Domingo, Agosto 31, 2008

Presentes

Eu sou fã explicita da Fal

pelo que ela escreve e tenho o prazer de desfrutar da sua amizade. Ela me deu o melhor dos presentes. Aquele que dinheiro nenhum no mundo compra. Aquele que não tem pra vender em lugar algum. Um gesto! Um gesto que ela teve ficará marcado na minha vida para sempre: ficar ao seu lado incondicionalmente.
Isso é a maior demonstração de amizade, carinho, afeto e humanidade.
Fal, você diz que não crê em nada querida, pois o que você fez foi a melhor representação de fé.
Não em mim, ou em você, fé na palavra amizade sincera!
Obrigada!

Não esqueçam


Quem nunca leu a Fal não deve perder essa oportunidade de ficar viciado.

Comfort Food for the Mind

Passear com o cachorro domingo cedo, céu de um azul estonteante. Ipês amarelos, azaléias de todas as cores, rosas. Bem-te-vis cantando alucinadamente, sabiás e o vento geladinho soprando as folhas das muitas árvores que eu não sei o nome.
Café com leite, pão com manteiga e geléia de amora.
Jornal de domingo cheio de pequenas noticias que não fazem mal a ninguém.
Preparar o almoço da família, comprar morangos e tangerinas.
Olhar de novo pro céus azul e ver nuvens branquinhas pintadas lá.

Sexta-feira, Agosto 29, 2008

Carta aberta ao Zé e a Maria

Amados Zé e Maria,
Já que o Zé disse que ele e a amada Maria lêem o bloggi e sabem das coisas eu mando meu recado a vocês por aqui: eu vou ficar bem.
Claro que eu estou triste, danada, com raiva.
Claro que eu poderia ir pro meio da avenida e gritar pra quem quisesse ouvir que tudo isso está muito errado.
Sim, eu meteria a mão na cara de meia dúzia de pessoas envolvidas nisso, mas principalmente na do Paulo e do Dr. Pentelho (o grande devogado argentino).
Mas tudo passa e isso também vai passar.
Quer saber em quem eu mais tenho vontade de dar uma boa surra (não que isso fosse adiantar alguma coisa a não ser aliviar a minha sede de vingança....ahuahahuahuahuhaua)? Naquele biba que me tirou as aulas.
O super mega hiper blaster cretino que se acha a última bolacha do pacote no ensino de inglês.
Mas existe uma lei universal, não está escrita em palavras mas todo mundo já viu essa lei se aplicar: "o que aqui se faz aqui se paga".
Muito bem eu sei que vocês são inteligentes e devem estar se perguntando "mas então você fez algo porque você está pagando?".
Fiz! Fiz algo de muito ruim: tomei decisões erradas.
Fui pelo caminho mais fácil, o de não ter que pensar muito e acabei me danando.
Era fácil acreditar que o Paulo por ser da PV ia ser uma pessoa consciente e me representar devidamente.
Era fácil achar que o tio Lula podia dar conta de um problema que já estava enorme.
Muito antes disso, foi fácil achar que a Shirley e o Edson estavam cuidando de tudo.
Eu realmente só não posso me culpar pelo que eu não sabia. E vocês sabem que eu não sabia do processo ou teria feito algo antes.
Digo e repito: sim eu tenho responsabilidade na demissão do Fábio a partir do momento em que quando eu era sócia da marcenaria ele era funcionário e eu nunca soube se ele era registrado ou não.
Mas se eu tivesse sabido do processo quando ele começou, se eu tivesse sido intimada a comparecer às audiência eu teria pago o que ele pedia na época e hoje não estaríamos todos nessa merda.
Só que essa pequena, minuscula palavra atrapalha tudo "se".
Então hoje eu tenho o que mereci, por isso ou por aquilo mas nada mais do que mereci.
Fiz escolhas erradas lá atrás, muito lá longe.
Hoje eu tenho oportunidade de olhar e dizer: Well, fedeu!
Só que a coisa mais importante da minha vida ninguém me tira: o amor dos meus filhos!
A coisa mais importante pra mim são meus filhos e por eles eu faço qualquer coisa. Qualquer uma!
Então amados Zé e Maria, fiquem tranquilos que enquanto vocês estiverem bem minha vida está bem.
Vocês são felizes? Eu sou feliz!
Vocês são o orgulho maior da minha vida. Minhas obras-primas!
Mais que tudo são meus bebes, meus amigos, meus sorrisos, minhas lágrimas, tudo, tudo.
As coisas que passamos juntos são tristes e marcantes mas só nos fazem mais unidos e unidos somos mais fortes.
Amo vocês tanto, mas tanto que não criaram palavras pra descrever esse amor.
Cuidem-se.
Beijos, bisous, kisses, bacci, besos

Qual era o nome do gato da Alice no País das Maravilhas?
Ele tinha um nome ou era apenas o "gato que ri"?
Desde que me entendo por gente eu tenho um livro na mão.
Aprendi a ler com minha mãe. No café da manhã eu lia tudo o que tivesse um rótulo. E meu pai lia "O Estado de São Paulo" que ninguém podia por a mão antes dele.
Mania! Se alguém lesse o jornal antes dele era uma briga horrenda logo cedo. Ele achava que as pessoas amassavam o jornal, mesmo se tomassem cuidado.
Bom mas, meu pai lia o jornal na mesa do café da manhã e eu do outro lado ia soletrando baixinhos as palavras até elas fazerem sentido.
Anos depois essa cena se repetiria em outros lugares, com outros jornais, em outras línguas.
Li todos os clássicos infantis e depois todos os clássicos da literatura mundial: Dante, Alexandre Dumas, Victor Hugo, Voltaire, Shakespeare, Edgar Allan Poe, Sartre e por ai vai.
Li muitos clássicos brasileiros também. Coisas que hoje ninguém mais lê: "Meu pé de laranja lima", "Éramos seis"; "Floradas na Serra", "A Moreninha"; "Cazuza".
Esse último eu tenho até hoje.
Li Drummond, Verissimo, Jorge Amado, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga, Manuel Bandeira, Mario Quintana, Cecilia Meirelles, Lygia Fagundes Telles, Raquel de Queiroz.
Li Graciliano Ramos e confesso até Paulo Coelho.
Quando os livros não estavam na mão estavam na cabeça. Literalmente.
Minha mãe me fazia andar e sentar com livros na cabeça para treinar a postura ereta.
Não podia deixar cair o livro.
Depois eram as aulas de equitação com o mesmo fim.
Etiqueta à mesa? Conheço toda ordem dos talheres, pratos, copos. Conheço o serviço à francesa: o pratos é retirado pelo lado direito do convidado e o outro colocado pelo lado esquerdo.
Tive aulas de piano.
Nunca fui uma grande virtuose mas me defendia direitinho até o violão me levar para o mal caminho.
Estudei em colégio de freiras, claro! Isso é fundamental numa educação clássica.
Talvez mais nada faça sentido num mundo conectado á internet, onde o que conta é a sua capacidade de raciocinio lógico e a velocidade.
Os talheres, os copos, o serviço á francesa são conhecimento de alguém que já não sou.
Os livros, entretanto, esses serão meus amigos para sempre.
Meus alentos, meus bálsamos, minhas religiões.

Ok meu leitor anonimo, não todos os clássicos porque isso não seria possível, mas sim, li Dante, e Guimarães e Machado que por sinal detesto. Li Descartes e Platão. E tenho coragem de dizer que nunca li Umberto Eco. Abertamente, diferentemente de quem se deixa ficar no anonimato.

Quinta-feira, Agosto 28, 2008

Se chorar me aliviasse...ah...eu choraria rios e ai eu ficaria bem, mas chorar não alivia mais.
E orar não alivia mais.
E nada mais dá vontade ou certeza de coisa alguma.
Não é o carro, não é a injustiça, não é perder o único emprego que eu gostei de ter, não é a falta de um amor, não é a solidão permanente. Não, não é.
Não é a falta de dinheiro, não é a falta de perspectiva, não é...é só tudo junto.
É só olhar pro espelho e ver alguém de quase 51 anos de idade que não está indo a lugar algum, não está construindo nada, não tem futuro algum.
Ah, diz o Pedro, você criou dois filhos maravilhosos e responsáveis e isso é obra sua.
Sim! Eu agradeço todos os dias por eles, não acho que sejam obras minhas e me pergunto:"acabou ai a minha missão?".
Eu quero e trabalho por um mundo melhor, mais justo, mais consciente, responsável, amoroso, solidário.
Então isso deveria preencher meu coração, não?
Sou reconhecida a Deus pela família que tenho e pela minha saúde e a deles e por ter um cachorro que se coça o tempo todo e uma internet que funciona.
E isso deveria bastar, não?
E porque não basta?
Por favor meu caro leitor que comenta como "anonimo", não me venha com a sindrome de Cinderela ou de quem quer que seja.
Minha vida tem sido roubada sim, constantemente nos últimos anos. Posso não conhecer o ladrão ou talvez ele seja eu mesma, mas sim! Existe um ladrão da minha vida.
Não acredito em macumba, mau olhado, trabalho, nada disso. Apenas sei que tudo aquilo que tenho carregado dentro de mim está explodindo em dor.
Eu tive um dia o brilho nos olhos e hoje eu nem sequer consigo achar que tenho olhos.
Não é o carro, ou o fato de eu ir ao lançamento do livro da minha amada Fal de busão, ou meu filho sofrer e se indignar, ou minha mãe repetir "não seja fraca" (sabendo que eu sou), não é a falta crônica de dinheiro, nem o excesso de contas, não é não ter dado um beijo na boca nos últimos 6 anos.
É tudo!
Não é sindrome de nada, e falta de tudo!

Quarta-feira, Agosto 27, 2008

A querida Tata hoje me falou "Querida, não se culpe! Nunca! Por nada! A vida não vale a gente carregar tanta culpa".
Eu não me culpo, eu me envergonho pela minha falta de percepção das coisas, pela minha falta de tato no lidar com a vida prática.
Eu não me culpo, eu me sinto só!
Só pra resolver uma vida que tem muita gente envolvida e ao mesmo tempo é minha.
Eu queria...alguém pra encher a minha bola.
Quero uma coisa boa pra me agarrar.
Claro que eu ter meus filhos e minha mãe com saúde é a coisa mais importante, claro que eu estar bem e ter meus alunos particulares é importante mas...sabe...aquela coisa que faz a gente se sentir "o dono do mundo" mesmo que seja por umas horas?
Um orgulho besta!
As pessoas dizem "algo de muito bom está pra acontecer a sua vida, com certeza" e eu fico ali, vendo se passa o algo de muito bom pra eu agarrar...correndo atrás daquilo que parece ser o algo de muito bom.
Sinceramente? Não me recuperei da minha demissão na escola. Ganho 3 vezes mais dando aula particular mas morro de saudades dos meus alunos, do ambiente, da bagunça da sala de aula, dos meus colegas.
Morro de saudade do orgulho de dizer que dava aula numa das melhores, senão a melhor escola da cidade.
Não, não adianta a gente ficar olhando pra trás ou chorar em cima do leite derramado.
Pra frente é que se anda.
É preciso ter fé!
No fundo do poço tem uma mola...etc, etc, etc.
Mas tem horas que eu preciso de um pouco mais pra me manter viva. Preciso de algo de um pouco mais concreto.
As vezes eu penso se eu sou normal...sério...normal de verdade, ou se a gente considerar que ninguém é normal, se eu sou como a maior parte das pessoas, porque é impressionante o quanto eu consigo ser idiota.
Ajudei uma pessoa num trabalho academico, não é a primeira vez que isso acontece, e a pessoa levou todo o crédito sozinha.
Nem por um minuto ela comentou com quem quer que fosse que eu havia feito 30 ou 40 % do trabalho.
Não eu não fiz pra ser reconhecida, fiz pra ajudar mesmo, e fico feliz que tenha ajudado, mas eu acho incrivel como uma pessoa pode receber os parabéns por um trabalho bem feito sendo que a obra não é só dela.
Eu acho que sou como aquelas misses que ganham premios e agradecem ao pai, a mãe e aos vizinhos, a todos que apoiaram.
Mas...essa sou eu!
E eu hoje não queria ser eu!

Segunda-feira, Agosto 25, 2008

Então, chegou o dia

Quem acompanha o bloggi há tempos sabe que eu estou com um processo trabalhista contra mim, por causa da marcenaria que herdei do Eric, uma história incrivelmente longa e complicada.
Eu, por burrice, arrumei um advogado mais incompetente que o outro que foram perdendo prazos, deixando coisas importantes passar e hoje vieram dois investigadores de polícia com ordem de busca e apreensão do meu carro.
E, lógico, o carro se foi.
O que mais me dói nessa história toda é que eu não fui ouvida. Eu não tive direito a me defender.
Só soube que o processo existia 4 anos depois dele ter sido instaurado. Eu não era dona da marcenaria quando o rapaz foi mandado embora.
Sim, eu era dona quando ele trabalhava lá, foi o Eric que o contratou, mas eu não sabia do processo, se tivesse sabido teria acertado com ele quando a coisa estava em R$ 5.000,00 e hoje eu nem sei em quanto está.
Ou seja, eu não tenho bens, não tenho casa própria, só tinha o carro e agora eu não tenho mais nem o carro.
Se eu fosse budista poderia dizer que a minha situação atual é a ideal.
Nada de material me prende.
Mas eu não sou budista e está doendo.

O meu problema não é falta de boas idéias, é o excesso!
Nem sei o que fazer com tanta.

Sábado, Agosto 23, 2008

O fim do dia

Graças a Deus acabou!
Fizemos o happy hour da mamãe com as amigas dela. Marie fez um bolo muito gostoso e também uma velhinha de pasta americana sentada numa cadeirinha que ficou um charme.
Patrick veio e ainda levou os amigos de infancia dele: João, Daniel, Parra e Onzo.
A Fátima e a Bruna também foram então tinha gente de toda idade e estava bem gostoso.
Mas eu estou acabada porque eu fico sempre apreensiva pra que tudo dê certo.

"Você será lembrada para sempre como a nossa melhor professora e amiga".

Uma ex-aluna deixou esse depoimento no meu Orkut e me fez tão feliz!
Meus alunos serão sempre meus alunos, isso ninguém vai tirar de mim.
Me dói muito estar longe deles mas saber que mesmo a distancia eu estou no coração deles não tem o que pague.

Sexta-feira, Agosto 22, 2008

Modelito ingrato


Também da revista People

Help


Pera ai, e dizem que essa mulher é linda?????? Da revista People

Quinta-feira, Agosto 21, 2008

Sabe aqueles dias que a gente tem vontade de chorar tanto, mas tanto que a cara vai ficar inchada? Hoje é um deles.
Só que não sai uma gota. nada.
Só fica tudo doendo aqui dentro. Doendo muito!

De vez em quando...

... podia acontecer algo muito bom, mas muito bom que desse animo novo pra vida!
Só de vez em quando, nem precisava ser sempre!

Terça-feira, Agosto 19, 2008

88 se festeja!

Minha mãe faz 88 anos no sábado e eu estavba quebrando a cabeça pra pensar em algo diferente pra festejar.
Ela já tomou chá com as amigas num ano, no outro levamos todo mundo para comer pizza e esse anos a gente queria fazer algo diferente e meu irmão não vai estar aqui então vai ter que ser algo em Soroca mesmo.
Ai eu tive a idéia de levá-la com as amigas para um happy hour num bar transado aqui da cidade, o Mandala!
Ai começamos a convidar as velhinhas e eu estava apreensiva achando que elas iam achar uma coisa meio...ousada.
Que nada! Elas estão curtindo adoidado a idéia.
Claro que num horário compatível com a idade dela vai ser happy hour mesmo: a partir das 17 horas.
Mas não tem horas pra acabar.
Os chineses acham que 8 da sorte, bom no caso dela são 88 então vai ser sorte à beça.

Segunda-feira, Agosto 18, 2008

Educação começa em casa - parte 3

Folha On Line:
Celular do mal
Violência, constrangimento e trapaças entram no foco das câmeras de celulares em colégios de SP; torpedos divulgam "brincadeiras"


LETICIA DE CASTRO
DA REPORTAGEM LOCAL

As escolas vetaram e o governo proibiu. Mas todo esse esforço não é suficiente para banir de vez os celulares das escolas. Seja para gravar vídeos, ouvir música ou passar cola, os adolescentes driblam a atenção dos professores e continuam usando o aparelho em plena sala de aula.
A nova mania é filmar brigas e outras "brincadeiras" violentas e constrangedoras, como tapões na cara e montinhos (quando um garoto é derrubado no chão e um grupo se joga em cima dele), e depois distribuir as imagens por bluetooth ou MSN para a turma e ainda jogar o vídeo no YouTube.
Em uma tradicional escola particular de São Paulo, a moda ganhou um nome: "cinco minutos sem perder a amizade".
"É quando um amigo desafia o outro para uma briga de cinco minutos. A idéia é ver quem chora e desiste primeiro", conta André, 16, aluno do segundo ano do ensino médio.
A briga, registrada com a câmera do celular, tem direito a golpes violentos, socos e até chutes. Mas, segundo o garoto, só acontece entre amigos e tudo é levado na "brincadeira".
Graças a essa "brincadeira", na escola dele, um aluno já quebrou um osso da mão e outro machucou o tendão. "Sangrar e ficar com hematomas é comum. Mas a gente também se machuca no futebol, fazer o quê?", diz o garoto, que exibe cicatrizes nos braços, frutos de lutas com os amigos na escola.
Assim como gosta de brigar, André também curte assistir aos vídeos das brigas dos amigos. Para os garotos, quanto mais violento, melhor o vídeo. "É a nossa versão do "vale-tudo" da TV", afirma Gustavo, amigo de André e praticante.
A poucos quarteirões de distância, em outra escola particular, outro tipo de cena é registrada com o celular: em plena sala de aula, enquanto a professora escreve na lousa, um aluno pega outro desprevenido e lhe desfere um forte tapa na nuca, enquanto os colegas ao lado caem na gargalhada.
"Na hora eu rachei o bico, mas depois senti remorso porque o garoto que apanhou era meu amigo e me olhou com uma cara de decepção", confessa João, 16, autor do vídeo.
Ele diz que, entre os colegas, o tapão também é encarado como brincadeira, mas reconhece que, para quem é agredido, é uma humilhação. "Ninguém quer ser o alvo desse tipo de brincadeira", reflete.
Apesar de o vídeo ter sido gravado durante uma aula, João afirma que os professores não perceberam o que estava acontecendo.

De verdade
Mas nem todos os vídeos de brigas no YouTube são mera brincadeira entre amigos.
Na Europa e nos EUA, um fenômeno parecido já preocupa autoridades. Apelidado "happy slapping" (tapa feliz), consiste na agressão de um jovem a outro, que é pego desprevenido, enquanto um dos amigos do agressor filma tudo pela câmera de um celular e depois distribui na internet.
"Quando a violência física é filmada e reproduzida, a dor e o sofrimento do agredido são aumentados porque são compartilhados com milhões de pessoas. O impacto na vida das vítimas é tremendo", afirma Jorge Werthein, diretor-executivo da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), organização internacional que possui um observatório de violência na internet. No Brasil, não há registros oficiais nem pesquisas sobre casos de "happy slapping".
Apesar de haver inúmeros vídeos de brigas entre adolescentes no YouTube, é difícil distinguir quais foram feitos com o consentimento dos envolvidos e quais são casos de pura agressão deliberada.
"Não há uma cultura de denúncia aqui, por isso fica difícil quantificar casos desse tipo", diz a pedagoga Cleo Fante, vice-presidente do Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar.
"O tema da violência nas escolas não está na agenda da educação no Brasil nem na América Latina. Ainda não se percebe a importância e o impacto desse tipo de violência pelos meios eletrônicos", completa Jorge Werthein.

Limites
Para os educadores, é difícil estabelecer o limite entre brincadeira e agressão. "Existe uma sociedade mais agressiva. Há uma banalização da violência. Você agride o seu amigo, tira sangue e continua sendo uma brincadeira? É questionável", afirma Silvana Leporace, coordenadora do serviço de orientação educacional do colégio Dante Alighieri, em São Paulo.
Para além da violência física, o uso das novas tecnologias para agressões veladas e humilhações, o chamado ciberbullying, também preocupa estudiosos.
"Os alunos agem na internet como na vida real, sem perceber que é outro meio, com uma permanência maior", afirma Cristiana Assumpção, coordenadora de tecnologia na educação do colégio Bandeirantes.
"A gente tenta orientar, mas eles acabam divulgando informações pessoais sem avaliar os riscos", observa Cristiana.

A educação começa em casa - parte 2

Deu na Folha de São Paulo:
Aparelho é usado para cola e música

DA REPORTAGEM LOCAL

Quando a aula não agrada, André, aluno do segundo ano do ensino médio de uma escola particular, ajeita o capuz na cabeça, coloca discretamente os fones de ouvido por dentro da blusa e começa a ouvir músicas pelo celular.
Kleber, colega de André, prefere navegar na internet quando o professor não desperta o seu interesse. Já Paulo vai mais longe: gosta de assistir a vídeos pornôs na tela do celular. "Ninguém percebe", garantem.
Se algum professor notar, eles correm o risco de serem expulsos da aula. Mas, segundo eles, isso nunca aconteceu.
Em dia de prova, o aparelho ganha mais uma função. Muitos estudantes fotografam o teste já solucionado e mandam a imagem com as respostas, por bluetooth, para os amigos.
A cola digital, garantem, costuma passar despercebida. "Nas provas de matemática, a gente é autorizado a usar a calculadora do celular, então nem precisa disfarçar o aparelho em cima da mesa", conta Camila, aluna do ensino médio de uma escola estadual, que usa essa técnica e nunca foi notada.
Os bilhetinhos com recados, desenhos e fofocas, que eram passados de carteira em carteira durante a aula, também são coisa do passado. Agora, a comunicação é feita por torpedos.
Se a idéia é interromper a aula e irritar o professor, a tática é outra: basta selecionar um toque que imita a subida de um avião e deixar tocar. O barulho vai aumentando até ficar insuportável. "A gente esconde o celular, e o professor não percebe de onde vem o barulho. É obrigado a interromper a aula e esperar passar", diz André.

A educação começa em casa

Ontem a noite, mais de meia-noite, os dois cachorros da casa vizinha latiam desesperadamente. Isso é comum e a gente ouve os outros moradores do prédio abrirem as janelas e gritarem pedindo silêncio mas de efetivo ninguém faz nada.
Eu tenho o telefone da casa liguei pra lá e pedi que dessem um jeito nos cachorros, pedi com educação e ouvi o seguinte: "eu não posso fechar a boca do cachorro. Cachorro late mesmo!".
Mas ainda assim o marido foi lá e fez os cachorros se calarem.
Ai deu pra ouvir porque os cachorros estavam latindo: a casa ao lado dessa é uma república de estudantes e eles estavam jogando truco aos berros.
Não é a primeira vez, já fomos lá de madrugada, é um saco!
Ligo pra policia que me diz que "pertubar a ordem pública não é crime então a viatura só iria até lá se eu estivesse presente pra fazer o boletim de ocorrência".
Por favor atentem ao detalhe: pertubar a ordem pública não é crime!
Deixei a polícia de lado, troquei de roupa e munida de toda a paciência desse mundo fui até lá.
Claro que os caras estavam bebados e completamente chapados mas escutaram e pararam com o barulho.
Fui jovem e fui da bagunça! Entendo isso!
Sei que não fazem por mal mas há uma diferença entre você fazer bagunça no sábado a noite e no dia seguinte ser um domingo, onde a maioria das pessoas não trabalha e outra você perturbar o descanso de quem no di seguinte tem que ralar.
A molecada da república estuda a noite. São alunos da UFSCAR campus Sorocaba, eu sei porque está nos adesivos dos carros que eles tem na garagem que dá pra ver da rua.
Ou seja, alunos de uma faculdade federal, muito provavelmente de familia rica, moram numa casa enorme e pelo menos 3 tem carro.
Será que ninguém nunca falou a eles que as pessoas ao lado são seres humanos que trabalham e tem direito a viver?
Posso entender episódios esporádicos mas aqui no bairro isso não tem nada de esporádico.
Quando uma universidade se instala numa cidade é motivo de festa e comemoração porque imagina-se que a população esteja ganhando com isso.
Aumentam os negócios, o número de habitantes, a arrecadação.
E lá se vai o sossego dos moradores!
Isso não é caso de atitude do poder público. É falta de educação em casa!
Os pais não conscientizam seus lindos rebentos de que eles não estão sozinhos no mundo.
E longe de papai e mamãe tudo pode!

Sábado, Agosto 16, 2008

Flor de cerejeira


Pobres anõezinhos

Hoje pela manhã eu passeava o Jack e vi isso numa garagem:

Eles deviam realmente ser muito feios pra estarem escondidos assim. Um não conseguiu cobrir o rosto então foi para trás da Branca de neve

O céu está cada vez melhor

Cresci ouvindo Dorival Caymi. Cresci cantando Dorival Caymi.
Uma das maiores emoções da minha vida foi quando uma vez, num grupo de amigos, cantei "Boi da cara preta" junto da minha mãe, a duas vozes.
Alguém gravou, me lembro de ter ouvido a gravação. Infelizmente não lembro quem e não a tenho.
Chorei sentido quando vi a noticia hoje na hora do almoço, por egoismo meu, porque pra ele talvez o corpo já fosse só aquela casca que a gente arrasta.
Obrigada Caymi, por todos as canções que tornaram minha vida mais bonita.

"É tão tarde
A manhã já vem
Todos dormem
A noite também
Só eu velo
Por você meu bem
Dorme, anjo, que o boi pega nenem,
Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina que tem medo de careta.
Lá no céu
Param de cantar
Os anjinhos
Foram se deitar
Mamãezinha precisa descansar
Dorme, anjo, papai vai lhe ninar
Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina que tem medo de careta
Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina que tem medo de careta"

Sexta-feira, Agosto 15, 2008

Ouvi e amei

"Com o mundo do jeito que está Prozac devia ser colocado na água da Sabesp junto com o cloro. Deveria já sair da torneira"!!!

Um dia looooooooooooooooooooongo

Fui pra Águas buscar a Marie e de lá fomos pra SP, pro bairro da Liberdade.
São Paulo é aquele caos na sexta-feira mas eu tinha que aproveitar o feriado aqui então tomei meio litro de coragem e fui.
Deveria ter tomado um litro inteiro.
Eu deveria ter nascido com gps no cérebro porque eu me perco! Eu me perco até em caminho que eu sei imagine no que eu não sei.
E assim, de volta em volta, de congestionamento em congestionamento nós chegamos ao bairro da Liberdade.
Andamos muito, rimos mais ainda.
Descobri que esse jeito meio doido de ser é genético é passei o gene pra minha filha.
Teve uma cena hilária dela fazendo gesto pra cara dar marcha-ré e de repente ela viu um carro vindo e imediatamente começou a fazer o gesto contrário mas com aquela cara de panico, do tipo "ai, vai dar merda!".
Outra hilária, nós duas numa loja cheia de bugigangas japonesas e de repente ela dá de cara com um pacotinho transparente com dois pauzinhos pequenos de madeira com uns gatinhos numa ponta e na outra a madeira meio curvadinha.
Ela pegou o pacotinho e falou pra mim "Olha que gracinha!" e pro vendedor, um japones de uns 50 anos "O que é isso?". Ele fez um gesto em direção ao cabelo, acima da orelha.
Ela falou "Pra prender o cabelo?" e ele "Não, é pra coçar a orelha!".
Ela deu um berro e gritou "Ai! Que nojo!".
Todo mundo que viu a cena rolou de rir.
Depois fomos comprar umas balinhas, cogumelos, essas coisas e uma vendedora muito da sabida nos deu caipirinha de sakê num copinho minusculo.
Eu A-MO sakê!
Não deu outra, voltamos com sakê pra casa.
Agora, francamente, eu já adorava a idéia de não morar em SP e agora vendo a chamada do Uol que diz que a Marta está na frente das pesquisas eu simplesmente tenho certeza que São Paulo é a filial do inferno!

Terça-feira, Agosto 12, 2008

Dentro de mim mora uma mulher "mignone"

Mignone em frances é uma mulher pequena, magra, algo assim como Penelope Cruz, Sandy, esse tipo de mulher.
Eu com meus 1,70m e muitos quilos extras estou longe de ser "mignone" mas, decididamente, dentro de mim mora alguém assim porque eu insisto em passar por espaços que a minha "pequena" figura não passa.
A sala onde eu dou aula fica num salão de cabelereiro. Fui pegar café na mesinha atrás do balcão do caixa e simplesmente dei um encontrão com uma prateleira que fica na passagem entre o balcão e a parede.
Algo que uma pessoa pequena passaria mas uma do meu tamanho deveria desviar.
Mais uma mancha roxa pra minha coleção.
Eu tenho uma cadeira daquelas com rodinhas. Era o primeiro dia de aula do aluno que é envergonhado até a alma.
Um senhor pra quem fazer aula de ingles numa sala onde na frente funciona um salão de cabelereiro que ele tem que atravessar deve ser um tormento.
Ele abaixa a cabeça e passa direto murmurando bom dia pra todas aquelas mulheres com tintas no cabelo, pés em bacias de água e algumas com cera no buço. Uma beleza.
Bom mas era o primeiro dia dele e eu na minha cadeira de rodinhas.
Aula vai , aula vai e lá pelas tantas eu me abaixo pra pegar a minha garrafa de água que estava no chão. Mas ela estava meio longe e eu me inclino, e me inclino e a rodinha se move e eu caio estatelada no chão, de quebra ainda bati a cabeça na estante.
O homem coitado quase infartou.
Envergonhada eu levando depressa e bato a mão no porta lápis que tenho sobre a mesa e voou lápis e clips e canetas pra todo lado.
Dou aquela risada sem graça.
Recolho tudo o continuo a aula.
Ele tem duas horas de aula direto então lá pelas tantas eu ofereci água, café, chá qualquer coisa pro homem e ele recusou tudo.
Perguntei se ele se incomodava se eu tomasse um café e como ele disse não eu fui buscar.
Estou voltando com o copinho plástico de café firme na mão quando tropeço no nada (juro, não tinha nada pra eu tropeçar) e jogo o café nas costas do aluno.
Eu quis morrer de vergonha!
Ainda bem que o café não estava quente.
Ele, gentil e educado, até deu risada e disse que não era meu dia.
Acho que ele só voltou na outra semana porque havia pago o mes inteiro adiantado.
Francamente, essa mulher mignone que existe dentro de mim precisa entender que a mulher de fora é tamanho GG.

Eu e barulhos automotivos

Estamos Marie e eu no carro, eu na direção, e um barulho do lado direito flap flap flap.
Paro o carro o barulho para, ando e o barulho recomeça.
Como se tivesse um papel ou papelão grudado batendo no chão à medida que o carro roda.
Fico p. da vida e comento que vou ter que mandar arrumar seja lá o que for e ela ainda me fala que o barulho havia começado na noite anterior.
Lá pelas tantas a gente para num semaforo e duas pessoas começam a gritar e apontar para o pneu. Abrimos a janela e ouvimos "o pneu está furado".
As duas antas nem por um segundo tinham imaginado que ESSE pudesse ser o problema.
Por uma questão de dignidade feminina eu não troco pneu.
Digam o que quiserem, me chamem do que quiserem, não troco e pronto.
Saco do celular pra ligar pro seguro, afinal, eu pago uma grana todo mes é pra usar né?
Mas antes que atendam um rapaz veio gentilmente se oferecer para trocar.
Claro que ter a boneca da minha filha do lado de fora do carro ajudou muito.
O problema foi resolvido rapidamente mas o meu espanto de que com mais de 30 anos de habilitação eu não tenha percebido que era o pneu não passa.
Definitivamente esse negócio de ouvir um barulhinho no carro e identificar a origem é algo masculino!

Segunda-feira, Agosto 11, 2008

Amarga constatação

Todas as vezes que meu irmão faz um almoço ou festa na casa dele eu vou e acabo voltando muito estressada e p. da vida por ter ido.
Até hoje eu achava que era porque é dificil conviver com o esnobismo e "novo riquismo" de alguns amigos dele, conviver com o sogro dele que é uma besta (até meu irmão e todo mundo acha) e com a superficialidade da minha sobrinha mais velha.
Meu irmão tem uma casa grande e gostosa, não é rico mas está vivendo bem e nada que ele não mereça porque o cara trabalha feito um louco. E minha cunhada também.
Muitas vezes eu me perguntava se as minhas críticas e reticencias não eram inveja por ele ter uma vida material que eu não tenho.
E sempre a resposta era não porque eu não almejo ter as coisas que ele tem. Acho que as únicas coisas que meu irmão tem de material que eu gostaria de ter são o computador e o fogão!!!!
Sim porque ele tem um fogão de chef (ele adora cozinhar, minha cunhada odeia).
Então, convenhamos que esses dois itens não seriam o suficiente pra eu ficar profundamente irritada cada vez que vou lá.
Hoje, passando as domas da minha filha pra ela ir embora pra Águas, caiu a minha ficha: eu não tenho inveja do que ele tem de material. Eu invejo a vida dele! Quando a gente vai lá eu vejo um marido, uma esposa, filhas, cachorro, recebendo amigos e levando uma vida normal.
A vida normal que eu não tenho há 12 anos.
É louco? É ! Muito!
Ai eu comecei a me dar conta que eu me afastei de todos os meus amigos que tem exatamente isso: uma vida normal de família.
Meus amigos, as pessoas que eu frequento a casa, são gays, mães solteiras, solteiros, viuvos, ou seja, gente que é como eu.
Lá dentro de mim ficou a raiva, a mágoa do que me foi tirado.
Aqui em casa eu nunca mudei uma planta de lugar. Nunca tirei um objeto de decoração de uma mesa para colocar em outra.
Em 12 anos eu nunca mudei nada na decoração porque não é a minha casa.
Eu nunca convido amigos para virem aqui. Nunca fiz um jantar! Nunca chamei ninguém pra comer uma pizza porque não é a minha casa.
Eu sei que é estúpido! Eu sei que é irracional.
Eu sei que é a casa da minha mãe e ela nunca me impediu de convidar alguém ou de mudar alguma coisa. Nunca!
Mas não é a minha casa.
E isso dói.
E dói ver meu irmão com a família linda que ele criou, familia que tem todos os problemas que todas as famílias tem mas que se reúne, convida amigos, faz churrascos e limpa a bagunça depois que todo mundo vai embora.
Uma vida que eu já tive quando o Eric era vivo. Quando nós moravamos na França e eu fazia jantares, e almoços e festas de aniversário e Páscoa.
Ninguém tem culpa. Ninguém. E ainda assim eu não consigo deixar de sentir que me roubaram algo.

Domingo, Agosto 10, 2008

Mãe é mãe, paca é paca

Nunca fui uma pessoa de dia disso ou dia daquilo.
Meu dia é todo dia ou dia nenhum porque quando você importa pra alguém você importa sempre, em todos os momentos e não numa data especial.
Hoje o comércio comemora o dia dos pais, que sem dúvida alguma é muito menos importante (comercialmente falando) que o dia das mães.
É aquele negócio de filho pode se matar pra comprar um presente pra mãe mas se ele não der nada pro pai, ele vai entender.
Normalmente os pais não são chantagistas. Ou se são é uma coisa muito mais sútil e normalmente muito, mas muito mais dolorosa.
A chantagem do meu pai era "você ainda vai me matar com esse seu comportamento". E punha a mão no peito.
Ele nunca teve o menor problema cardíaco e morreu com 79 anos de cancer.
Pelo fato de eu ser filha de pai idoso, quando eu nasci ele tinha 48 anos, a vida inteira a idade dele foi motivo de chantagem.
O que quer que eu fizesse era razão pra "eu não tenho mais idade pra aguentar essas coisas, você ainda me mata".
As mães, eu inclusive, são muito mais emocionais. A gente chora, a gente sente que vai morrer de dor quando um filho faz algo errado.
Claro, toda mãe tem a sua chantagenzinha na manga mas a dor é verdadeira. Porque mãe ama com as tripas.
Conheci alguns pais que eram verdadeiras mães. Pais cujos filhos eram realmente a coisa mais importante da vida deles.
Pais capazes de qualquer sacrificio pelas crias. Até o sacrificio de ficar com alguém que não amavam mais por achar que os filhos mereciam crescer ao lado de pai e mãe.
A maioria dos pais tem uma visão muito objetiva da paternidade, o que faz com que, por mais importante que o filho seja na sua vida ele não aceite abrir mão dela pelo filho.
Meu irmão é um pai como poucos.
Posso ter mil coisas que não concordo com ele mas o amor incondicional dele pelas filhas é incontestável, e mais, ele é o tipo de pai capaz a qualquer sacrificio por elas.
Conheço muitas mães na minha posição: "pãe".
O que é falso porque a gente nunca substitui o pai. A gente nunca consegue fazer o que eles fariam. Por mais que você jogue futebol, assista a filme de ação, goste de carros, de lutas, de tecnologia, a gente nunca é o pai.
Só ser mãe já é dificil então acho melhor a gente se contentar com essa tarefa mesmo, e continuarmos com nosso lado maternal, emocional, sentimental, todos os "al" possíveis.

Sexta-feira, Agosto 08, 2008

A bientôt ma belle

Minha amiga N. morreu e eu só fiquei sabendo depois que o enterro já havia ocorrido.
Esse é o problema de ter a maioria dos amigos em SP e morar no interior. As pessoas esquecem de lhe avisar.
Não é a primeira vez.
A vida inteira eu tive amigos das mais variadas faixas etárias: os muito mais novos, os mais novos, os da minha idade, os mais velhos e até os muito mais velhos, normalmente pais dos meus amigos.
A N. era das minhas amigas mais velhas. Ela deveria estar com uns 65 anos.
Era uma mulher divertidissima, mineira com o sotaque mais carioca do mundo, artista, diretora de teatro. Uma figura.
Parecia meio amalucada mas era super pé no chão. Só que disfarçava.
Ela adorava o Eric, simplesmente adorava.
Os dois eram capazes de ficar horas e horas discutindo sobre assuntos que ninguém mais entendia.
Nós nos víamos pouco ultimamente porque ela tinha tido um infarto e andava mais recolhida na casa dela ou com as filhas dela.
O mais interessante é que quando o Lu me ligou agora a noite pra me contar eu pensei "nossa, como eu vou contar isso pro Eric".
Até hoje eu tenho esse reflexo.
Como também até hoje as vezes eu tento lembrar uma receita e se não consigo penso "vou ligar pra tia Nair pra perguntar pra ela porque ela que faz esse prato".
Tia Nair morreu há 14 anos.
Uma medida boa do quanto a gente está envelhecendo, cronologicamente, é a quantidade de pessoas que você perde pelo seu caminho da vida.
Uma perda permanente ainda que elas vivam pra sempre na sua lembrança.

Inspira, expira, inspira, expira

Eu conversando com uma aluna em potencial ao telefone e minha mãe por perto.
Ai eu falo pra moça que não tem jeito, que sábado já tem um aluno e que eu não quero nem começar a dar aulas mais cedo, nem dar aulas sábado à tarde.
A moça vai pensar no que propus e quando eu desligo minha mãe me solta essa:
- Ah não pega mais aluno no sábado não. Você tem é que dispensar esse que você arrumou. A gente tem direito de viver.

Juro, eu tive que contar até mil pra não gritar "quem é a gente que tem direito a viver? Aquela que paga as contas?"
Ou "vc não quer que eu tenha aluno pra poder ficar à sua disposição e ser sua motorista".

Ai eu tenho que me lembrar que ela tá velhinha e que ela não sabe o que fala.
Senhor! É phoda!

deu a louca na formatação

Campanha Lula diz querer Olimpíada no Brasil em 2016 para 'os pobres
Nada me irrita mais que esse chavão de: "para os pobres".Vai ter que o quê? Arremesso de banana? Levantamento de jaca?No RJ a gente leva a medalha de ouro de tiro sem dúvida!Ah! Poupe a população desse coisa de populismo brega!Pobre já vive numa olimpiada onde ele salta obstáculos para pagar as contas.Colocar filho de pobre na faculdade é prêmio de salto em altura.Andar no andaimes de construção é prova de equilibrio na barra. E que barra!Ah! Tenha dóSe tiver Olimpiada aqui vai ser pra rico porque quero ver ter entrada a preços populares.Ah, entendi, parei um momento e entendi.
Se tiver olimpiada no Brasil os canteiros de obras vão abrir muitas frentes de trabalho e então o povo vai poder ganhar dinheiro trabalhando e não sendo sustentado pelo bolsa família eleitoral.

Em tempo: eu sou pobre!
Posso ser culta e estudada mas ganho a vida do meu parco salário, não tenho dinheiro aplicado, não tenho poupança, não tenho casa própria.
De próprio eu tenho dividas!



Sometimes a glance, a few casual words, fragments of a melody floating through the quiet air of a summer evening, a book that accidentally comes into hands, a poem or memory-laden fragrance may bring about the impulse which changes and determines our whole life.
—Lama Govinda

Quinta-feira, Agosto 07, 2008

Once upon a time

Quando eu era solteira, recém-formada, trabalhava no centro de SP. Mais precisamente na av. Ipiranga ali bem perto da Consolação.
Era o meu primeiro emprego de gente grande. Eu já tinha estagiado numa empresa de grande porte mas ali, era muito além de tudo que eu havia imaginado pra começo de carreira.
Só que eu trabalhava! E como!
Era assistente do diretor de vendas e comércio internacional de torres de alta tensão. Um departamento que quando começou tinha duas pessoas: ele (o chefe) e eu!
Conforme o departamento foi crescendo eu fui assumindo cada vez mais a área de relações públicas e recebia clientes, organizava eventos, jantares, coquetéis. Cuidava de tudo. Da recepção dos clientes internacionais no aeroporto, hospedagem, diversão, compras, visita às fábricas, reuniões, até a hora que eles iam embora.
Os cliente internacionais a gente colocava no Hotel Hilton que era bem na frente do escritório, o que tornava a vida bem prática.
Eu morava na zona Sul de SP. Não era longe mas o transito, já naquele tempo, não fazia que fosse fácil eu chegar ao escritório cedo de manhã. Eu nunca, mas nunca conseguia sair as 18 hs como os outros.
Bom, tinha épocas que a coisa era tão punk, mas tão punk, que eu comecei a levar uma muda de roupa no carro, maquiagem, sapatos, toalha de banho e um saco de dormir e literalmente dormia na sala de reuniões.
De manhã eu ia pra ACM que era ali ao lado e tomava banho, café da manhã, se desse tempo ainda fazia ginástica antes do banho.
Um dia meu chefe descobriu e ficou uma fera.
Ai ele me deu a opção de quando ficasse muito tarde eu pegasse um quarto no Hilton e pelo menos dormisse numa cama decente.
Eu tinha vinte e poucos anos e adorava meu trabalho e valeu cada segundo porque graças a eles eu viajei muito pelo mundo, fiz minha pós, e conheci gente que de outra forma chamais teria conhecido.
Acho que quando a gente está em começo de carreira tem que dar o sangue mesmo.
Mas não precisa chegar a tanto...rs

Respondendo a Camila: eu dou aula sábado pela manhã e minha filha não dirige em SP ainda.
Dou risada só de pensar minha mãe com a minha filha na direção e o cachorro no banco de trás. Um deles não iria chegar vivo! rs
Talvez eu não vá a SP por causa do tempo, está chovendo muito e se continuar amanhã, vou deixar para ir na outra semana.

Quarta-feira, Agosto 06, 2008

A padaria no bairro da Liberdade

Umas amigas já haviam comentado mas eu não havia prestado muita atenção.
Depois meu irmão também falou sobre a tal padaria super hiper mega na Liberdade em SP.
É engraçado porque SP é ali. Um pulo e pra mim as vezes é tão longe, tão inacessível. Porque os dias que eu posso ir a SP eu estou com a familia em peso, até o cachorro junto comigo. Porque se eu penso em ir num dia pra bater perna e fazer os meus programas me bate a culpa de estar gastando a grana do combustível, do pedágio.
Ai eu pensei: sexta-feira eu não dou aula então eu pego o Cometão e vou dar uma rolê na Liberdade pra conhecer a padaria e de quebra eu vou encontrar com as meninas em algum canto fácil de pegar um metro.
Mas ai eu lembrei que no sábado eu vou a SP pro almoço na casa do meu irmão, com familia, cachorro, papagaio, etc, e ir na sexta, voltar, dar aula no sábado e depois ir dirigindo pro almoço ida e volta...sei não. Acho que não vai rolar.
Minha vida está chata!
Terrivelmente chata!

Sensacional




No dia 02 de setembro, a partir das 19h, no Fazenda Café, a Editora Rocco vai lançar o terceiro livro dela Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite.

Fazenda Café, Rua Gaivota,1295, em Moema, São Paulo

Você não vai perder, vai?

Terça-feira, Agosto 05, 2008

Não tem preço

Não é propaganda do Master Card mas uma conclusão: a gente fazer aquilo que o coração manda independentemente de se isso vai trazer um beneficio financeiro, não tem preço.
A esposa do proprietário da escola que eu estava trabalhando era minha aluna de frances particular até junho. Ai ela entrou em férias e eu jurava que depois da maneira ignóbil que o marido dela havia me tratado para me demitir ela não voltaria.
Nem eu queria que ela voltasse porque sim, eu estou magoada, porque não quero ouvir falar da escola, não quero ouvir falar da família dela, não quero ter noticias do que se passa lá dentro daquela escola.
E em aula particular por mais que você se atenha ao profissional o pessoal vem junto.
Ontem ela ligou que queria recomeçar as aulas, falou com minha mãe porque eu não atendi achando que ela ia se tocar.
Não se tocou e hoje ligou novamente, num momento em que eu atendi o telefone mas não podia falar. Disse que ia ver um outro horário para ela e desliguei.
Pensei, pensei muito.
No dia da minha demissão ela encontrou comigo de manhã e fez festa dizendo "Você não vai me dar um beijo? Nasceu o meu netinho!!". e fizemos o maior carnaval, que mulheres fazem entre si. Depois, como era segunda feira e eu estava substituindo uma professora que havia se machucado ela viu comigo a agenda das duas semanas seguintes.
Duas horas depois o marido dela me diz que eu sou ótima, maravilhosa, os alunos me adoram mas ele queria mudar o departamento de inglês e eu não era a pessoa que ele queria dando aula para aquela faixa etária.
Por mais que eu pedisse uma explicação mais razoável ele não me deu.
Quando eu fui ao depto pessoal toda a papelada para eu assinar estava pronta, e vai me dizer que ela não sabia?
Ela dorme com o cara e não sabia?
Bom, isso não vem mais ao caso, o que vem é que não dá. Eu não quero!
Preciso de dinheiro? Com certeza!
Um aluno a mais faz diferença? Com certeza.
Mas eu não posso me vender tão barato. Não posso fazer algo que todas as semanas vai me fazer mal.
Mandei email e expliquei que não vai ser possível!
Paz de espirito? Não tem preço.

Segunda-feira, Agosto 04, 2008

Saudades

Todos os dias eu penso na Ligia. Todos!
Todos os dias eu penso nas coisas que eu gostaria de dividir com ela. Nos conselhos que ela me daria, no carinho que nós tinhamos uma pela outra.
Eu as vezes me sinto absurdamente só! Porque são tão poucas as pessoas pra quem eu posso falar o que sinto, o que penso, o quanto os dias podem ser dificeis.
Meus medos! Minhas inseguranças.
Tão duro segurar as barras sozinha. As minhas, as de outros que mal e mal se aguentam em pé.
E lidar com meus medos é...tão dificil e ela me dizia: "eles só existem dentro de você, não são de verdade".
E quando ela precisava eu repetia a ela a mesma coisa.
Egoismo meu querê-la aqui tendo certeza que ela está muito melhor.

Eu tento

Por Deus do céu que eu tento não perder a calma, a classe, mas tem horas que tudo o que a gente tem vontade é de virar pra pessoa e dizer: "porque você não vai tomar no cú? !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Minha educação de colégio suiço não permite então eu respiro profundamente e penso na frase sábia da Fal "A ignorancia é direito de todos e alguns fazem questão de exercê-la."

Eu a-do-ro!

Quando me faço de idiota.
Sim, pq a pessoa jura que eu está me engando, que está me passando a perna e eu só estou assistindo, esperando.
Porque assim como dois mais dois são os já famosos quatro, eu também sei que é só esperar e ver a coisa virar.
Não! Eu não sou idiota! Nem ignorante! Nem criança! Não acredito em papai noel nem em coelhinho da páscoa.
Sim, eu posso ser extramente boa e dá mesma forma cruel.
Se necessário!

Domingo, Agosto 03, 2008

Em compensação...

Porque ela faz sempre a mesma cara????? (fotos do site da People)

Celebrities or not


Eles são lindos!

Sábado, Agosto 02, 2008

Cansadaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Nossa, que semana do cão!
Estou tão cansada, mas tão cansada que tenho vontade de sentar e chorar (tá não vai resolver nada e os homens que lêem isso aqui podem não entender mas mulher cansada chora. O choro alivia o estresse do cansaço. Acho que tem algo a ver com as endorfinas ou coisa parecida, deixo pro JM me corrigir).
E quando eu fico cansada assim eu começo a me lembrar de coisas, não tristes mas coisas que me deixam mais tristes.
Meu irmão veio aqui hoje e nós estavamos conversando sobre uma viagem que ele e minha cunhada tem vontade de fazer e pegamos um Atlas e eu fiquei mostrando a ele os lugares que Eric e eu visitamos, contando das mil viagens malucas que nós fazíamos, e de repente me bateu aquela sensação de "nunca mais"!
Meu Deus como é horrível a certeza do "nunca mais"!
Eu sei que eu sempre vou poder fazer outras viagens ótimas, até posso conhecer outra pessoa com quem eu goste tanto de viajar quanto com ele, mas dentro de mim, no meu lado ilógico, o que fala é o "nunca mais", como se nunca mais eu fosse a lugar algum, como se nunca mais eu fosse sair dessa minha vida de casa-trabalho-algum barzinho ou restaurante eventual com alguns amigos-casa.
E dói isso! Puxa como dói.
Ainda bem que eu sei que é efeito do cansaço extremo e agora eu justamente vou a um barzinho com uns amigos e depois vou dormir. E amanhã eu quero não fazer nada além de ler, assistir televisão, passear cachorro e dormir.
Nos últimos dois meses é o meu primeiro domingo sem tradução pra fazer ou aula pra preparar.
Sim e só vale o domingo porque aos sábados eu dou aula pela manhã!

Numerologia ilógica

Não entendo nada de numerologia, na-da!
Só sei dos números que gosto.
Não gosto de anos em final par, já disse isso aqui.
Num campo absolutamente pessoal o ano de 2007 foi incrivel. Consegui coisas que jamais acharia possível e terminei o ano com a viagem ao Ceará.
Tive coisas desagradáveis, perdas de amigos sobretudo, mas egoisticamente falando, foi muito bom.
2008 já tem sido outra conversa. As coisas não tem saído muito como eu imaginei e isso tem demandado um bocado de esforço, ousadia e paciência, sobretudo paciência.
Entre altos e baixos eu me agarro a minha fé. E hoje, escrevendo para uma amiga eu coloquei algo que nunca havia pensado conscientemente - da trabalho ter fé!
A gente tem que se entregar de corpo e alma a ela sem ter algo pálpavel, vísivel, podemos dizer que alguns tens uma experiencia sensível no sentido de físico da fé, mas a maioria nem isso.
Ter fé é se agarrar a uma corda invisivel quando você está caindo em um precípicio e você não pode piscar, não pode duvidar nem um pouco nesse momento.
Em outros, sobre terra firme, a gente até tem uns lances de "será", mas na hora do desespero a gente estende a mão e agarra a corda.
Eu cansei de brigar com meu destino. Cansei de me estressar, de ficar histérica, de viver um inferno porque está tudo indo bem e de repente dá tudo pra trás. Cansei. Simplesmente cansei.
Por mais que eu faça tudo pra ter o controle da minha vida sempre vem algo e me mostra que eu não controlo nada então eu decidi não puxar mais os cabelos em desespero.
Eu me entreguei a fé!
Calma, é diferente de me entregar a alguma religião.
Não, eu me entreguei a fé.
Faço tudo o que está ao meu alcance, tudo o que posso mas se ainda assim as coisas saem dos trilhos, agora eu não vou mais chorar e me desesperar. Posso chorar de raiva, mas não de desespero.
Passei o leme para o Timoneiro. ELE que leve meu barco a um porto seguro ou a águas turbulentas, como ELE achar que deve.
De qualquer forma, a gente manda muito pouco naquilo que chamamos de nossa vida.
E quer saber? Isso até que é bom!

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