os meus papéis em ordem e que vivesse atrás de mim pra me lembrar de onde eu coloco as coisas.
Vários estojos de maquiagem com o básico espalhados: no carro, na bolsa de trabalho, na bolsa de passeio, nos banheiros, até no quarto. Não que eu use maquiagem mas é que quando eu decido usar ela nunca está por perto então eu desisto.
E passagens, muitas, pros mais variados locais do mundo. De primeira classe pra mim e pra todos os que eu quiser que me acompanhem.
Só isso!
Terça-feira, Junho 10, 2008
Animais
Normalmente eu gosto muito mais dos animais do que de gente.
Claro que na categoria gente não se incluem algumas pessoas que amo mas a maioria.
O mundo está povoado de gente estúpida, gente que não se dá ao trabalho de pensar, que vende a alma ao diabo por qualquer trocado.
E num canto, ali, jogados às traças estamos nós, os que sentimos piedade, os que amamos, os que nos importamos e o que é pior, os que pensamos.
Agora a noite minha mãe assistia a qualquer coisa na televisão que falava de maus tratos a papagaios contrabandeados. Num momento o reporter dizia que o papagaio estava doente mas mesmo assim estava sendo negociado.
Eu tive que ligar o som pra não ouvir o resto porque eu choro.
Me deixa profundamente infeliz ver que o homem não se contenta em fazer sofrer aos da sua raça mas faz sofrer a tudo a sua volta.
Esse mundo está mais que podre. Já está em decomposição!
Claro que na categoria gente não se incluem algumas pessoas que amo mas a maioria.
O mundo está povoado de gente estúpida, gente que não se dá ao trabalho de pensar, que vende a alma ao diabo por qualquer trocado.
E num canto, ali, jogados às traças estamos nós, os que sentimos piedade, os que amamos, os que nos importamos e o que é pior, os que pensamos.
Agora a noite minha mãe assistia a qualquer coisa na televisão que falava de maus tratos a papagaios contrabandeados. Num momento o reporter dizia que o papagaio estava doente mas mesmo assim estava sendo negociado.
Eu tive que ligar o som pra não ouvir o resto porque eu choro.
Me deixa profundamente infeliz ver que o homem não se contenta em fazer sofrer aos da sua raça mas faz sofrer a tudo a sua volta.
Esse mundo está mais que podre. Já está em decomposição!
O mar
Eu preciso ir ver o mar.
Tá, eu sei que eu estive em janeiro no Ceará e no R.G. do Norte mas já são 6 meses e eu preciso do mar.
Preciso ver o mar, cheirar o mar, andar na beira da praia mesmo que a água esteja gelada.
Pra mim é como se o mar levasse embora todos os sentimentos ruins que eu possa ter.
Não existe meditação melhor do que ficar sentada vendo as ondas arrebentarem na praia.
Nem som mais bonito.
Eu preciso ver o mar!
Tá, eu sei que eu estive em janeiro no Ceará e no R.G. do Norte mas já são 6 meses e eu preciso do mar.
Preciso ver o mar, cheirar o mar, andar na beira da praia mesmo que a água esteja gelada.
Pra mim é como se o mar levasse embora todos os sentimentos ruins que eu possa ter.
Não existe meditação melhor do que ficar sentada vendo as ondas arrebentarem na praia.
Nem som mais bonito.
Eu preciso ver o mar!
Segunda-feira, Junho 09, 2008
Ai meus sais!
Eu não tenho saco com gente "ai dodói", gente xiliquenta, gente que acha que tudo na sua vida é o pior possível. Gente que vive choramingando pra todo mundo em todos os lugares.
Não tenho!
Eu choro sim e choramingo sim no meu canto.
Aqui é meu, meu canto então eu me dou ao direito, mas eu não fico telefonando, chamando no msn, alugando o ouvido do coitado que cruza comigo com meus problemas e tristezas.
Tem gente que conta um problema e você sabe a solução. Você já passou por aquilo, você conta o que pode ajudar. O que te aconteceu é a mesma coisa que está acontecendo com ela mas ela faz questão de falar "ah não, mas meu caso é mais complicado".
Eu não tenho a menor paciência pra gente assim, largo falando sozinha!
Minha filha já sabe então tem dias que ela fala "mãe me deixa chorar e reclamar" e ai eu deixo porque sei que ela naquele momento precisa daquilo, mas tem gente que precisa disso o tempo todo.
Precisa de afago na cabeça, de colinho o tempo todo.
Pombas, será que essas pessoas não sabem que existe um baita mundo lá fora com pessoas com problemas de verdade? Daqueles do tipo, uma bomba caiu na minha casa e matou toda minha família?
Ou um terremoto destruiu tudo o que de material eu tinha e ainda matou meu filho?
Caspite! Acorda!
Não tenho!
Eu choro sim e choramingo sim no meu canto.
Aqui é meu, meu canto então eu me dou ao direito, mas eu não fico telefonando, chamando no msn, alugando o ouvido do coitado que cruza comigo com meus problemas e tristezas.
Tem gente que conta um problema e você sabe a solução. Você já passou por aquilo, você conta o que pode ajudar. O que te aconteceu é a mesma coisa que está acontecendo com ela mas ela faz questão de falar "ah não, mas meu caso é mais complicado".
Eu não tenho a menor paciência pra gente assim, largo falando sozinha!
Minha filha já sabe então tem dias que ela fala "mãe me deixa chorar e reclamar" e ai eu deixo porque sei que ela naquele momento precisa daquilo, mas tem gente que precisa disso o tempo todo.
Precisa de afago na cabeça, de colinho o tempo todo.
Pombas, será que essas pessoas não sabem que existe um baita mundo lá fora com pessoas com problemas de verdade? Daqueles do tipo, uma bomba caiu na minha casa e matou toda minha família?
Ou um terremoto destruiu tudo o que de material eu tinha e ainda matou meu filho?
Caspite! Acorda!
Quinta-feira, Junho 05, 2008
Terapia, aqui me tens de regresso
Tomei coragem e liguei pra psicologa.
Não tenho grana pra pagá-la mas ela vai ter que dar um jeito.
Tenho lidado sozinha com a minha ansiedade e depressão desde janeiro e agora o bicho ta pegando feio.
Seja o que Deus quiser!
Não tenho grana pra pagá-la mas ela vai ter que dar um jeito.
Tenho lidado sozinha com a minha ansiedade e depressão desde janeiro e agora o bicho ta pegando feio.
Seja o que Deus quiser!
Receitas novas
A lá na minha cozinha, depois de longo e tenebroso inverno, tem algumas receitas novas.
A maioria é light (pelo menos a minha consciencia não pesa).
A maioria é light (pelo menos a minha consciencia não pesa).
Quarta-feira, Junho 04, 2008
Os produtos contra pulgas e carrapatos que a gente põe nos cachorros funciona mesmo. Os carrapatos agora vem todos em mim.
- Xiza, eu num to entendo nada! ele diz.
E eu penso que eu também não. Principalmente o que ele está fazendo na minha aula.
As vezes, muitas vezes, eu tenho os pensamentos mais loucos. Tenho vontade de mandar tudo a merda mas penso no plano de saúde e respiro fundo. Ai eu penso: "e se eu ficar sem plano de saúde? que importa se eu precisar do SUS e morrer? Mas a merda é que a gente não morre e ainda é capaz de ficar dando trabalho pra filho então o negócio é aguentar os absurdos e ter plano de saúde.
Cada vez que eu recebo meu hollerit minha depressão ataca!
Eu queria ter esperança. Nem que fosse um pequenininha, minuscula, um fio de esperança porque eu me agarraria nele e talvez desse pra puxar a cabeça pra fora d´água.
Mas pra onde eu olho não vejo nada que me ajude a ter esperança.
Eu tinha uma coisa pra me orgulhar de mim. Perdi essa também!
- Xiza, eu num to entendo nada! ele diz.
E eu penso que eu também não. Principalmente o que ele está fazendo na minha aula.
As vezes, muitas vezes, eu tenho os pensamentos mais loucos. Tenho vontade de mandar tudo a merda mas penso no plano de saúde e respiro fundo. Ai eu penso: "e se eu ficar sem plano de saúde? que importa se eu precisar do SUS e morrer? Mas a merda é que a gente não morre e ainda é capaz de ficar dando trabalho pra filho então o negócio é aguentar os absurdos e ter plano de saúde.
Cada vez que eu recebo meu hollerit minha depressão ataca!
Eu queria ter esperança. Nem que fosse um pequenininha, minuscula, um fio de esperança porque eu me agarraria nele e talvez desse pra puxar a cabeça pra fora d´água.
Mas pra onde eu olho não vejo nada que me ajude a ter esperança.
Eu tinha uma coisa pra me orgulhar de mim. Perdi essa também!
Terça-feira, Junho 03, 2008
Eternamente é como o estalar de dedos.
Parece rápido mas pode perdurar infinitamente.
Eternamente parece muito mas a gente não é eterno então é só a medida da nossa vida. Ou daquilo que acreditamos que seja a vida.
Eternamente é aqui e agora.
Ah meu querido, eu te amo eternamente.
Parece rápido mas pode perdurar infinitamente.
Eternamente parece muito mas a gente não é eterno então é só a medida da nossa vida. Ou daquilo que acreditamos que seja a vida.
Eternamente é aqui e agora.
Ah meu querido, eu te amo eternamente.
Domingo, Junho 01, 2008
Meu segundo nome é incoerência
Se meu sobrenome é insegurança o segundo nome é incoerência.
Eu adoro o silêncio mas não vivo sem música.
Vivo fazendo dietas mas tenho um blog culinário e amo ir pra cozinha inventar pratos.
Não suporto novelas mas adoro seriados americanos, até os mais bobinhos.
Tenho a maior preguiça do mundo pra fazer exercicios fisicos mas depois que começo não quero parar.
Estou permanentemente apaixonada mas não tenho um alvo pra minha paixão. Coisa assim de escutar "I only have eyes for you" e me sentir a mais apaixonada das criaturas só que sem um namorado.
Amo meu cachorro mas as vezes poderia dá-lo pra primeira pessoa que pedisse.
Luto pela verdade mas admito que algumas mentiras são mais que necessárias. Chegam a ser vitais.
Adoro o Brasil e não me vejo morando em outro lugar mas as vezes a nomade que mora dentro de mim tem vontade de passar mais uns anos em outros paises.
Curto a boemia ao mesmo tempo que gosto de deitar cedo.
Não dou valor a bens materiais mas adoro umas "viadagens" do tipo maquiagem e perfumes importados.
Me considero uma "largada" mas quando me arrumo gosto do resultado.
Posso ser uma fera quando estou brava e ao meu tempo sou uma manteiga derretida.
Não ligo pra dinheiro mas quero ganhar na mega sena.
Não me incomodo de ter 50 anos mas odeio olhar no espelho e ver ruguinhas no canto da boca e o pescoço que nunca me deixa mentir a idade.
Quero ser magra mas adoro comer.
Ah...realmente eu posso adotar incoerencia como meu segundo nome.
Eu adoro o silêncio mas não vivo sem música.
Vivo fazendo dietas mas tenho um blog culinário e amo ir pra cozinha inventar pratos.
Não suporto novelas mas adoro seriados americanos, até os mais bobinhos.
Tenho a maior preguiça do mundo pra fazer exercicios fisicos mas depois que começo não quero parar.
Estou permanentemente apaixonada mas não tenho um alvo pra minha paixão. Coisa assim de escutar "I only have eyes for you" e me sentir a mais apaixonada das criaturas só que sem um namorado.
Amo meu cachorro mas as vezes poderia dá-lo pra primeira pessoa que pedisse.
Luto pela verdade mas admito que algumas mentiras são mais que necessárias. Chegam a ser vitais.
Adoro o Brasil e não me vejo morando em outro lugar mas as vezes a nomade que mora dentro de mim tem vontade de passar mais uns anos em outros paises.
Curto a boemia ao mesmo tempo que gosto de deitar cedo.
Não dou valor a bens materiais mas adoro umas "viadagens" do tipo maquiagem e perfumes importados.
Me considero uma "largada" mas quando me arrumo gosto do resultado.
Posso ser uma fera quando estou brava e ao meu tempo sou uma manteiga derretida.
Não ligo pra dinheiro mas quero ganhar na mega sena.
Não me incomodo de ter 50 anos mas odeio olhar no espelho e ver ruguinhas no canto da boca e o pescoço que nunca me deixa mentir a idade.
Quero ser magra mas adoro comer.
Ah...realmente eu posso adotar incoerencia como meu segundo nome.
To me achando
Descobri que tenho uma leitora na Alemanha!
Camila, adorei conhecê-la!
Camila, adorei conhecê-la!


