Quinta-feira, Julho 31, 2008
" ... a vida não é só isso que se vê, é um pouco mais..."
(do samba Sei lá Mangueira)
A vida é engraçadissima. Se alguém me contasse que eu ia trabalhar tanto desempregada eu teria dado risada.
Bom, a verdade é que desempregada é só na falta de carteira assinada porque eu tenho minhas aulas particulares e tenho tido uma quantidade absurda de textos pra traduzir.
Alguns são bons, outros são mortalmente chatos.
Fato é que antes eu tinha pelo menos um tempinho pra olhar o jornal, assistir alguma coisa na tevê e agora nem tempo pra passar os olhos nos blogs dos amigos.
Todos os dias, mas todos sem falta, eu agradeço a Deus pelos meus pais terem me obrigado a estudar muitas línguas.
A vida é engraçadissima. Se alguém me contasse que eu ia trabalhar tanto desempregada eu teria dado risada.
Bom, a verdade é que desempregada é só na falta de carteira assinada porque eu tenho minhas aulas particulares e tenho tido uma quantidade absurda de textos pra traduzir.
Alguns são bons, outros são mortalmente chatos.
Fato é que antes eu tinha pelo menos um tempinho pra olhar o jornal, assistir alguma coisa na tevê e agora nem tempo pra passar os olhos nos blogs dos amigos.
Todos os dias, mas todos sem falta, eu agradeço a Deus pelos meus pais terem me obrigado a estudar muitas línguas.
Segunda-feira, Julho 28, 2008
Fatos da vida
- Se uma pessoa magra, por natureza, fica nervosa e emagrece ainda mais de nervoso todo mundo morre de pena.
Se uma pessoa com tendência a engordar fica nervosa e por isso engorda ainda mais, todo mundo "mete o pau" e chama de "gordo sem vergonha".
- Dá muito mais sensação de atividade e importância quando o camarada diz que está numa "conference call", do que se ele disser que está no telefone.
- Antigamente as empresas tinham departamento pessoal, agora só tem "recursos humanos".
- Só realmente não se incomoda com a opinião alheia quem mora numa ilha deserta.
- Entre ter pena de uma animal irracional ou de um humano irracional eu fico com o primeiro.
- Cigarro faz mal, bebida alcóolica fazem mal, drogas fazem mal, excesso de peso faz mal, anorexia faz mal, falta de atividade fisica faz mal, atividade fisica em excesso faz mal e por ai vai. Eu concluo: viver faz mal!
- Eu não sou pessimista. Muito pelo contrário, sou consciente. O que está ruim hoje ainda é bom porque pode ficar muito pior amanhã.
- Faça do seu travesseiro seu melhor amigo!
Se uma pessoa com tendência a engordar fica nervosa e por isso engorda ainda mais, todo mundo "mete o pau" e chama de "gordo sem vergonha".
- Dá muito mais sensação de atividade e importância quando o camarada diz que está numa "conference call", do que se ele disser que está no telefone.
- Antigamente as empresas tinham departamento pessoal, agora só tem "recursos humanos".
- Só realmente não se incomoda com a opinião alheia quem mora numa ilha deserta.
- Entre ter pena de uma animal irracional ou de um humano irracional eu fico com o primeiro.
- Cigarro faz mal, bebida alcóolica fazem mal, drogas fazem mal, excesso de peso faz mal, anorexia faz mal, falta de atividade fisica faz mal, atividade fisica em excesso faz mal e por ai vai. Eu concluo: viver faz mal!
- Eu não sou pessimista. Muito pelo contrário, sou consciente. O que está ruim hoje ainda é bom porque pode ficar muito pior amanhã.
- Faça do seu travesseiro seu melhor amigo!
Domingo, Julho 27, 2008
Sabe o que acontece quando você fica viúva cedo e sua mãe vem morar com você? Perde o direito de viver.
Não, eu não sou filha única mas meu irmão tem mulher e filhas e um emprego e na visão da minha mãe ele é sempre muito mais atarefado que eu.
Não, eu não posso abrir a porta e ir embora e não é porque eu não tenha pra onde ir nem condições de me manter.
Sim, eu já falei, expliquei, fiz um quadro explicando pro meu irmão porque ele precisa, pelo menos de vez em quando, vir levar minha mãe pra passear.
Não, ninguém vai se incomodar se eu ficar 24 hs acordada pra terminar a tradução que é pro dia 30 se eu ficar de baba da minha santa mãezinha que não pode se privar de ir ao supermercado no domingo, o dia que eu já implorei pra ela nao ir, mesmo não estando faltando nada em casa.
Enquanto meus filhos eram pequenos eu vivi pra eles.
Agora eu tenho que viver esperando a minha hora de viver.
Ou melhor, de morrer!
Não, eu não sou filha única mas meu irmão tem mulher e filhas e um emprego e na visão da minha mãe ele é sempre muito mais atarefado que eu.
Não, eu não posso abrir a porta e ir embora e não é porque eu não tenha pra onde ir nem condições de me manter.
Sim, eu já falei, expliquei, fiz um quadro explicando pro meu irmão porque ele precisa, pelo menos de vez em quando, vir levar minha mãe pra passear.
Não, ninguém vai se incomodar se eu ficar 24 hs acordada pra terminar a tradução que é pro dia 30 se eu ficar de baba da minha santa mãezinha que não pode se privar de ir ao supermercado no domingo, o dia que eu já implorei pra ela nao ir, mesmo não estando faltando nada em casa.
Enquanto meus filhos eram pequenos eu vivi pra eles.
Agora eu tenho que viver esperando a minha hora de viver.
Ou melhor, de morrer!
A costela
Então né, já faz 3 semanas.
Eu to indo sacar dinheiro no caixa eletronico pra pagar a faxineira, lá vou eu feliz e satisfeita com meu iphode nos ouvidos pensando que indo à pé eu estou preservando a natureza, economizando dinheiro e fazendo exercicio, la la la.
Atravesso a avenida na faxia para pedestres onde tem um semáforo, bem na frente do Wall Mart.
Quando estou chegando no canteiro central não vejo uma deformação no asfalto que levantou um degrau, tropeço e me estatelo na calçada do canteiro.
Hoje em dia tem a tal da mulher melancia, a mulher melão, pois eu ali virei mulher jaca. Podre, desabada da árvore.
Na hora senti aquela dor, velha conhecida minha, porque eu já quebrei duas costelas do lado esquerdo e dessa vez era do lado direito.
Mas também doia a mão, que eu apoiei no queda, e o joelho que bati na calçada.
E a vergonha de parecer uma gorda ridiculo estatelada no chão.
Vieram dois homens que estavam um pouco a minha frente me ajudar a levantar e bravamente eu levantei, fui ao caixa eletronico no supermercado, saquei o dinheiro, encontrei duas amigas e voltei pra casa com muita, muita dor.
Como eu naquele momento estava sem plano de saúde fiz o que médico havia receitado da outra vez: remédio pra dor e anti-inflamatório.
Agora que o plano de saúde já voltou eu fui só pra confirmar o que eu sabia: está quebrado!
Costela não tem o que fazer, é anti-inflamatório e o tempo.
O roxo do joelho curei com pomada de arnica, e a mão ainda dói mas não quebrou nada.
Só me incomoda mesmo é pra virar na cama à noite e o fato de eu não poder correr de manhã. Mal e mal consigo caminhar depressa.
Mas...eu não sou o John McLane mas decididamente sou dura de matar.
Se morasse nos USA eu metia um processo na prefeitura e ainda faturava uma grana, aqui se eu processar a prefeitura perigas de me arrancarem algum dinheiro!
Eu to indo sacar dinheiro no caixa eletronico pra pagar a faxineira, lá vou eu feliz e satisfeita com meu iphode nos ouvidos pensando que indo à pé eu estou preservando a natureza, economizando dinheiro e fazendo exercicio, la la la.
Atravesso a avenida na faxia para pedestres onde tem um semáforo, bem na frente do Wall Mart.
Quando estou chegando no canteiro central não vejo uma deformação no asfalto que levantou um degrau, tropeço e me estatelo na calçada do canteiro.
Hoje em dia tem a tal da mulher melancia, a mulher melão, pois eu ali virei mulher jaca. Podre, desabada da árvore.
Na hora senti aquela dor, velha conhecida minha, porque eu já quebrei duas costelas do lado esquerdo e dessa vez era do lado direito.
Mas também doia a mão, que eu apoiei no queda, e o joelho que bati na calçada.
E a vergonha de parecer uma gorda ridiculo estatelada no chão.
Vieram dois homens que estavam um pouco a minha frente me ajudar a levantar e bravamente eu levantei, fui ao caixa eletronico no supermercado, saquei o dinheiro, encontrei duas amigas e voltei pra casa com muita, muita dor.
Como eu naquele momento estava sem plano de saúde fiz o que médico havia receitado da outra vez: remédio pra dor e anti-inflamatório.
Agora que o plano de saúde já voltou eu fui só pra confirmar o que eu sabia: está quebrado!
Costela não tem o que fazer, é anti-inflamatório e o tempo.
O roxo do joelho curei com pomada de arnica, e a mão ainda dói mas não quebrou nada.
Só me incomoda mesmo é pra virar na cama à noite e o fato de eu não poder correr de manhã. Mal e mal consigo caminhar depressa.
Mas...eu não sou o John McLane mas decididamente sou dura de matar.
Se morasse nos USA eu metia um processo na prefeitura e ainda faturava uma grana, aqui se eu processar a prefeitura perigas de me arrancarem algum dinheiro!
Eu cai na rua e quebro uma costela o John McLane - Duro de matar 4, cai de uma prédio, de um poço de elevador, sobrevive a 10 explosões, queda de avião, viaduto, mais 10 explosões, 50 batidas de automóvel, queda de helicoptero e não quebra nada! Cacilda!
Sábado, Julho 26, 2008
Eu sempre comento aqui o quanto eu não gosto de novelas, é bobagem mas...eu não gosto.
MInha mãe essa novela das 21 hs da Globo "A Favorita" e como ela é meio surdinha assiste no último volume e quando eu estou em casa, mesmo estando em outro cômodo eu escuto.
As vezes eu fecho a porta (o que deveria fazer sempre) mas em outras, como ontem, eu estou no computador mas não dá pra não ouvir.
Fico impressionada com o grau de violência verbal e psicológica da novela.
Falam da tal novela dos mutantes que eu nunca vi nem 5 minutos, criticam que tem cenas de brigas e sangue mas é ficção.
É como assistir MIB, vc sabe que aqueles monstros verdes e extra-terrestres não existem e podeme xplodir a cabeça deles que o máximo que a gente sente é nojo.
Agora ontem, eu voui uma cena da Lilia Cabral com aquele outro que só faz papel de jagunço, peão, assassino (o coitado nunca é escalado pra fazer grão-fino) e era algo deprimente.
Porque existe gente daquele jeito. Existem homens e mulheres que vivem aquilo no dia a dia.
Existem pessoas doentes e manipuladoras capazes de levar alguém à loucura.
Só quem já viveu próximo de alguém assim pode contar o horror que é.
Meu pai não fazia isso com minha mãe mas fazia comigo e com meu irmão.
Procurava pelo em ovo e se não achava inventava e lá vinha uma verdadeira guerra psicológica, nos acusando do que não haviamos feito, e no fim nos castigando sem que a gente soubesse porque.
Ele costumava dizer "vc pode não saber porque está de castigo mas eu sei porque estou castigando".
Isso é de uma crueldade atrós.
Essas marcas ficam pra sempre. E o que é pior, a gente tem tendência a repetir o padrão.
Tanto eu como meu irmão fizemos terapia e procuramos ser razoáveis, as vezes as coisas escapam do controle.
Brigo com minha filha, muito, demais mesmo, e as vezes brigamos violentamente, mas eu espero que ela não considere que torno a vida dela um inferno em permanencia.
Momentos infernais na vida das pessoas são inevitáveis, brigas são inevitáveis, agora crueldade, crueldade mental, crueldade continua, a pessoas procurar nos mínimos detalhes motivos pra humilhar, pra pisar, usar das palavras pra transformar o outro em menos que nada...pra mim é inadmissível.
Eu a partir de hoje me recuso a ouvir qualquer coisa dessa novela.
Ontem fiquei mal, passando mal, acho que isso só atrai coisas ruins para quem assiste mas não adianta, não consigo fazer minha mãe deixar de ver.
Então ela que veja mas eu quero distancia.
MInha mãe essa novela das 21 hs da Globo "A Favorita" e como ela é meio surdinha assiste no último volume e quando eu estou em casa, mesmo estando em outro cômodo eu escuto.
As vezes eu fecho a porta (o que deveria fazer sempre) mas em outras, como ontem, eu estou no computador mas não dá pra não ouvir.
Fico impressionada com o grau de violência verbal e psicológica da novela.
Falam da tal novela dos mutantes que eu nunca vi nem 5 minutos, criticam que tem cenas de brigas e sangue mas é ficção.
É como assistir MIB, vc sabe que aqueles monstros verdes e extra-terrestres não existem e podeme xplodir a cabeça deles que o máximo que a gente sente é nojo.
Agora ontem, eu voui uma cena da Lilia Cabral com aquele outro que só faz papel de jagunço, peão, assassino (o coitado nunca é escalado pra fazer grão-fino) e era algo deprimente.
Porque existe gente daquele jeito. Existem homens e mulheres que vivem aquilo no dia a dia.
Existem pessoas doentes e manipuladoras capazes de levar alguém à loucura.
Só quem já viveu próximo de alguém assim pode contar o horror que é.
Meu pai não fazia isso com minha mãe mas fazia comigo e com meu irmão.
Procurava pelo em ovo e se não achava inventava e lá vinha uma verdadeira guerra psicológica, nos acusando do que não haviamos feito, e no fim nos castigando sem que a gente soubesse porque.
Ele costumava dizer "vc pode não saber porque está de castigo mas eu sei porque estou castigando".
Isso é de uma crueldade atrós.
Essas marcas ficam pra sempre. E o que é pior, a gente tem tendência a repetir o padrão.
Tanto eu como meu irmão fizemos terapia e procuramos ser razoáveis, as vezes as coisas escapam do controle.
Brigo com minha filha, muito, demais mesmo, e as vezes brigamos violentamente, mas eu espero que ela não considere que torno a vida dela um inferno em permanencia.
Momentos infernais na vida das pessoas são inevitáveis, brigas são inevitáveis, agora crueldade, crueldade mental, crueldade continua, a pessoas procurar nos mínimos detalhes motivos pra humilhar, pra pisar, usar das palavras pra transformar o outro em menos que nada...pra mim é inadmissível.
Eu a partir de hoje me recuso a ouvir qualquer coisa dessa novela.
Ontem fiquei mal, passando mal, acho que isso só atrai coisas ruins para quem assiste mas não adianta, não consigo fazer minha mãe deixar de ver.
Então ela que veja mas eu quero distancia.
Quinta-feira, Julho 24, 2008
Chove chuva
Choveu um pouquinho. Só um pouquinho mas a grama ficou toda contente e verdinha.
Numa das cerejeiras que plantaram no jardim japones aqui ao lado tem florzinhas.
A coisa mais linda.
Amanhã se eu lembrar de levar a camera tiro fotos porque flores de cerejeiras, como diz minha filha, parecem desenhos japoneses.
Numa das cerejeiras que plantaram no jardim japones aqui ao lado tem florzinhas.
A coisa mais linda.
Amanhã se eu lembrar de levar a camera tiro fotos porque flores de cerejeiras, como diz minha filha, parecem desenhos japoneses.
Pombas !!!
Tive verdadeiro acesso de riso conversando com um senhor de uma casa vizinha aqui do prédio.
Ele mora no bairro desde que aqui eram só chácaras e hoje isso aqui parece os "jardins" em SP de tanta loja, avenida, comércio.
A casa dele dá de frente pra uma avenida que foi totalmente reformada e agora tem ciclovia, pista de caminhada etc.
Ao lado da casa dele há uns 10 anos construiram uma igreja da Congregação Cristã. O único problema dele com a igreja é que os cultos são gritados e é uma cantoria de enlouquecer.
Não bastasse isso o pessoal da igreja instalou uma lixeira enorme do outro lado da avenida mas bem na frente da casa dele.
Bom, passa o mundo por lá e joga lixo. Vem gente de dois quarteirões adiante levar o lixo lá o que não teria nada de mais se os gatos, cachorros e pombos não rasgassem os sacos de lixo e espalhassem sujeira pra todo lado.
Ele me contou que foi juntando pombo, juntando pombo, aumentando o número de pombos por causa do alimento fácil.
Dai ele entrou em contato com a prefeitura e reclamou mas ninguém fez nada.
Reclamou com o pessoal da igreja e ninguém fez nada.
Outro dia o cachorro dele estava doente e ele levou-o ao veterinário que disse que era a doença "do carrapato" e ele ficou besta porque como que o cachorro que não sai na rua ia pegar carrapato?
O veterinário contou que as pombas levavam os carrapatos pro quintal dele.
Hoje eu passei lá e ele estava arrancando a lixeira.
Como os parafusos estavam enferrujados ela não queria sair então ele estava com uma serra serrando os ferros.
Coitado estava louco da vida.
E disse que se as pessoas continuarem colocando lixo ali ele vai chamar a polícia e/ou fazer um massacre de pombos.
Ele mora no bairro desde que aqui eram só chácaras e hoje isso aqui parece os "jardins" em SP de tanta loja, avenida, comércio.
A casa dele dá de frente pra uma avenida que foi totalmente reformada e agora tem ciclovia, pista de caminhada etc.
Ao lado da casa dele há uns 10 anos construiram uma igreja da Congregação Cristã. O único problema dele com a igreja é que os cultos são gritados e é uma cantoria de enlouquecer.
Não bastasse isso o pessoal da igreja instalou uma lixeira enorme do outro lado da avenida mas bem na frente da casa dele.
Bom, passa o mundo por lá e joga lixo. Vem gente de dois quarteirões adiante levar o lixo lá o que não teria nada de mais se os gatos, cachorros e pombos não rasgassem os sacos de lixo e espalhassem sujeira pra todo lado.
Ele me contou que foi juntando pombo, juntando pombo, aumentando o número de pombos por causa do alimento fácil.
Dai ele entrou em contato com a prefeitura e reclamou mas ninguém fez nada.
Reclamou com o pessoal da igreja e ninguém fez nada.
Outro dia o cachorro dele estava doente e ele levou-o ao veterinário que disse que era a doença "do carrapato" e ele ficou besta porque como que o cachorro que não sai na rua ia pegar carrapato?
O veterinário contou que as pombas levavam os carrapatos pro quintal dele.
Hoje eu passei lá e ele estava arrancando a lixeira.
Como os parafusos estavam enferrujados ela não queria sair então ele estava com uma serra serrando os ferros.
Coitado estava louco da vida.
E disse que se as pessoas continuarem colocando lixo ali ele vai chamar a polícia e/ou fazer um massacre de pombos.
A pessoa que comentou anonimamente usou uma figura que é exatamente o que sinto: "cumprindo pena".
Sim! Nesses últimos anos eu sinto que estou "cumprindo a minha pena".
Não quero que vejam isso como uma lámuria, uma reclamação porque não é.
É uma constatação.
Como alguém "condenado" tem dias que são melhores, que a gente consegue olhar pro céu e ver a beleza do azul, o brilho do sol, e tem dias que tudo é cinza chumbo.
Mas não importa como a gente veja o dia a verdade é que a gente está ali, encarcerado.
Sim, eu posso me libertar. Eu posso abrir a cela e sair. Apenas não é hora.
Porque tem muita gente e muita coisa que me impedem de dar um outro rumo pra minha vida, dar uma continuidade diferente a minha história.
O que me dói, o que machuca, é que a gente faz escolhas e sacrificios pensando que está fazendo o bem a si e a todos a sua volta e de repente só estamos colocando mais correntes em volta dos pés.
Sim eu cumpro pena. Pago o preço das escolhas que fiz.
Não me arrependo, apenas me dou o direito de imaginar que poderia ter sido de outra forma.
As vezes estamos muito infelizes, e as vezes temos vontade de cantar pela rua, e tudo isso faz parte da vida.
Não tem lógica ou muita explicação, apenas é!
Sim! Nesses últimos anos eu sinto que estou "cumprindo a minha pena".
Não quero que vejam isso como uma lámuria, uma reclamação porque não é.
É uma constatação.
Como alguém "condenado" tem dias que são melhores, que a gente consegue olhar pro céu e ver a beleza do azul, o brilho do sol, e tem dias que tudo é cinza chumbo.
Mas não importa como a gente veja o dia a verdade é que a gente está ali, encarcerado.
Sim, eu posso me libertar. Eu posso abrir a cela e sair. Apenas não é hora.
Porque tem muita gente e muita coisa que me impedem de dar um outro rumo pra minha vida, dar uma continuidade diferente a minha história.
O que me dói, o que machuca, é que a gente faz escolhas e sacrificios pensando que está fazendo o bem a si e a todos a sua volta e de repente só estamos colocando mais correntes em volta dos pés.
Sim eu cumpro pena. Pago o preço das escolhas que fiz.
Não me arrependo, apenas me dou o direito de imaginar que poderia ter sido de outra forma.
As vezes estamos muito infelizes, e as vezes temos vontade de cantar pela rua, e tudo isso faz parte da vida.
Não tem lógica ou muita explicação, apenas é!
Quarta-feira, Julho 23, 2008
Além da imaginação
Quanto eu era criança tinha um seriado na televisão com esse nome e hoje me ocorreu que as vezes eu sinto como se fosse o título da minha vida.
Hoje uma aluna nova de frances estava me falando do projeto de viagem dela para a Espanha e França em outubro e eu comecei mostrar a ela mapas e fotos que tenho de tantas viagens que Eric e eu fizemos por aqueles lados.
E fui contando as viagens, as histórias das viagens.
Quando estava voltando pra casa me veio o pensamento de que naquela nem nos meus piores pesadelos eu teria imaginado o que a minha vida se tornaria.
Eu tinha um marido que eu amava, uma casa confortável, filhos lindos e muitos planos e sonhos.
Eu tinha um lar que podia dizer que era meu, com as minhas coisas.
Nós nunca tivemos muito dinheiro mas nunca faltou nada e a gente sempre teve amigos e alegria de sobra.
E quando eu sonhava, ele sonhava comigo e nós faziamos planos.
Planos de viajar pro Egito e pra Israel.
Planos de comprar uma casa maior, com um quintal bom.
E eles acabaram sendo apenas isso: planos!
Eu tinha um marido que eu amava e um monte de cabelos na cabeça, cabelos que ele adora passar a mão.
O cabelo caiu tanto depois do problema da tireoide que hoje é uma coisa disforme e lisa sobre a cabeça.
O que mais me deixa triste é que hoje eu não me incomodo de morar na casa da minha mãe ou debaixo da ponte.
Não me incomoda se minha roupa é fora de moda ou velha ou rasgada. Não me incomoda se quebrarem minhas coisas, roubarem o quase nada que tenho.
Preciso do computador pra trabalhar, de sapato pra sair e roupa pra vestir. Preciso de comida pra comer e os remédios que tenho que tomar e um maldito plano de saúde pra não dar trabalho pros filhos se ficar doente.
Preciso de um chuveiro e um pedaço de sabonete pra me sentir limpa e viva.
O que me deixa triste é que tão pouca coisa importa.
O que me deixa triste é que o tanto de pouca coisa que importa é pisado e cuspido e humilhado até virar migalha.
Talvez a vida seja apenas pra ser assim. Talvez a gente tenha que realmente virar pó pra ser reinventado em alguma outra coisa.
Eu tenho 50 anos e me sinto como se tivesse 350!
Hoje uma aluna nova de frances estava me falando do projeto de viagem dela para a Espanha e França em outubro e eu comecei mostrar a ela mapas e fotos que tenho de tantas viagens que Eric e eu fizemos por aqueles lados.
E fui contando as viagens, as histórias das viagens.
Quando estava voltando pra casa me veio o pensamento de que naquela nem nos meus piores pesadelos eu teria imaginado o que a minha vida se tornaria.
Eu tinha um marido que eu amava, uma casa confortável, filhos lindos e muitos planos e sonhos.
Eu tinha um lar que podia dizer que era meu, com as minhas coisas.
Nós nunca tivemos muito dinheiro mas nunca faltou nada e a gente sempre teve amigos e alegria de sobra.
E quando eu sonhava, ele sonhava comigo e nós faziamos planos.
Planos de viajar pro Egito e pra Israel.
Planos de comprar uma casa maior, com um quintal bom.
E eles acabaram sendo apenas isso: planos!
Eu tinha um marido que eu amava e um monte de cabelos na cabeça, cabelos que ele adora passar a mão.
O cabelo caiu tanto depois do problema da tireoide que hoje é uma coisa disforme e lisa sobre a cabeça.
O que mais me deixa triste é que hoje eu não me incomodo de morar na casa da minha mãe ou debaixo da ponte.
Não me incomoda se minha roupa é fora de moda ou velha ou rasgada. Não me incomoda se quebrarem minhas coisas, roubarem o quase nada que tenho.
Preciso do computador pra trabalhar, de sapato pra sair e roupa pra vestir. Preciso de comida pra comer e os remédios que tenho que tomar e um maldito plano de saúde pra não dar trabalho pros filhos se ficar doente.
Preciso de um chuveiro e um pedaço de sabonete pra me sentir limpa e viva.
O que me deixa triste é que tão pouca coisa importa.
O que me deixa triste é que o tanto de pouca coisa que importa é pisado e cuspido e humilhado até virar migalha.
Talvez a vida seja apenas pra ser assim. Talvez a gente tenha que realmente virar pó pra ser reinventado em alguma outra coisa.
Eu tenho 50 anos e me sinto como se tivesse 350!
Domingo, Julho 20, 2008
Inventar uma vida pra gente
Minha filha chegou da França e me trouxe um recado do tio, irmão do meu marido, alguém com quem eu sempre me dei bastante bem (nós temos a mesma idade, o gosto por música e sempre brinquei com ele que era meu cunhado favorito, numa época que ele era o único).
Meu cunhado mandou que ela me dissesse que eu preciso arrumar um namorado.
E eu fiquei com muita raiva dele.
Mas muita mesmo, uma raiva sentida.
Porque pra ele, como pra maioria das pessoas, parece que eu sou só porque quero, porque fiz essa opção.
Isso não é verdade.
O que eu não faço é sair por ai procurando um namorado, uma marido.
O que eu não faço é aceitar ao meu lado alguém que não tem nada tenha nada em comum comigo simplesmente pra não ficar sozinha.
Dai vem a equação lógica: se eu saio pouco de casa eu conheço poucas pessoas novas e assim sendo as chances de eu conhecer alguém diminuem drasticamente.
Já tive a fase de entrar em salas de bate papo da internet e de conhecer um monte de caras através delas e sinceramente alguns (poucos é verdade) se revelaram pessoas ótimas, alguns eu até namorei.
Não deu certo por "n" razões.
Só que de repente as salas de bate papo na internet se tornaram lugar de procurar por sexo. Real ou virtual mas apenas isso.
E francamente não é isso o que eu procuro.
Meus filhos estão crescidos. São dois adultos mesmo e fazem projetos pra breve. Projetos para quando eles se formarem, o que falta pouco para os dois.
Projetos de sairem do Brasil, de passar um tempo fora daqui.
Minha mãe está velhinha e eu sei que ela não é eterna.
Então eu percebo que a raiva que fiquei do recado do meu cunhado na verdade é a raiva de ter que encarar um realidade: eu estou só.
Isso não me dá medo, nem tristeza.
Isso apenas me mostra que eu agora tenho que inventar uma vida diferente pra mim.
Uma outra vida dentro da minha.
A escola me dava segurança e uma direção.
Quando você tem um emprego de carteira assinada é como quando você está num casamento: ao mesmo tempo que sabe que qualquer um a qualquer momento pode pular fora você sente uma certa segurança.
Era aquele negócio de saber que eu tinha que dormir cedo porque no dia seguinte tinha que levantar cedo e agora se eu quiser ficar traduzindo até as 4 da manhã e acordar ao meio-dia o problema é meu. Quem me acorda é o cachorro.
A minha vida sempre foi instável. Incerta!
E eu sempre corri atrás de segurança. Como se isso existisse.
Mas voltando, meus filhos cresceram e vão viver a vida deles (graças a Deus porque eu teria feito tudo errado se os dois fossem dois covardes agarrados à minha saia), minha mãe vai esatr ai por mais um tempo e eu tenho que inventar uma vida nova pra mim.
Todos os dias.
E se a gente pensar bem que benção é podermos inventar uma vida nova pra nós!
Que benção eu ter capacidade pra fazer tanta coisa que não me obrigue a ficar atrelada a um emprego qualquer.
Que benção eu poder amanhã decidir que se quiser ir morar no Tibet posso pegar meu passaporte e o que achar que pode se necessário e cair na estrada.
Que benção ter saúde, duas pernas, dois braços e uma cabeça que pensa e não viver grudada, colada, apendice na vida de alguém por medo de ser só.
Que benção poder inventar uma vida nova pra mim todos os dias, principalmente sabendo que aqueles a quem eu amo, aqueles que realmente contam pra mim, estão bem e felizes inventando a vida deles.
Meu cunhado mandou que ela me dissesse que eu preciso arrumar um namorado.
E eu fiquei com muita raiva dele.
Mas muita mesmo, uma raiva sentida.
Porque pra ele, como pra maioria das pessoas, parece que eu sou só porque quero, porque fiz essa opção.
Isso não é verdade.
O que eu não faço é sair por ai procurando um namorado, uma marido.
O que eu não faço é aceitar ao meu lado alguém que não tem nada tenha nada em comum comigo simplesmente pra não ficar sozinha.
Dai vem a equação lógica: se eu saio pouco de casa eu conheço poucas pessoas novas e assim sendo as chances de eu conhecer alguém diminuem drasticamente.
Já tive a fase de entrar em salas de bate papo da internet e de conhecer um monte de caras através delas e sinceramente alguns (poucos é verdade) se revelaram pessoas ótimas, alguns eu até namorei.
Não deu certo por "n" razões.
Só que de repente as salas de bate papo na internet se tornaram lugar de procurar por sexo. Real ou virtual mas apenas isso.
E francamente não é isso o que eu procuro.
Meus filhos estão crescidos. São dois adultos mesmo e fazem projetos pra breve. Projetos para quando eles se formarem, o que falta pouco para os dois.
Projetos de sairem do Brasil, de passar um tempo fora daqui.
Minha mãe está velhinha e eu sei que ela não é eterna.
Então eu percebo que a raiva que fiquei do recado do meu cunhado na verdade é a raiva de ter que encarar um realidade: eu estou só.
Isso não me dá medo, nem tristeza.
Isso apenas me mostra que eu agora tenho que inventar uma vida diferente pra mim.
Uma outra vida dentro da minha.
A escola me dava segurança e uma direção.
Quando você tem um emprego de carteira assinada é como quando você está num casamento: ao mesmo tempo que sabe que qualquer um a qualquer momento pode pular fora você sente uma certa segurança.
Era aquele negócio de saber que eu tinha que dormir cedo porque no dia seguinte tinha que levantar cedo e agora se eu quiser ficar traduzindo até as 4 da manhã e acordar ao meio-dia o problema é meu. Quem me acorda é o cachorro.
A minha vida sempre foi instável. Incerta!
E eu sempre corri atrás de segurança. Como se isso existisse.
Mas voltando, meus filhos cresceram e vão viver a vida deles (graças a Deus porque eu teria feito tudo errado se os dois fossem dois covardes agarrados à minha saia), minha mãe vai esatr ai por mais um tempo e eu tenho que inventar uma vida nova pra mim.
Todos os dias.
E se a gente pensar bem que benção é podermos inventar uma vida nova pra nós!
Que benção eu ter capacidade pra fazer tanta coisa que não me obrigue a ficar atrelada a um emprego qualquer.
Que benção eu poder amanhã decidir que se quiser ir morar no Tibet posso pegar meu passaporte e o que achar que pode se necessário e cair na estrada.
Que benção ter saúde, duas pernas, dois braços e uma cabeça que pensa e não viver grudada, colada, apendice na vida de alguém por medo de ser só.
Que benção poder inventar uma vida nova pra mim todos os dias, principalmente sabendo que aqueles a quem eu amo, aqueles que realmente contam pra mim, estão bem e felizes inventando a vida deles.
Comentários
Se você tem problemas para deixar comentários, do genero precisa se cadastrar ou coisas assim, tente agora. Eu tentei arrumar (digo tentei pq sou uma anta internauta) e nao consigo fazer nada alem de postar.
Se não funcionou tente me avisar pelo email gi09@uol.com.br
Se não funcionou tente me avisar pelo email gi09@uol.com.br
Sexta-feira, Julho 18, 2008
Minha mãe assite "MALHAÇÃO" !
Senhor!
Senhor!
Frequentemente eu tenho dúvidas sobre a minha sanidade mental.
Sério mesmo!
Não sei se acontece só comigo porque morro de vergonha de perguntar para as outras pessoas se elas são como eu.
Exemplo: eu posso estar morrendo de sono eu sempre levanto na hora que o cachorro começa a me chamar e as vezes praguejando acabo indo pra rua com ele porque penso que ele não tem culpa de morar num apartamento, ele não pediu pra vir pra cá e ele fica 90% do tempo dele dentro de casa.
Quando a gente sai eu o deixo ir onde quer pela mesma razão.
Agora mesmo eu estou aqui escrevendo e a minha consciência está gritando que ele precisa sair, que está no nosso horário.
Ele está deitado e nem está pedindo mas a minha consciência me inferniza.
Eu quero tomar banho e lavar a cabeça mas sei que antes de fazer o que eu quero vou fazer o que acho que devo.
Nunca, de jeito algum, eu dou algo que eu não gosto para alguém. Se eu ganhei uma malha que "pinica" nunca que vou doá-la na campanha do agasalho.
Posso mostrar para alguém e perguntar se quer e se a pessoa quiser eu dou.
O que não é bom pra mim eu pergunto se é bom para o outro e não vou assumindo que ele queira.
Sempre tomo cuidado quando saio de não beber além a conta, principalmente em lugares onde posso encontrar pais de alunos. Acho a imagem de professor algo sagrado.
Da mesma forma sou incapaz de fumar perto dos meus alunos, mesmo que seja numa festa, num restaurante, num barzinho.
Tenho dentro de mim aquilo que meu exemplo é importante.
Agora eu nem fumo mais mesmo então...
Não peço dinheiro emprestado.
Procuro não fazer promessas se não tiver certeza absoluta de poder cumprí-las.
Não gosto de cumprimentar pessoas estranhas com beijinho no rosto. Se acabei de ser apresentada a alguém eu vou estender a mão.
Valorizo o meu beijo e o dedico a quem gosto.
Detesto gente que "sempre tem o que falar" e adoro gente que sabe ficar ao nosso lado em silêncio.
Qualquer, mas qualquer presente que ganho sempre demonstro gratidão. Pode ser uma bala, mas quem me deu o fez com o coração e merece saber que me agradou.
Sou exigente demais comigo mesma e me irrita ver o quanto as pessoas podem ser condescendentes consigo mesmas. Tem gente que vive justificando seus atos. Odeio isso!
Não acho que meu modo de ser é certo, não mesmo! Só queria ter certeza de que não sou completamente maluca.
Sério mesmo!
Não sei se acontece só comigo porque morro de vergonha de perguntar para as outras pessoas se elas são como eu.
Exemplo: eu posso estar morrendo de sono eu sempre levanto na hora que o cachorro começa a me chamar e as vezes praguejando acabo indo pra rua com ele porque penso que ele não tem culpa de morar num apartamento, ele não pediu pra vir pra cá e ele fica 90% do tempo dele dentro de casa.
Quando a gente sai eu o deixo ir onde quer pela mesma razão.
Agora mesmo eu estou aqui escrevendo e a minha consciência está gritando que ele precisa sair, que está no nosso horário.
Ele está deitado e nem está pedindo mas a minha consciência me inferniza.
Eu quero tomar banho e lavar a cabeça mas sei que antes de fazer o que eu quero vou fazer o que acho que devo.
Nunca, de jeito algum, eu dou algo que eu não gosto para alguém. Se eu ganhei uma malha que "pinica" nunca que vou doá-la na campanha do agasalho.
Posso mostrar para alguém e perguntar se quer e se a pessoa quiser eu dou.
O que não é bom pra mim eu pergunto se é bom para o outro e não vou assumindo que ele queira.
Sempre tomo cuidado quando saio de não beber além a conta, principalmente em lugares onde posso encontrar pais de alunos. Acho a imagem de professor algo sagrado.
Da mesma forma sou incapaz de fumar perto dos meus alunos, mesmo que seja numa festa, num restaurante, num barzinho.
Tenho dentro de mim aquilo que meu exemplo é importante.
Agora eu nem fumo mais mesmo então...
Não peço dinheiro emprestado.
Procuro não fazer promessas se não tiver certeza absoluta de poder cumprí-las.
Não gosto de cumprimentar pessoas estranhas com beijinho no rosto. Se acabei de ser apresentada a alguém eu vou estender a mão.
Valorizo o meu beijo e o dedico a quem gosto.
Detesto gente que "sempre tem o que falar" e adoro gente que sabe ficar ao nosso lado em silêncio.
Qualquer, mas qualquer presente que ganho sempre demonstro gratidão. Pode ser uma bala, mas quem me deu o fez com o coração e merece saber que me agradou.
Sou exigente demais comigo mesma e me irrita ver o quanto as pessoas podem ser condescendentes consigo mesmas. Tem gente que vive justificando seus atos. Odeio isso!
Não acho que meu modo de ser é certo, não mesmo! Só queria ter certeza de que não sou completamente maluca.
Quinta-feira, Julho 17, 2008
Carros e homens
A maioria dos homens que eu conheço gosta de carros. Pode até não ser um expert no assunto mas homem gosta de fiacr polindo, exibindo, discutindo carro.
A maioria das mulheres que eu conheço não liga a mínima pra carro.
Hoje eu fui levar meu possante para trocar o óleo, lavar essas coisas sacais que a gente precisa fazer de vez em quando.
Enquanto estava esperando pensei que deveria ter um serviço de manicure no posto de gasolina. Enquanto a gente espera faz as unhas. Porque ô tempo mal empregado. A gente fica lá mofando. Eu ainda levei tradução pra fazer mas mesmo assim acabei minhas páginas antes deles acabarem a lavagem.
Sou favorável a serviços conjuntos. Acho que filas de espera são uma perda de tempo, assim como espera em consultórios. Deveria existir, sei lá, vários computadores em sala de espera de consultórios assim enquanto alguém espera checa emails, responde, ou simplesmente dá uma olhada nos blogs interessantes.
Ficar lendo revista Caras francamente é de doer!
A maioria das mulheres que eu conheço não liga a mínima pra carro.
Hoje eu fui levar meu possante para trocar o óleo, lavar essas coisas sacais que a gente precisa fazer de vez em quando.
Enquanto estava esperando pensei que deveria ter um serviço de manicure no posto de gasolina. Enquanto a gente espera faz as unhas. Porque ô tempo mal empregado. A gente fica lá mofando. Eu ainda levei tradução pra fazer mas mesmo assim acabei minhas páginas antes deles acabarem a lavagem.
Sou favorável a serviços conjuntos. Acho que filas de espera são uma perda de tempo, assim como espera em consultórios. Deveria existir, sei lá, vários computadores em sala de espera de consultórios assim enquanto alguém espera checa emails, responde, ou simplesmente dá uma olhada nos blogs interessantes.
Ficar lendo revista Caras francamente é de doer!
Segunda-feira, Julho 14, 2008
Generalidades
Todos os meus alunos de hoje desmarcaram aula. É o efeito "mes de julho" (mas todo mundo vai pagar...eheheheh).
Isso propiciou que eu adiantasse bem a tradução e me divertisse um pouco com os absurdos escritos naquele livro.
Posso imaginar o tipo de pessoa que precise de um livro que ensine a limpar a casa, a tirar as "tranqueiras" de dentro dos armários.
E o comentário estarrecido de uma "cliente" do autor dizendo que depois de se livrar da tralha a vida ficou mais leve.
E a conta bancária dela certamente também depois que ela gastou o dinheiro pra comprar o livro dele.
Nos intervalos leio no Uol que num fim de semana de "lei seca" tivemos 57% menos de acidentes de automóvel, o que prova por A + B que as pessoas bebem demais antes de pegar ao volante.
E sim, causam acidentes ainda que digam que "não é um copo de cerveja a mais que vai fazer diferença".
Só quem já teve alguém querido assassinado por um motorista bebado sabe o sentimento de frustração e impotência.
Minha tia querida, irmã da minha mãe, morreu num acidente provocado por um rapaz alcoolizado que "atravessou" o semáforo vermelho e atingiu o carro dela em cheio, bem na porta do lado do motorista, que no caso era ela.
Como era época de copa do mundo, todas as pessoas com quem conversavamos justificavam que "todo mundo estava enchendo a cara mesmo porque o Brasil havia ganho".
Isso foi no dia 09 de julho de 1994 e o Brasil havia ganho da Holanda.
O Brasil ganhou aquela copa e nós perdemos uma pessoa que amavamos muito.
E o rapaz não sofreu nenhum tipo de punição. Nem mesmo auto punição porque ele foi visto no clube de onde minha tia havia acabado de sair naquele dia, uns dias depois, dizendo que havia "dado azar e matado uma velha".
Pra ele era apenas "uma velha", pra nós era uma pessoa especial. E o fato de ter matado aparentemente não o havia afetado.
Um amigo meu perdeu a esposa num acidente estupido onde um motorista embriagado colidiu frontalmente com o carro deles.
Um casal amigo meu perdeu o filho da mesma forma.
Existe no ser humano essa mania de "comigo não acontece".
O ser humano é muito, muito mesmo, profundamente burro!
Isso propiciou que eu adiantasse bem a tradução e me divertisse um pouco com os absurdos escritos naquele livro.
Posso imaginar o tipo de pessoa que precise de um livro que ensine a limpar a casa, a tirar as "tranqueiras" de dentro dos armários.
E o comentário estarrecido de uma "cliente" do autor dizendo que depois de se livrar da tralha a vida ficou mais leve.
E a conta bancária dela certamente também depois que ela gastou o dinheiro pra comprar o livro dele.
Nos intervalos leio no Uol que num fim de semana de "lei seca" tivemos 57% menos de acidentes de automóvel, o que prova por A + B que as pessoas bebem demais antes de pegar ao volante.
E sim, causam acidentes ainda que digam que "não é um copo de cerveja a mais que vai fazer diferença".
Só quem já teve alguém querido assassinado por um motorista bebado sabe o sentimento de frustração e impotência.
Minha tia querida, irmã da minha mãe, morreu num acidente provocado por um rapaz alcoolizado que "atravessou" o semáforo vermelho e atingiu o carro dela em cheio, bem na porta do lado do motorista, que no caso era ela.
Como era época de copa do mundo, todas as pessoas com quem conversavamos justificavam que "todo mundo estava enchendo a cara mesmo porque o Brasil havia ganho".
Isso foi no dia 09 de julho de 1994 e o Brasil havia ganho da Holanda.
O Brasil ganhou aquela copa e nós perdemos uma pessoa que amavamos muito.
E o rapaz não sofreu nenhum tipo de punição. Nem mesmo auto punição porque ele foi visto no clube de onde minha tia havia acabado de sair naquele dia, uns dias depois, dizendo que havia "dado azar e matado uma velha".
Pra ele era apenas "uma velha", pra nós era uma pessoa especial. E o fato de ter matado aparentemente não o havia afetado.
Um amigo meu perdeu a esposa num acidente estupido onde um motorista embriagado colidiu frontalmente com o carro deles.
Um casal amigo meu perdeu o filho da mesma forma.
Existe no ser humano essa mania de "comigo não acontece".
O ser humano é muito, muito mesmo, profundamente burro!
Domingo, Julho 13, 2008
Leia o que está escrito no balão
Saudade
Minha filha foi viajar dia 26 e eu já estou morrendo de saudades dela.
Ainda bem que dessa vez ela volta logo.
Nós nos falamos praticamente todos os dias e ainda assim eu sinto falta dela cantando, mexendo em tudo e baguçando a casa.
Onde ela está tem movimento.
Minha princesa!
Ainda bem que dessa vez ela volta logo.
Nós nos falamos praticamente todos os dias e ainda assim eu sinto falta dela cantando, mexendo em tudo e baguçando a casa.
Onde ela está tem movimento.
Minha princesa!
600 posts
Esse é o post de numero 600 e como tá cheio de gente sem noção escrevendo qualquer coisa na net, eu também posso.
Vejam essa pérola de chamada do uol :
E os ovos? Vão pra sopa também?
Senhor! O mundo pirou de vez!
Vejam essa pérola de chamada do uol :
Glória Maria toma sopa de ninho de passarinho para rejuvenescer
Por favor agora me digam se tem que ser com ou sem merda de passarinho no ninho.E os ovos? Vão pra sopa também?
Senhor! O mundo pirou de vez!
Sábado, Julho 12, 2008
Os 7 pecados capitais
Bom, acho que todo mundo comete um deles as vezes, o meu de hoje é a Preguiça!
Tem dias que uma das coisas mais dificeis pra mim é vencer a preguiça, que dizem é caracteristica do meu signo astrológico.
Eu posso ser ultra trabalhadora mas a preguiça mora lá dentro, bem lá dentro!
Claro que a gula não fica atrás na minha cota de pecados mas...hoje a preguiça levou a medalha de ouro.
E mesmo sofrendo com ela eu consegui dar uma aula de duas horas pra um aluno não muito entusiástico (apesar da boa vontade dele) e traduzir um monte de coisas.
Ainda assim eu sinto que poderia ter feito mais.
Mas a vontade de não fazer nada... ai ai...uahhhhhhhhhhh!
Tem dias que uma das coisas mais dificeis pra mim é vencer a preguiça, que dizem é caracteristica do meu signo astrológico.
Eu posso ser ultra trabalhadora mas a preguiça mora lá dentro, bem lá dentro!
Claro que a gula não fica atrás na minha cota de pecados mas...hoje a preguiça levou a medalha de ouro.
E mesmo sofrendo com ela eu consegui dar uma aula de duas horas pra um aluno não muito entusiástico (apesar da boa vontade dele) e traduzir um monte de coisas.
Ainda assim eu sinto que poderia ter feito mais.
Mas a vontade de não fazer nada... ai ai...uahhhhhhhhhhh!
Revolta
Acordei revoltada!
Eu detesto dar aula no sábado de manhã. Eu sei que devia estar levantando as duas mãos para o céu e agradecendo ter alunos até pra mandar pra outros professores, mas sábado de manhã é cruel.
Quando era o Cássio era legal porque ele é um rapaz inteligente, vivo, animado e as nossas conversas eram muito boas.
Mas o cara que está fazendo aula agora é...morno. Pior que morno é quase frio.
Eu detesto dar aula no sábado de manhã. Eu sei que devia estar levantando as duas mãos para o céu e agradecendo ter alunos até pra mandar pra outros professores, mas sábado de manhã é cruel.
Quando era o Cássio era legal porque ele é um rapaz inteligente, vivo, animado e as nossas conversas eram muito boas.
Mas o cara que está fazendo aula agora é...morno. Pior que morno é quase frio.
Quinta-feira, Julho 10, 2008
Ok que meus dez mil leitores andam ocupadissimos, que a Helga não me ama mais. Que a Eva deixoud e vir aqui e a Ana Lúcia se encheu de rir das minhas desgraças mas poxa, deixem um oi nos comentários.
Isso posto eu pergunto : porque raios alguém vai ler o blog de uma pessoa que não gosta?
Mas tem gente masoquista nessa vida até.
Isso posto eu pergunto : porque raios alguém vai ler o blog de uma pessoa que não gosta?
Mas tem gente masoquista nessa vida até.
Quarta-feira, Julho 09, 2008
Ah, eu adoro 9 de julho

O dia 9 de julho de 1986 caiu também numa quarta-feira.
Como eu sei? Ah, foi o dia que nasceu o menino mais lindo do mundo.
E também ingeligente, educado, engraçado, companheiro, amigo pra todas as horas. Um menino que é uma benção na minha vida.
Claro, meu filho.
Eu me lembro de ficar olhando pra ele ali, recém nascido e pensar que eu nunca tinha visto nada mais lindo!
E até hoje eu sou capaz de ficar olhando pra ele e ter essa mesma sensação.
Que Deus abençoe meu menino e o faça a mais feliz das criaturas da Terra porque ele faz de mim a mais feliz das criaturas da Terra.
Vocês não tem noção de como meu filho é bom!
Segunda-feira, Julho 07, 2008
Socorro
Estou traduzindo um livro que me faz ter a certeza absoluta de que eu sou uma imbecil, não tenho amigos influentes pra me ajudar a publicar uma droga e ganhar rios de dinheiro.
No país onde esse fantástico escritor mora, e suponho seja cidadão, o livro já é considerado um best seller, de um onde posso deduzir que aqui também vai vender feito água.
É livro de auto ajuda, claro! E ajuda e muito o escritor cretino a ficar zilionário e, nós tradutores mal e mal ganhamos pra pagar o provedor por onde vamos enviar a tradução por email.
Alguns anos atrás eu escrevia. Escrevia contos, cronicas, poesia.
Não era coisa de adolescência não, apesar que desde aquela época eu escrevia, mas era um trabalho bastante sério que eu pretendia um dia publicar.
Ai começou esse lance de internet e de sites (foi antes dos blogs) e tinha gente que tinha "site literário" e escrevia contos, cronicas, poesias etc.
Há pouco tempo uma amiga que sabia que eu escrevia me perguntou porque eu não escrevi mais, porque eu não colocava as "minhas coisas" aqui no blog.
Gente, com esse negócio de sites e blogs vejo pessoas que escrevem crônicas com "para eu fazer", ou "senti tanta dó", ou com erros de concordância verbal tão, mas tão graves que tenho vontade de chorar.
Uma dessas pessoas que escrevem o que passa pela cabeça e ousa chamar de "conto" uma vez (isso há uns 8 anos) conversando comigo, pessoalmente, falou "porque nós escritores...".
Aquilo foi a gota d´água. Nunca mais tive coragem de escrever nada porque no meu parco entender "escritor" é quase uma entidade sagrada.
É alguém que para contar uma história dispõe de um mínimo de conhecimento da língua e vocabulário.
Eu posso aceitar que a pessoa diga "eu sou blogueiro" ou "eu tento escrever o que me passa pela cabeça", "eu tenho vontade de um dia ser escritor".
Agora uma pessoa que tem um português paupérrimo, que me disse nunca ter lido Drummond ou Manuel Bandeira vir me falar que é escritora? Me perdoe, eu sou sim elitista.
Ou pelo menos sou a favor do bom senso.
A Fal é escritora, a Cora Ronai é escritora, a Dani Abade é escritora, e outros tantos outros realmente, verdadeiramente escritores.
Com toda certeza do mundo sou eu A imbecil porque na minha frente está um livro que diz "a solução da sua vida está em ser uma pessoa organizada" como se isso fosse a coisa mais original e inteligente do mundo e o cara ganha rios de dinheiro e eu tenho que traduzir páginas e páginas dessa m... e dar horas e horas de aula pra ganhar o suficiente pra pagar as contas.
Meu filho faz aniversário essa semana e o que eu mais queria era poder dar um carro a ele.
Não como aqueles pais que o filho faz 18 anos e ganha um carro. Não!
Meu filho trabalha, fica duas horas num onibus pela manhã e duas a noite, meu filho faz faculdade, e rala, rala muito.
Um carro permitiria que ele dormisse um pouco mais, tomasse café da manhã e chegasse descansado ao trabalho. E ainda chegasse mais cedo á faculdade.
Só que tanto ele quanto eu ganhamos o suficiente pra pagar as contas e damos graças a Deus por isso.
Não sou uma revoltada por não ter dinheiro, sou revoltada em ver que tem gente muito "esperta" que vende seu peixe pra otários ignorantes, e gente que realmente tem talento, (e não estou falando de mim mas daqueles verdadeiros escritores que conheço), está "ralando " na vida mal e mal ganhando pra pagar um plano de saúde.
No país onde esse fantástico escritor mora, e suponho seja cidadão, o livro já é considerado um best seller, de um onde posso deduzir que aqui também vai vender feito água.
É livro de auto ajuda, claro! E ajuda e muito o escritor cretino a ficar zilionário e, nós tradutores mal e mal ganhamos pra pagar o provedor por onde vamos enviar a tradução por email.
Alguns anos atrás eu escrevia. Escrevia contos, cronicas, poesia.
Não era coisa de adolescência não, apesar que desde aquela época eu escrevia, mas era um trabalho bastante sério que eu pretendia um dia publicar.
Ai começou esse lance de internet e de sites (foi antes dos blogs) e tinha gente que tinha "site literário" e escrevia contos, cronicas, poesias etc.
Há pouco tempo uma amiga que sabia que eu escrevia me perguntou porque eu não escrevi mais, porque eu não colocava as "minhas coisas" aqui no blog.
Gente, com esse negócio de sites e blogs vejo pessoas que escrevem crônicas com "para eu fazer", ou "senti tanta dó", ou com erros de concordância verbal tão, mas tão graves que tenho vontade de chorar.
Uma dessas pessoas que escrevem o que passa pela cabeça e ousa chamar de "conto" uma vez (isso há uns 8 anos) conversando comigo, pessoalmente, falou "porque nós escritores...".
Aquilo foi a gota d´água. Nunca mais tive coragem de escrever nada porque no meu parco entender "escritor" é quase uma entidade sagrada.
É alguém que para contar uma história dispõe de um mínimo de conhecimento da língua e vocabulário.
Eu posso aceitar que a pessoa diga "eu sou blogueiro" ou "eu tento escrever o que me passa pela cabeça", "eu tenho vontade de um dia ser escritor".
Agora uma pessoa que tem um português paupérrimo, que me disse nunca ter lido Drummond ou Manuel Bandeira vir me falar que é escritora? Me perdoe, eu sou sim elitista.
Ou pelo menos sou a favor do bom senso.
A Fal é escritora, a Cora Ronai é escritora, a Dani Abade é escritora, e outros tantos outros realmente, verdadeiramente escritores.
Com toda certeza do mundo sou eu A imbecil porque na minha frente está um livro que diz "a solução da sua vida está em ser uma pessoa organizada" como se isso fosse a coisa mais original e inteligente do mundo e o cara ganha rios de dinheiro e eu tenho que traduzir páginas e páginas dessa m... e dar horas e horas de aula pra ganhar o suficiente pra pagar as contas.
Meu filho faz aniversário essa semana e o que eu mais queria era poder dar um carro a ele.
Não como aqueles pais que o filho faz 18 anos e ganha um carro. Não!
Meu filho trabalha, fica duas horas num onibus pela manhã e duas a noite, meu filho faz faculdade, e rala, rala muito.
Um carro permitiria que ele dormisse um pouco mais, tomasse café da manhã e chegasse descansado ao trabalho. E ainda chegasse mais cedo á faculdade.
Só que tanto ele quanto eu ganhamos o suficiente pra pagar as contas e damos graças a Deus por isso.
Não sou uma revoltada por não ter dinheiro, sou revoltada em ver que tem gente muito "esperta" que vende seu peixe pra otários ignorantes, e gente que realmente tem talento, (e não estou falando de mim mas daqueles verdadeiros escritores que conheço), está "ralando " na vida mal e mal ganhando pra pagar um plano de saúde.
Domingo, Julho 06, 2008
Irritaçã é...
Você estar atolada de tradução e lógico usar o computador, e o cooler do maldito fazer um barulho de enlouquecer.
Sexta-feira, Julho 04, 2008
"Pobrema"
O problema de traduzir vários textos sobre assuntos diferentes no mesmo dia é que chega de noite e eu já estou fazendo uma tremenda mistureba.
Não sei mais se é para "por as cartas na mesa" ou usar a mesa pra ler cartas.
Meu cérebro deu nó!
Não sei mais se é para "por as cartas na mesa" ou usar a mesa pra ler cartas.
Meu cérebro deu nó!
Quinta-feira, Julho 03, 2008
Otimismo
No mundo do jeito que está, na vida do jeito que é, ser otimista é um verdadeiro desafio.
Convencer seu "eu" mais profundo de que "o melhor acontece", "amanhã vai melhorar", "Deus fecha uma porta mas abre duas", "nada é por acaso", "não cai uma folha sem que esteja escrito", "a fé remove montanhas" e assim por diante, dá um trabalho imenso porque o tempo todo acontece algo pra nos "puxar" para baixo.
Como eu adoro desafios e coisas dificeis então eu sou otimista.
As vezes, eu sei, vocês lêem aqui coisas que podem fazer parecer o contrário mas eu sou otimista.
Talvez eu seja uma otimista domesticada. Cada vez que eu me pego pensando "não vai dar certo", imediatamente eu procuro dizer "porque não? claro que vai. E se não der é porque não era pra ser e vem coisa melhor".
Gente, dá trabalho.
É necessário estar o tempo todo atenta pra não deixar o mais fácil, ou seja, o pessimismo tomar conta, mas é divertido.
Francamente, a única coisa que o pessimista consegue é provar que ele tinha razão (quando tem) e a alegria do otimista é poder provar ao pessimista que ele está errado.
Certo está Lulu Santos: "A vida vem em ondas como o mar, num indo e vindo infinito. Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo muda o tempo todo no mundo".
E pode mudar pra bem!
Dá trabalho mas...eu nunca gostei das coisas fáceis. Elas são muito menos divertidas.
Convencer seu "eu" mais profundo de que "o melhor acontece", "amanhã vai melhorar", "Deus fecha uma porta mas abre duas", "nada é por acaso", "não cai uma folha sem que esteja escrito", "a fé remove montanhas" e assim por diante, dá um trabalho imenso porque o tempo todo acontece algo pra nos "puxar" para baixo.
Como eu adoro desafios e coisas dificeis então eu sou otimista.
As vezes, eu sei, vocês lêem aqui coisas que podem fazer parecer o contrário mas eu sou otimista.
Talvez eu seja uma otimista domesticada. Cada vez que eu me pego pensando "não vai dar certo", imediatamente eu procuro dizer "porque não? claro que vai. E se não der é porque não era pra ser e vem coisa melhor".
Gente, dá trabalho.
É necessário estar o tempo todo atenta pra não deixar o mais fácil, ou seja, o pessimismo tomar conta, mas é divertido.
Francamente, a única coisa que o pessimista consegue é provar que ele tinha razão (quando tem) e a alegria do otimista é poder provar ao pessimista que ele está errado.
Certo está Lulu Santos: "A vida vem em ondas como o mar, num indo e vindo infinito. Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo muda o tempo todo no mundo".
E pode mudar pra bem!
Dá trabalho mas...eu nunca gostei das coisas fáceis. Elas são muito menos divertidas.
Muito muito muito bom
Quarta-feira, Julho 02, 2008
Momentos históricos
No dia 09 de novembro de 1989 nós estávamos em casa em Chatoux quando o telefone tocou e a Claude nos mandava ligar a televisão porque o muro de Berlim estava sendo derrubado.
Ela ria e chorava ao mesmo tempo e dizia que era maravilhoso estar viva para presenciar aquilo.
Era dia do aniversário do Yaya, pai dela. Ele estava completando 97 anos.
Hoje Ingrid Bettancourt foi libertada depois de 6 anos de cativeiro num claro sinal de enfraquecimento das Farc.
Hoje também é uma data histórica. Talvez não da dimensão da queda do muro de Berlim mas com certeza algo que eu gostaria de ter partilhado com Claude.
Ela ria e chorava ao mesmo tempo e dizia que era maravilhoso estar viva para presenciar aquilo.
Era dia do aniversário do Yaya, pai dela. Ele estava completando 97 anos.
Hoje Ingrid Bettancourt foi libertada depois de 6 anos de cativeiro num claro sinal de enfraquecimento das Farc.
Hoje também é uma data histórica. Talvez não da dimensão da queda do muro de Berlim mas com certeza algo que eu gostaria de ter partilhado com Claude.
Bo 09/01/1930 - 02/07/2008
Hoje é aniversário de morte de Ernest Hemingway e hoje mais uma escritora, artista de primeira qualidade, foi morar no andar de cima.
Claude, ou Bo, como todo mundo há chamava era uma pessoa tão especial, tão extraordinária que quando a gente estava ao lado dela sentia como uma se uma descarga elétrica emanasse de seu corpo.
Ela estava sempre em movimento.
A risada rouca dela, a voz sempre grave e o jeito moleque do alto dos seus 1,75m de altura que sempre pareciam mais porque ela andava ereta.
Ela tinha porte de rainha. Não é para menos que nos anos 60 ela foi modelo da Channel, tendo trabalhado diretamente com Mlle Channel.
Depois ela achou por bem se dedicar apenas à carreira jornalistica e suas cronicas eram delícias cotidianas nos jornais franceses e americanos.
O cabelo sempre muito comprido numa trança, o jeito de eterna modelo e a inteligência aguçada faziam dela uma mulher marcante.
E um ser humano como poucos.
Claude era a pessoa da familia Deschamps que me acolheu de imediato, era a melhor amiga do Eric, além de ser sua tia e madrinha, era nossa confidente.
No enterro do Eric ela ficou à minha esquerda e minha sogra à minha direita.
Claude era o porto seguro de toda a família.
Hoje o céu está mais contente porque recebeu alguém maravilhoso e a Terra está um lugar ainda mais cinza porque nós vamos ter que seguir em frente sem a presença de alguém que só distribuiu amor, alegria, carinho e palavras boas.
Eu falei com ela no dia do aniversário dela e ela me disse que ficaria sem atender o telefone por uns tempos, porque o cancer a estava deixando muito cansada, mas que nós nos comunicariamos por email.
Ela não respondeu aos que eu mandei porque seu estado de saúde foi piorando mas quando falei com Caroline em Maio, ouvi ela dizendo ao fundo "diga que eu a amo".
Eu também te amo Claude! Muito!
Claude, ou Bo, como todo mundo há chamava era uma pessoa tão especial, tão extraordinária que quando a gente estava ao lado dela sentia como uma se uma descarga elétrica emanasse de seu corpo.
Ela estava sempre em movimento.
A risada rouca dela, a voz sempre grave e o jeito moleque do alto dos seus 1,75m de altura que sempre pareciam mais porque ela andava ereta.
Ela tinha porte de rainha. Não é para menos que nos anos 60 ela foi modelo da Channel, tendo trabalhado diretamente com Mlle Channel.
Depois ela achou por bem se dedicar apenas à carreira jornalistica e suas cronicas eram delícias cotidianas nos jornais franceses e americanos.
O cabelo sempre muito comprido numa trança, o jeito de eterna modelo e a inteligência aguçada faziam dela uma mulher marcante.
E um ser humano como poucos.
Claude era a pessoa da familia Deschamps que me acolheu de imediato, era a melhor amiga do Eric, além de ser sua tia e madrinha, era nossa confidente.
No enterro do Eric ela ficou à minha esquerda e minha sogra à minha direita.
Claude era o porto seguro de toda a família.
Hoje o céu está mais contente porque recebeu alguém maravilhoso e a Terra está um lugar ainda mais cinza porque nós vamos ter que seguir em frente sem a presença de alguém que só distribuiu amor, alegria, carinho e palavras boas.
Eu falei com ela no dia do aniversário dela e ela me disse que ficaria sem atender o telefone por uns tempos, porque o cancer a estava deixando muito cansada, mas que nós nos comunicariamos por email.
Ela não respondeu aos que eu mandei porque seu estado de saúde foi piorando mas quando falei com Caroline em Maio, ouvi ela dizendo ao fundo "diga que eu a amo".
Eu também te amo Claude! Muito!
Terça-feira, Julho 01, 2008
Pérola pra que te quero
Bruno Gagliasso se compara a Van Gogh
Não quero filho gay, diz Isabeli Fontana no programa da Hebe
Sinceramente diante de afirmações tão fantásticas eu nem tenho o que dizer!
Essa aqui é realmente boa:
Clique na foto e leia!





